Activistas de saúde transmitem mensagens que salvam vidas
Província de Sofala, 14 de Março de 2007 – Há poucos espectáculos mais agradáveis do que ver os risos de alegria na cara de 100 crianças. Quando o motivo dessa alegria é uma mensagem de boa saúde e higiene, em forma de teatro, só enriquece o momento. Os grupos de teatro comunitário levam uma mensagem vital sobre a prevenção da cólera às pessoas afectadas pelas cheias em Moçambique, que deixaram mais de 160.000 pessoas – metade das quais são crianças – sem abrigo depois do rio Zambeze ter galgado as suas margens e destruído culturas, gado e habitações. À medida que milhares de pessoas chegavam aos centos de acomodação, e que a sua estadia se prolonga devido as cheias que baixam lentamente, a ameaça da cólera e disenteria crescia. Todavia, com os fundos de emergência de fundos do EUA para o UNICEF, a formação e afectação de pessoal da saúde pelo UNICEF em Moçambique começaram a ser aplicados imediatamente. Com poucos recursos, mas muita habilidade teatral, os grupos de teatro mobilizam multidões logo que chegam e começam a tocar os seus tambores. Mães e filhas com bebés às costas, pais e filhos, casais tímidos e avós todos se riem bastante logo que começa a peça. A mensagem – lavar as mãos, manter a comida protegida, ir ao médico – é simples, mas é transmitida com bastante humor que envolve a multidão. Mas à medida que se torna sério, quando a filha apanha cólera, um silêncio desce sobre a plateia e fica claro que a mensagem foi transmitida. “Ao mesmo tempo que se assegura água potável para milhares de pessoas nesta emergência, higiene e a educação sanitária é imperativa,” afirmou o chefe de operações do UNICEF no terreno em Caia, Jeremy Hopkins. “Na verdade, só conseguimos resultados quando as pessoas não adoecem, portanto é um ‘sucesso silencioso.”
O grupo teatral é apenas uma das abordagens multimédia do UNICEF para informar as comunidades sobre a prevenção da cólera, higiene segura, bom saneamento, e práticas gerais sãs. Equipas de ‘activistas’ passam de tenda a tenda nos centros de acomodação, outras ficam no exterior dos sanitários com sabão e água, um terceiro grupo focaliza nas famílias e distribui folhetos, um quarto grupo cola cartazes com mensagens nos sanitários, enquanto a brigada móvel de vídeo vai de comunidade em comunidade e todas as noites exibe filmes com mensagens sobre saúde. Chegando às zonas onde há escassez de rádios e não existe televisão, as brigadas móveis são bastante populares. Quando anoitece, elas montam um écran gigante de vídeo entre as árvores, montam os seus amplificadores e microfone, e ligam o gerador. Dentro de cinco minutos, eles criam algo mais parecido com o cinema ‘Drive-In’. À semelhança do grupo teatral, um grande acréscimo à sessão de vídeo móvel é a discussão que se segue. A plateia é solicitada a responder à algumas perguntas sobre saúde, higiene e médicos tradicionais versus médicos convencionais. Então, os membros da comunidade de todas as idades tomam a palavra para dar as suas opiniões, e subitamente o debate acende e a mensagem é multiplicada. Nas palavras de um membro da audiência: “Às vezes acho que as crianças “fecham os ouvidos” quando estes temas importantes são apresentados nas escolas, mas olha para elas! Estão hipnotizadas pelo écran e filme.”
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