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Dar Poder à Mulher para Ajudar a Criança

Crianças cujas mães não frequentaram a escola são três vezes mais propensas a sofrer severa privação de nutrição do que as crianças cujas mães tenham o ensino secundário ou mais.

Maputo, 8 Março 2007 – A eliminação da discriminação de género tem um impacto positivo na sobrevivência e bem-estar das crianças, disse o UNICEF por ocasião do 8 de Março, Dia Internacional da Mulher.

O Relatório do UNICEF Situação Mundial da Infância 2007 trata desse tema e demonstra que a igualdade de género produz um duplo dividendo que beneficia as mulheres e crianças e é fundamental para a saúde e desenvolvimento das famílias, comunidades e nações.

“A igualdade de género e o bem-estar da criança são inseparáveis” disse a Representante do UNICEF, Leila Pakkala. “A igualdade de género não só é moralmente correcta, mas também é fundamental para o progresso humano e desenvolvimento sustentável.”

Não obstante ter-se verificado progressos no estado da mulher nas últimas décadas, as vidas de muitas raparigas e mulheres no mundo são subjugadas pela discriminação, ausência de poder e pobreza. As raparigas e mulheres são afectadas desproporcionalmente pelo HIV/SIDA e as mulheres, na maior parte, ganham menos que os homens pelo mesmo trabalho. Milhões de mulheres em todo o mundo são submetidas à violência física e sexual, com pouco recurso à justiça.

O relatório “A Pobreza na Infância em Moçambique”, divulgado no fim do ano passado, sublinha que as disparidades relacionadas com o género afectam as mulheres e raparigas em muitas formas da sua vida, nomeadamente:

  • Agregados familiares chefiados por mulheres – que representam um terço de todos os agregados familiares no País – são mais pobres do que os agregados familiares chefiados por homens.
  • Crianças cujas mães não frequentaram a escola são três vezes mais propensas a sofrer severa privação de nutrição do que as crianças cujas mães tenham o ensino secundário ou mais.
  • Cerca de nove por cento de mulheres sofre de severa malnutrição. O factor mais crítico que afecta a situação nutricional da mulher é a sua carga de trabalho – as mulheres, especialmente nas zonas rurais, trabalham bastante e consistentemente muitas horas, e o nível de toma energética não é comensurável com o nível do seu trabalho.
  • Das estimadas 1.6 milhões de pessoas vivendo com o HIV ou SIDA, 58 por cento são mulheres e cinco por cento são crianças menores de cinco anos.
  • A diferença de género na frequência escolar nas zonas rurais é notória, sendo apenas 48 por cento entre as raparigas comparado com 57 entre os rapazes.
  • Dados de 2003 indicam que 18 por cento de raparigas com idade entre 20-24 anos casam-se antes dos 15 anos de idade e 56 por cento antes de atingirem os 18 anos.

Os níveis de educação entre as mulheres no mundo têm uma relação estreita com melhores resultados da sobrevivência e desenvolvimento da criança.

O alcance do Objectivo de Desenvolvimento do Milénio No. 3 – promover a igualdade de género e dar poder às mulheres – também contribui para o alcance de todos os outros objectivos, desde a redução da pobreza e fome até ao salvamento de vidas das crianças, melhoria da saúde materna, garantia da educação universal, combate ao HIV/SIDA, malária e outras doenças, e garantia da sustentabilidade ambiental.

Para mais informação, queira contactar:

Thierry Delvigne-Jean, Comunicação, UNICEF Moçambique, Tel: (+258)  82 3121820;
Email tdelvignejean@unicef.org

Gabriel Pereira, Comunicação, UNICEF Moçambique,  Tel: (+258 82 316 5390);
Email:  gpereira@unicef.org

 

 
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