Escolas Amigas da Criança beneficiarão cerca de 300.000 crianças
Maputo, 11 de Outubro de 2007- Cerca de 300 mil crianças em Moçambique irão beneficiar de melhor educação e ambiente escolar, como resultado do programa Escolas Amigas da Criança. O programa foi iniciado em 2006 no distrito da Maganja da Costa, província da Zambézia, e será implementado nos próximos três anos em todas as escolas primárias de sete distritos modelos. A abordagem Escolas Amigas da Criança tem por objectivo melhorar a qualidade da educação nas escolas primárias, com foco nas raparigas e crianças vulneráveis, através da implementação de um pacote de intervenções que vão da reabilitação de salas de aulas destruidas, construção de infraestruturas de água e saneamento para rapazes e raparigas, até ao controle médico e educação em habilidades para a vida, entre outras intervenções cruciais. O programa responde aos crescentes desafios que Moçambique enfrenta para providenciar educação básica de qualidade para todas as crianças. Apesar do considerável progresso alcançado no acesso das crianças às escolas primárias – que cresceu de 1.7 milhões em 1997 para cerca de 3.8 milhões em 2006 – um grande número de crianças continua sem acesso à educação devido à pobreza crónica e à vulnerabilidade, com significativas disparidades de género e a nível geográfico. Nas zonas rurais, muitas escolas não estão equipadas com adequadas infraestruturas que as tornem amigas da criança. Cerca de 70 por cento das escolas não têm saneamento adequado e mais de metade das crianças estuda em salas de aulas inapropriadas. A qualidade de educação oferecida num grande número de escolas é também relativamente pobre – metade dos professores das escolas primárias do primeiro grau não tem formação em ensino. O impacto do HIV e SIDA trouxe adicionais responsabilidades para as escolas. Elas têm cada vez mais de assumir funções que eram tradicionalmente desempenhadas pelas famílias em relação à educação e cuidados da criança. Para além de serem centros de aprendizagem, as escolas têm agora de oferecer apoio psico-social, habilidades para a vida e educação em saúde. As escolas têm também de providenciar cuidados e apoio à crianças que perderam os seus pais ou foram tornadas vulneráveis devido à pobreza, HIV e SIDA e outras circunstâncias difíceis.
O impacto do HIV e SIDA trouxe adicionais responsabilidades para as escolas. Elas têm cada vez mais de assumir funções que eram tradicionalmente desempenhadas pelas famílias em relação à educação e cuidados da criança. Para além de serem centros de aprendizagem, as escolas têm agora de oferecer apoio psico-social, habilidades para a vida e educação em saúde. As escolas têm também de providenciar cuidados e apoio à crianças que perderam os seus pais ou foram tornadas vulneráveis devido à pobreza, HIV e SIDA e outras circunstâncias difíceis.
Um ano após a introdução do modelo Escolas Amigas da Criança no distrito da Maganja da Costa, avaliações preliminares monstram um aumento de 20 por cento nas matrículas naquele distrito. As autoridades distritais do sector da educação e professores atribuem estes resultados à provisão de materiais de educação aos alunos, aos esforços de mobilização social, ao recrutamento e formação de novos professores – particularmente mulheres – e provisão de vestuário e material escolar às crianças órfãs e vulneráveis. As lições aprendidas nos sete distritos modelo irão subsidiar estratégias nacionais de educação para acelerar o progresso em direcção aos Objectivo de Desenvolvimento do Milénio relacionado com o acesso universal à educação primária, com ênfase nas crianças mais excluidas.
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