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UNICEF afirma: Movimentos de base comunitária são a chave para acabar com os problemas da falta de infra estruturas de saneamento no mundo

Dia Mundial da Latrina
© UNICEF Mozambique/2011/Tommaso Rada
Desde 1990, quase 1,9 mil milhões de pessoas ganharam acesso a saneamento melhorado, mas em 2011 o total de pessoas sem acesso ainda era de 36 por cento da população global, ou cerca de 2,5 mil milhões de pessoas.

NOVA IORQUE, 19 de Novembro de 2013 – O acesso a infra estruturas de saneamento ainda está fora do alcance de mais de um terço da população global, com consequências devastadoras para a saúde e o desenvolvimento das crianças, afirma o UNICEF no Dia Mundial da Latrina.

No entanto, a chave para colmatar a lacuna encontra-se no seio das próprias comunidades, destacou a organização.

Desde 1990, quase 1,9 mil milhões de pessoas ganharam acesso a saneamento melhorado, mas em 2011 o total de pessoas sem acesso ainda era de 36 por cento da população global, ou cerca de 2,5 mil milhões de pessoas.

"O acesso a infra estruturas de saneamento continua a ser o inominável, um segredo vergonhoso até mesmo para alguns países muito prósperos ", disse Sanjay Wijesekera, Director de programas de Água, Saneamento e Higiene do UNICEF, a nível global. "Mas a invisibilidade da falta de acesso ao saneamento não a torna inofensiva, na verdade, é exactamente o inverso. A falta de acesso ao saneamento é literalmente causador de mortes de crianças, faz com que adultos adoeçam, e retarda o progresso - dia após dia ".

De acordo com dados divulgados pelo UNICEF no início deste ano, a falta de acesso à água potável, ao saneamento e à higiene é uma das principais causas de mortes por diarreia em crianças menores de cinco anos, num total de cerca de 1.400 crianças que morrem a cada dia.

O UNICEF liderou um movimento de mudança social que levou mais de 25 milhões de pessoas para acabar com a prática do fecalismo a céu aberto e, agora, usam latrinas. O programa da Abordagem do Saneamento Total Liderado pela Comunidade (SANTOLIC), encoraja as comunidades a assumir a liderança e identificar as suas próprias medidas para acabar com fecalismo a céu aberto, e tem tido resultados em escala. Na última avaliação, mais de 50 países implementaram o programa SANTOLIC e muitos governos integraram uma abordagem semelhante nas suas políticas nacionais.

Mas apesar deste sucesso, Wijesekera disse que mais ainda precisa ser feito, e com urgência, por países, comunidades e indivíduos, principalmente para tirar da sombra o assunto tabu sobre o saneamento e ao fecalismo a céu aberto, discuti-lo francamente, e concordar-se em resolver o problema.

A abordagem SANTOLIC funciona precisamente porque depende de pessoas que tomam as suas próprias decisões, chegando às suas próprias soluções. À medida que mais governos e comunidades aplicarem o método para eliminar o fecalismo a céu aberto e aumentar o acesso a infra estruturas de saneamento, muitas mais pessoas irão beneficiar-se, especialmente a partir da redução de doenças relacionadas com água, saneamento e higiene.

É assim que decorre a nível global a campanha "Sem acesso" [No access] no endereço www.unicef.org/toilets4all, no qual o UNICEF está promovendo um grande impulso em todo o mundo durante o Dia Mundial da Latrina, para sensibilizar sobre os perigos do fecalismo a céu aberto e sobre o problema da falta de acesso a saneamento melhorado.

Na Índia, onde em 2011 cerca de 65 por cento da população não tinha acesso ao saneamento melhorado, e mais de 620 milhões de pessoas defecavam a céu aberto, o UNICEF Índia está implementando a Poo2loo, uma campanha on-line abordando a questão do fecalismo a céu aberto no país. Os indivíduos podem assumir o compromisso de um "país livre do poo" no sítio www.poo2loo.com; juntar-se no Facebook em https://www.facebook.com/poo2loo e seguir as actualizações da campanha no Twitter em https://twitter.com/poo2loo.

No Mali, no Dia Mundial da Latrina, o UNICEF vai lançar um projecto de marketing sobre Saneamento em parceria com a PSI-Mali e a Direcção Nacional de Saneamento.

Na Eritreia, haverá celebrações e certificações de comunidades livres de defecação a céu aberto, em todo o país.

"Toda acção que estimule as pessoas a mudar a sua maneira de lidar com o fecalismo a céu aberto e nos aproxima em direcção à meta de saneamento para todos ", disse Wijesekera. "Não é fácil, mas certamente é factível e, além disso, é absolutamente indispensável, se estivermos a espera para viver uma vida saudável no século 21."

A nível de Moçambique, cerca de 55% da população vivendo nas zonas rurais continua a praticar o fecalismo a céu, num total de mais de 8 milhões de pessoas (dados de 2013). O Governo de Moçambique com apoio dos parceiros tem estado a promover várias iniciativas visando melhorar as condições de saneamento. As campanhas de saneamento e de promoção de higiene lançadas pelo Governo resultaram na construção de várias latrinas em todo o país. Contudo, um estudo recente feito pelo Banco Mundial indica que deficiente saneamento custa ao País cerca de 133 milhões de dólares por ano.

 

 
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