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A prevenção da malária aumenta as oportunidades de sobrevivência e crescimento saudável das crianças Moçambicanas

© UNICEF/MOZA-01731/G.Pirozzi
Naisia sob uma rede mosquiteira durante a sua gravidez, para se proteger si e ao seu bebé contra a malária. O Governo, com o apoio do UNICEF, promove a distribuição gratuita de redes mosquiteiras para mulheres grávidas e crianças menores de 5 anos.

Maputo, 27 de Julho de 2007 – A malária continua a ser uma das principais ameaças à sobrevivência das crianças em Moçambique, estimando-se que esteja na causa de uma morte em cada quatro mortes entre crianças menores de 5 anos no país. Com o apoio do UNICEF e vários outros parceiros, o Governo de Moçambique tem estado a desenvolver acções efectivas de resposta junto das comunidades, para a prevenção, controlo e tratamento desta doença.

O Ministério da Saúde fez da malária uma prioridade em termos de prevenção e controlo, adoptando em 1999 os princípios da iniciativa global Fazer Recuar a Malária – uma parceria entre a OMS, UNICEF, PNUD e o Banco Mundial. Dentre as várias intervenções de prevenção desenvolvidas neste âmbito, particular atenção tem sido dada à pulverização residual de interiores e à disseminação do uso de redes mosquiteiras tratadas com insecticida. Exemplos concretos destes programas foram testemunhados pela Primeira Dama dos EUA, Laura Bush, como parte da sua visita em finais de Junho a programas apoiados pela iniciativa do Presidente dos EUA para o combate à malária em Moçambique, Zâmbia, Senegal e Mali.

O Governo de Moçambique definiu no Plano de Acção para a Redução da Pobreza Absoluta uma meta de cobertura da pulverização de interiores de 50 por cento até 2009, contra cerca de 18 por cento em 2005. Neste âmbito, campanhas de pulverização têm sido promovidas distritos considerados prioritários em todas as províncias do país. 

Nos finais de Junho, por exemplo, uma brigada dirigida por José Teixeira, que é também gestor do armazém de insecticidas, escalou o bairro do Benfica nos arredores de Maputo. Cerca de 24 agentes compunham a sua equipa, devendo cada um pulverizar uma média de 5 casas por dia.

“Temos de alcançar bons resultados para que a população ganhe consciência da importância da pulverização. As vezes a comunidade resiste, mas depois de pulverizarmos várias casas, os beneficiados comentam sobre os bons resultados com os seus vizinhos e o resto da comunidade acaba por aderir”, disse José Teixeira.

Num dos dias, à brigada de José Teixeira juntaram-se também funcionários do Ministério da Saúde e uma equipa da cadeia de televisão norte-americana CNN, que se encontrava em Moçambique para cobrir a visita de Laura Bush. Numa das casas a equipa surpreendeu Elisa Jeremias, que vive com o seu marido e mais quatro filhos menores.

Elisa não sabia que a sua casa seria abrangida naquele dia, mas tinha conhecimento de que a pulverização estava sendo feita no seu bairro e ansiava pela sua vez. A sua filha Isabel de 4 anos, que estava no seu colo, parecia dormir tranquilamente. Mas quando José Teixeira e a sua equipa chegaram mais perto, perceberam uma vez mais a importância do seu trabalho naquele bairro. A pequena Isabel estava incapaz de se pôr de pé por si própria. Havia vários dias que lhe tinha sido diagnosticada a malária e lutava tenazmente pela sua sobrevivência.

© UNICEF Mozambique/ James Elder
Marcelena e a sua criança recém nascida sob uma rede mosquiteira em Chupanga, durante as cheias de 2007. Cerca de 88.000 redes mosquiteiras foram distribuídas pelo UNICEF durante a emergências às pessoas afectadas pelas cheias.

“Temos muitos problemas de mosquitos aqui no nosso bairro. Tem havido muita malária. Estou a gostar do trabalho que está sendo feito para nos ajudar a combater esta doença”, disse a mãe Elisa confortando sua filha Isabel e olhando esperançosamente para os agentes que se dirigiam para o interior da sua casa com os materiais de pulverização. 

Depois do trabalho concluído, Elisa e seu marido receberam um detalhado esclarecimento do que foi feito e recomendações a seguir. Três meses depois a brigada regressaria àquele bairro novamente, ficaram a saber. 

Enquanto as intervenções de pulverização são directamente lideradas e coordenadas pelo Ministério da Saúde, o UNICEF e outros parceiros têm estado a apoiar uma série de outros programas para a prevenção e o tratamento desta doença. O programa de distribuição de redes mosquiteiras tratadas com insecticida está entre os programas apoiados pelo UNICEF em Moçambique desde o ano 2000. Mulheres grávidas e crianças menores de 5 anos, bem como crianças tornadas órfãs e vulneráveis, são priorizadas neste programa alargado de distribuição.  

Estima-se que até finais de 2006 tenham sido distribuídos cerca de 2.1 milhões de redes mosquiteiras através dos serviços de saúde públicos no país, tendo o UNICEF contribuído para a distribuição de 64 por cento dessas redes. Só nos primeiros 6 meses de 2007, cerca de 172.000 redes mosquiteiras foram igualmente distribuídas através de programas apoiados pelo UNICEF, dos quais 20.000 beneficiando crianças tornadas órfãs e vulneráveis, 64.000 a mulheres grávidas, e 88.000 Redes Mosquiteiras Impregnadas de Longa Duração distribuídas às populações afectadas pelas cheias.

A nível do tratamento, Moçambique usa agora terapias combinadas baseadas em Artemisina como tratamento de primeira linha. A combinação de diversos medicamentos aumenta a eficácia clínica e pode retardar o desenvolvimento da resistência dos parasitas. Com vista a reduzir os riscos de saúde associados à malária nas mulheres grávidas, o Ministério da Saúde introduziu um tratamento preventivo intermitente em 2006. Este tratamento envolve a administração de duas ou mais doses de medicamentos anti-maláricos a mulheres grávidas durante as consultas pré-natais de rotina, independentemente de elas apresentarem ou não sintomas de malária. 

A malária representa cerca de 40 por cento de todas as consultas externas no país, e até 60 por cento dos doentes internados em enfermarias pediátricas devido à malária grave. A malária pode contribuir para a morte de crianças através de uma  infecção aguda, que frequentemente se manifesta como ataque  apopléctico ou coma, e pode matar directa e rapidamente a criança. As infecções de malária contribuem para o desenvolvimento de anemia grave, que aumenta substancialmente o risco de morte. A insuficiência de peso à nascença – frequentemente uma consequência da infecção por malária em mulheres grávidas – constitui também um importante factor de risco de morte no primeiro mês de vida.

A malária apresenta também um risco de saúde para mulheres grávidas, uma vez que tem efeitos adversos tanto na mãe como no feto, incluindo anemia materna, aborto, parto prematuro e bebés com insuficiência de peso à nascença. A malária contribui para a mortalidade materna quando se combina com estados de saúde como tuberculose, infecção por HIV, malnutrição e deficiência em ferro.

 

 
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