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Protegendo as crianças da malária e das doenças transportadas pela água

© UNICEF Moçambique/James Elder
No centro de acomodação de Chupanga crianças e mulheres cartam água na sua fonte principal de água.

Província de Sofala, Moçambique, 13 de Fevereiro de 2007 – Em 2000, enquanto Moçambique enfrentava as mortíferas cheias que ceifaram milhares de vidas humanas, Rosita Pedro tornou-se numa famosa bebé. Nascida em cima de uma árvore porque a mãe procurava refugiar-se das águas crescentes, Rosita e sua mãe foram salvas por um helicóptero de uma equipa de salvamento, tornando-se célebre. As imagens da Sra Pedro e da Rosita ajudaram a trazer atenção crítica – e apoio – à situação de emergência ocorrendo em Moçambique.

Sete anos mais tarde, Moçambique é novamente assolado por cheias, embora a onda de nascimentos continue. Há semanas, num centro de acomodação provisória, acomodando cerca de 8000 deslocados, Marcelena Gaspar deu parto. Marcelena e a sua filha recém-nascida nunca gozarão do estatuto de celebridade que outrora a Rosita e sua mãe tiveram, embora igualmente sejam símbolo da resiliência de moçambicanos, e a sua boa saúde testemunho dos esforços gerais que foram envidados para assegurar água potável, saneamento e higiene seguros nos centros de acomodação.

“O parto foi realizado no centro de saúde daqui; foi rápido e o corpo médico foi muito bom,” afirma a Marcelena, no exterior da sua tenda fornecida pelo UNICEF no centro de acomodação de Chupanga. “Ainda não dei nome à minha filha, mas acho que ela tem sorte.”

Enquanto subia o nível da água das cheias, o UNICEF foi rápido no terreno, instalando serviços essenciais para garantir a saúde de milhares de pessoas nos centros de acomodação. Poucos dias após a chegada das primeiras pessoas, o UNICEF havia distribuído recipientes de água de 10.000 litros, milhares de redes mosquiteiras, centenas de bidões, baldes, tendas para escolas, kits de ensino e aprendizagem, e várias latrinas.

“Podem não ser a forma mais atraente de apoio em situações de emergência, mas  talvez a intervenção mais indispensável nestes centros de acomodação de emergência sejam sanitários e latrinas,” afirmou o Chefe de Água e Saneamento do UNICEF em Moçambique, Manuel Freitas. “Sem estes, o risco do surgimento e propagação de doenças é extremamente alto.”

© UNICEF Mozambique/James Elder
Marcelena e o seu bébé recem nascido sob uma rede mosquiteira na sua tenda.

A ameaça da malária constitui também uma grande preocupação para o UNICEF e parceiros. Sazonalmente, os números de malária estão actualmente no seu pico em Moçambique, e isto foi exacerbado pelas cheias e súbita congregação de milhares de pessoas.

Marcelena já se esqueceu do número de vezes que sofreu de malária. Os seus dois filhos já tiveram malária “muitas vezes”. A maior causa de mortalidade infantil em Moçambique, malária, representa uma grande ameaça a todas as pessoas afectadas pelas cheias e agora nos centros de acomodação como este. Os mosquitos reproduzem-se em charcos de água, e depois de semanas de chuvas intensas terem causado cheias ao longo do rio Zambeze e seus afluentes, os charcos aparentam ser lagos.

Mas aqui em Chupanga, a malária também tem sido colocada à distância. O UNICEF e parceiros distribuiram uma rede para cada família neste campo, e mais de 53.000 redes desde o início da emergência. Neste âmbito, esta noite, à semelhança de todas as noites, Marcelena, seus filhos, o bebé recém-nascido sem nome mas com sorte, irão dormir sob protecção de uma rede tratada com insecticida.

Talvez não sejam celebridades, mas estão seguras.

 

 
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