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A promoção do aleitamento materno na primeira hora após o parto pode salvar a vida das crianças

© UNICEF/MOZA-01433/G.Pirozzi
O aleitamento materno exclusivo constitui a primeira imunização do bebé contra doenças infecciosas e não infecciosas, na medida em que dá ao recém nascido proteínas e factores essenciais de crescimento e nutrição.

Maputo, 1 de Agosto de 2007- Cerca de 120 países no mundo dedicam a semana de 1 a 7 de Agosto para chamar a atenção para a importância do aleitamento materno exclusivo para a sobrevivência e desenvolvimento da criança. O tema das celebrações deste ano é o início do aleitamento materno na primeira hora após o parto. Em Moçambique, o UNICEF junta-se ao Ministério da Saúde e vários outros parceiros neste evento, e associa-se às iniciativas de sensibilização organizadas nos vários pontos do país.

Amamentar todas as crianças imediatamente após o parto pode prevenir um número significativo de doenças em crianças recém nascidas em países em vias de desenvolvimento. Um estudo recente concluiu que a amamentação na primeira hora após o parto pode prevenir 22 por cento de mortes de crianças recém nascidas.

Mais de um terço de todas as mortes de crianças ocorrem no frágil primeiro mês de vida. O início da amamentação na primeira hora após o parto pode reduzir este índice e é um passo importante em direcção ao Objectivo do Desenvolvimento do Milénio de reduzir a mortalidade infantil para dois terços.

O aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses é a única medida preventiva mais efectiva para a sobrevivência da criança – pode reduzir a mortalidade infantil em 13 por cento. Para Moçambique significaria evitar a morte de cerca de 15.000 crianças menores de 5 anos.

Apesar de que a maioria das crianças em Moçambique seja amamentada, somente uma em três é amamentada exclusivamente durante os primeiros seis meses. O índice de abandono do aleitamento materno é muito alto. Aos três meses de vida, somente 38 por cento das crianças são exclusivamente amamentadas.

Mais de um terço de todas as mortes de crianças ocorrem no frágil primeiro mês de vida. O início da amamentação na primeira hora após o parto pode reduzir este índice.

Amamentar as crianças na primeira hora após o nascimento estimula a produção do leite materno. O primeiro leite, também chamado “colostro”, é extremamente nutritivo e ajuda a prevenir doenças. O contacto físico inicial entre a mãe e o bebé ajuda a manter o bebé aquecido, o que ajuda a aumentar as oportunidades de sobrevivência. O aleitamento materno logo após o nascimento da criança ajuda também a mãe a recuperar rapidamente do parto.

Para assegurar que as crianças tenham o melhor início de vida, tanto elas como as mães precisam de:

  • Apoio, durante o parto, de uma pessoa treinada que tenha suficientes conhecimentos sobre amamentação
  • Um ambiente acolhedor em que a mãe se sinta confortável
  • Condições criadas depois do parto para que o bebé procure a mama e inicie a amamentação pelo tempo que precisar
  • Adiamento até depois da primeira amamentação, as intervenções como a pesagem do bebé e a administração de medicação preventiva
  • Evitar dar comida e líquidos ao bebé antes da amamentação, exceptuando em muitos poucos casos por indicação médica.

O leite materno oferece uma fonte completa de nutrição durante os primeiros seis meses de vida. O aleitamento materno exclusivo constitui a primeira imunização do bebé contra doenças infecciosas e não infecciosas, na medida em que dá ao recém nascido proteínas e factores essenciais de crescimento e nutrição. O aleitamento materno exclusivo diminui os riscos de diarreia e infecções respiratórias, ajuda a aumentar as funções cognitivas da criança e fortalece os laços naturais com a mãe.

É sabido que o HIV pode ser transmitido através do aleitamento materno. No entanto, somente as mulheres testadas seropositivas e que podem dar alimentação complementar às suas crianças de forma sustentável e segura, são recomendadas a dar alimentação alternativa. Todas as outras mulheres são recomendadas a amamentar exclusivamente até aos seis meses de idade. A combinação do aleitamento materno com outra alimentação e líquidos – alimentação mista – aumenta os riscos de transmissão do HIV. Depois dos seis meses, são recomendadas a interromper o aleitamento e a mudar para alimentação complementar e alternativa.

O Ministério da Saúde protege, promove e apoia o aleitamento materno, tal como é demonstrado pelo formação em curso em alimentação infantil para trabalhadores da saúde em todas as províncias – como parte do Pacote Básico Nutricional, pela adopção do Código de Comercialização de Substitutos do Leite Materno  em 2005 e pela proposta de implementação da Iniciativa Hospitais Amigos da Criança a partir de 2008.

O UNICEF apoia o Ministério da Saúde nestas iniciativa e apela ao aumento do apoio providenciado às novas mães ao nível da comunidade. O UNICEF apela a todas as comunidades em Moçambique, apoiadas pelo sistema de saúde local e ONGs locais, para criarem grupos de apoio com mães modelos que apoiam a novas mães a amamentarem de forma efectiva.

 

 
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