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Mais de 850.000 crianças salvas do HIV desde 2005, mas observam-se tendências alarmantes entre os adolescentes

HIV AIDS
© UNICEF/RWAA2011-00631/Noorani
O progresso tem sido impressionante na área de prevenção de novas infecções pelo HIV entre as crianças. Em 2012, cerca de 260.000 crianças foram infectadas com o HIV, em comparação com 540.000 em 2005.

Relatório do UNICEF mostra que as novas infecções entre os adolescentes poderiam ser reduzidas para metade até 2020, com investimentos direccionados e aumentados

Nova Iorque, 29 de Novembro de 2013 – Um novo relatório divulgado hoje pelo UNICEF mostra que se alcançou grande progresso para prevenir a transmissão do HIV da mãe para o filho, com mais de 850 mil novas infecções na infância evitadas entre 2005 e 2012 em países de baixa e média rendas.

No entanto, o novo relatório A Criança e a SIDA: Um inventário da situação 2013 faz soar o alarme em relação aos adolescentes, e cita a necessidade de se aumentar os esforços nacionais e internacionais para lidar com o HIV e SIDA neste grupo etário vulnerável.

As mortes relacionadas com a SIDA entre os adolescentes com idades entre os 10 e 19 anos aumentaram em 50 por cento entre 2005 e 2012, passando de 71.000 para 110.000, em claro contraste com os progressos alcançados na prevenção da transmissão da mãe para o filho. Em 2012, havia cerca de 2,1 milhões de adolescentes que viviam com o HIV.

Com um financiamento adicional e aumento do investimento em inovação, muitos dos desafios poderiam ser superados, diz o relatório.

Uma nova análise apresentada no relatório mostra que, ao aumentar o investimento em intervenções de grande impacto para cerca de 5,500 milhões dólares dos EUA em 2014, 2 milhões de adolescentes, principalmente meninas, poderiam evitar a infecção em 2020. Os investimentos em 2010 foram 3,800 milhões de dólares dos EUA.

"Se as intervenções de grande impacto forem ampliados através de uma abordagem integrada, podemos reduzir pela metade o número de novas infecções entre os adolescentes em 2020", disse o Director Executivo do UNICEF, Anthony Lake. "É uma questão de alcançar os adolescentes mais vulneráveis com programas eficazes de maneira urgente".

As intervenções de grande impacto incluem os preservativos, o tratamento anti-retroviral, a prevenção da transmissão da mãe para o filho, a circuncisão masculina médica voluntária, a comunicação para a mudança de comportamento e as abordagens específicas para as populações em risco e marginalizadas. Tudo isso, além de investimentos em outros sectores, como a educação, a protecção social e bem-estar, e o reforço dos sistemas de saúde.

Ao contrário do que ocorre com os adolescentes, o progresso tem sido impressionante na área de prevenção de novas infecções pelo HIV entre as crianças. Em 2012, cerca de 260.000 crianças foram infectadas com o HIV, em comparação com 540.000 em 2005.

"Este relatório lembra-nos que uma geração sem SIDA é aquela em que todas as crianças nascem livres do HIV e permanecem assim - desde o nascimento e ao longo de suas vidas - e isso significa também o acesso ao tratamento para todas as crianças que vivem com o HIV", disse Michel Sidibé, Director Executivo do ONUSIDA. "Também nos lembra que a saúde e bem-estar das mulheres devem estar no centro da resposta à SIDA. Eu não tenho nenhuma dúvida de que vamos alcançar essas metas."

Graças a um novo tratamento anti-retroviral simplificado para toda a vida (conhecido como Opção B+), há uma mais possibilidades de tratar eficazmente as mulheres que vivem com HIV e de prevenir a transmissão do vírus para seus bebés durante a gravidez, o parto e através da amamentação. Este tratamento requer um regime diário de um comprimido.

"Hoje em dia, mesmo se uma mulher grávida está vivendo com o HIV, isso não significa que seu bebé deve ter o mesmo destino, e isso não significa que ela não pode levar uma vida saudável", disse Lake.

Alguns dos sucessos mais notáveis foram realizados em países com alta carga de HIV na região da África ao sul do Sahara. Novas infecções entre os recém-nascidos decresceram entre 2009 e 2012 em 76 por cento no Gana, 58 por cento na Namíbia, 55 por cento no Zimbabwe, 52 por cento no Malawi e Botswana, e 50 por cento na Zâmbia e Etiópia.

O novo relatório também enfatiza que para se conseguir que uma geração sem SIDA se torne uma realidade, mais crianças que vivem com HIV devem receber tratamento anti-retroviral. Apenas 34 por cento das crianças que vivem com HIV em países de baixa e média renda receberam o tratamento que precisavam em 2012, em comparação com 64 por cento dos adultos. Como resultado, um número estimado de 210.000 crianças morreram de doenças relacionadas à SIDA em 2012.

As inovações e novas formas de trabalho estão fazendo que os testes e o tratamento sejam mais acessíveis, eficazes e eficientes. Um exemplo é o uso de telefones celulares na Zâmbia e no Malawi para produzir rapidamente os resultados do teste de HIV. Isto facilitou que as mães recebessem diagnósticos para seus bebés muito mais rapidamente do que ocorria através de resultados entregues em mão.

O desafio agora consiste em aplicar o conhecimento que já existe, continuar a concentrar-se nas crianças e adolescentes mais vulneráveis e marginalizados, e aproveitar as novas oportunidades e inovações ao mesmo tempo que se utilizam os recursos limitados de forma mais eficiente e eficaz possível .

"O mundo agora tem a experiência e as ferramentas para conseguir uma geração sem SIDA. As crianças devem ser os primeiros a beneficiar dos nossos sucessos na luta contra a o HIV, e os últimos a sofrer quando estamos aquém do esperado", disse Lake.

O relatório está disponível em www.childrenandaids.org


 

 

 

 

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