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O aleitamento materno é a intervenção mais eficaz e barata na história para salvar vidas de crianças - UNICEF

Aleitamento Materno
© UNICEF Moçambique
"Não há nenhuma outra única intervenção de saúde que tenha um impacto tão grande nos bebés e mães e que custe tão pouco para os governos como amamentar ", disse a Vice-Directora Executiva do UNICEF Geeta Rao Gupta.

NOVA IORQUE, 01 de agosto de 2013 - Durante a Semana Mundial da Amamentação a partir de hoje, o UNICEF está a concentrar-se no aleitamento materno como a maneira mais eficaz e barata de salvar a vida de uma criança. Mas, com menos da metade de todas as crianças menores de seis meses beneficiando de aleitamento materno exclusivo, é essencial uma forte liderança na promoção dessa prática.

"Não há nenhuma outra única intervenção de saúde que tenha um impacto tão grande nos bebés e mães e que custe tão pouco para os governos como amamentar ", disse a Vice-Directora Executiva do UNICEF Geeta Rao Gupta. "O leite materno é a ‘primeira imunização’ do bebé e a intervenção mais eficaz e barata na história para salvar a vida de uma criança".

As crianças que são amamentadas exclusivamente durante os primeiros seis meses de vida têm 14 vezes mais probabilidade de sobreviver do que crianças não-amamentadas. Iniciando a amamentação no primeiro dia após o nascimento pode reduzir até 45 por cento o risco de morte de recém-nascidos.

A amamentação também suporta a capacidade da criança de aprender e ajuda a prevenir a obesidade e doenças crónicas na vida adulta. Estudos recentes nos Estados Unidos e no Reino Unido apontam para grandes poupanças de saúde decorrentes da amamentação, uma vez que as crianças amamentadas adoecem com menos frequência do que crianças não-amamentadas.

Além dos benefícios para o bebé, as mães que amamentam exclusivamente têm menos probabilidade de engravidar nos primeiros seis meses após o parto, recuperam mais rapidamente após darem à luz, e retornam ao seu peso anterior à gravidez mais cedo. As evidências mostram que elas têm menos depressão pós-parto e também têm um menor risco, mais tarde na vida, de desenvolverem o cancro do ovário e da mama.

Apesar destes benefícios bem documentados da amamentação em todo o mundo, apenas 39 por cento das crianças menores de seis meses foram exclusivamente amamentados em 2012. Este dado mundial melhorou muito pouco nas últimas décadas, em parte devido aos países com muita população onde a taxa de aleitamento materno é baixa, e à falta geral de um ambiente de apoio para as mães que amamentam.

No entanto, os países com políticas de apoio e programas abrangentes que atingem todas as comunidades têm sido capazes de aumentar as taxas de aleitamento materno de forma significativa.

O Cambodja teve um sucesso notável no aumento das taxas de aleitamento materno exclusivo, de 11,7 por cento das crianças com menos de seis meses em 2000 para uma alta taxa de 74 por cento em 2010. O Togo e a Zâmbia também aumentaram as taxas de 10 e 20 por cento, respectivamente, no final de 1990 para mais de 60 por cento até 2000.

Moçambique também alcançou alguma melhoria na taxa de aleitamento materno exclusivo, passando de 37 por cento em 2008 para 43 por cento em 2011.

Em contrapartida, a taxa de aleitamento materno exclusivo da Tunísia caiu drasticamente de 46,5 por cento em 2000 para apenas 6,2 por cento até o final da década.

A taxa de aleitamento materno exclusivo na Indonésia, está em declínio, a Nigéria não fez nenhuma melhoria ao longo de muitos anos, e alguns dos índices mais baixos do mundo estão na Somália, Chade e África do Sul.

Tais exemplos reflectem a insuficiente liderança global sobre a amamentação, uma vez que continua a ser desvalorizada a importância da amamentação na vida de uma criança. É preciso que haja maior prioridade e compromisso, políticas orientadas e maior consenso para envolver o mundo na promoção desta prática vital e que salva vidas de crianças.

Embora a amamentação seja natural e pode parecer instintivo, é essencial criar-se um ambiente propício para que ela se torne a norma. As mães devem beneficiar da ajuda de profissionais de saúde qualificados e trabalhadores da comunidade para apoiá-las para amamentar, bem como de comunicação sensível à questões culturais, leis e políticas de protecção, especialmente em torno da comercialização de substitutos do leite materno e a licença de maternidade.

O UNICEF promove o aleitamento materno exclusivo durante os primeiros seis meses e a contínua amamentação por dois anos ou mais, usando tácticas criativas para chamar a atenção para o problema. Recentemente, lançou uma campanha no Uruguai e na Argentina, "Dar de mamar é dar o melhor de si", estrelado pela actriz Uruguaia Natália Oreiro, com o objectivo de impulsionar o aleitamento materno entre as mães que trabalham.

Situação de Moçambique

Em Moçambique, apenas 43 por cento das crianças com menos de seis meses recebem aleitamento materno exclusivo. Mesmo que este indique um aumento em relação a 2008, quando a taxa foi de 37 por cento, ainda é muito inferior ao desejável. Apenas 77 por cento das mães de recém-nascidos iniciaram aleitamento materno na primeira hora após o nascimento, como é recomendado. Tanto a percentagem de amamentação contínua nas crianças entre 20 e 23 meses (52 por cento) como a duração mediana do aleitamento materno (21 meses) mostraram um declínio nos últimos anos.

O aleitamento materno contribui para a realização dos seguintes Objectivos de Desenvolvimento do Milénio: 1 (sobre a fome e a pobreza); 3 (sobre igualdade de género); 4 (sobre a mortalidade infantil); e 5 (sobre a mortalidade materna).

Apesar de as mães serem informadas sobre o aleitamento materno nas unidades sanitárias e em outros locais e ocasiões, elas ainda enfrentam obstáculos no momento de colocar em prática o aleitamento materno, devido por exemplo, ao reduzido apoio que recebem por parte dos empregadores e membros da família e da comunidade. Para além disso, o aconselhamento individual e apoio prático para as mães ainda são fracos no sistema nacional de saúde.

O UNICEF Moçambique apoia os esforços do Ministério da Saúde na divulgação de informações sobre o aleitamento materno, no fortalecimento da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC), na introdução de uma abordagem padronizada para o aconselhamento sobre alimentação infantil em comunidades, e na monitoria do Código Nacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno.

Siga esta campanha nos nossos canais do Twitter e Facebook.

Para mais informações, favor contactar: 

Patricia Nakell, UNICEF Moçambique, tel: (+258) 21 481 100; 
email: pnakell@unicef.org;

Gabriel Pereira, UNICEF Moçambique, tel: (+258) 21 481 100; 
e-mail: gpereira@unicef.org

 

 
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