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Veja a criança - antes de ver a deficiência, diz UNICEF

A inclusão de crianças com deficiência beneficia a sociedade como um todo
© UNICEF/NYHQ2011-2423/Grarup
"Quando você vê a deficiência antes de ver a criança, não é apenas errado para a criança, mas priva a sociedade de tudo o que criança tem para oferecer", disse o Director Executivo do UNICEF, Anthony Lake.

A inclusão de crianças com deficiência beneficia a sociedade como um todo

Da Nang, Vietname, 30 de Maio de 2013 - Tanto as crianças com deficiência como as suas comunidades iriam beneficiar-se caso a sociedade se focalizasse sobre o que tais crianças podem alcançar, e não o que elas não podem fazer, de acordo com o Relatório anual do UNICEF Situação Mundial da Infância.

Concentrando-se nas capacidades e potencialidades das crianças com deficiência criam-se benefícios para a sociedade como um todo, diz o relatório divulgado hoje.

"Quando você vê a deficiência antes de ver a criança, não é apenas errado para a criança, mas priva a sociedade de tudo o que criança tem para oferecer", disse o Director Executivo do UNICEF, Anthony Lake. "Sua perda é a perda da sociedade, seu ganho é o ganho da sociedade."

O relatório estabelece como as sociedades podem incluir as crianças com deficiência, porque quando elas desempenham um papel activo na sociedade, todos tiram benefícios. Por exemplo, a educação inclusiva amplia os horizontes de todas as crianças ao mesmo tempo que cria oportunidades para as crianças com deficiência realizarem os seus sonhos.

Mais esforços para apoiar a integração das crianças com deficiência ajudaria a combater a discriminação que as empurram mais para a marginalização na sociedade.

Para muitas crianças com deficiência, a exclusão começa nos primeiros dias de vida, com o seu nascimento não registado. Na falta de reconhecimento oficial, elas são excluídas dos serviços sociais e protecção legal que são cruciais para a sua sobrevivência e crescimento. Sua marginalização só aumenta com a sua discriminação.

"Para as crianças com deficiência serem tidas em conta, elas devem ser contadas - ao nascer, na escola e na vida", disse Lake.

O relatório Situação Mundial da Infância 2013: Crianças com Deficiência, diz que as crianças com deficiência têm menor probabilidade de receber cuidados de saúde ou ir à escola. Elas estão entre as mais vulneráveis ​​à violência, abusos, exploração e negligência, especialmente se elas forem limitadas à institucionalização ou abandono – o que acontece com muitas delas devido ao estigma social ou o custo económico de criá-las.

O resultado combinado é que as crianças com deficiência estão entre as pessoas mais marginalizadas do mundo. As crianças que vivem em situação de pobreza têm menor probabilidade a frequentar a escola ou centros de saúde no local onde vivem, mas aquelas que vivem em situação de pobreza e também têm uma deficiência têm ainda menos probabilidades a fazê-lo.

O género é um factor-chave, pois as meninas com deficiência têm menor probabilidade do que os rapazes para receber comida e carinho.

"A discriminação em razão da deficiência é uma forma de opressão", diz o relatório, observando que múltiplas privações levam ainda a uma maior exclusão para muitas crianças com deficiência.

Há poucos dados precisos sobre o número de crianças com deficiência, que tipo de deficiências têm e como a falta de habilidades afecta suas vidas. Como resultado, poucos governos têm um guia confiável para a alocação de recursos para apoiar e ajudar as crianças com deficiência e suas famílias.

Até agora, cerca de um terço de países no mundo não ratificaram a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. O relatório apela a todos os governos para que cumpram as suas promessas de garantir a igualdade de direitos de todos os cidadãos - incluindo seus filhos mais excluídos e vulneráveis.

O progresso está sendo feito para a inclusão de crianças com deficiência, embora de forma desigual, e o Relatório Situação Mundial da Infância 2013 estabelece uma agenda para acções futuras.

O relatório exorta os governos a ratificar e implementar a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e a Convenção sobre os Direitos da Criança, e de apoiar às famílias, para que possam obter os necessários elevados custos de cuidar de crianças com deficiência.

O relatório exige medidas para combater a discriminação na sociedade em geral, entre os decisores e prestadores de tais serviços essenciais como educação e saúde.

As agências internacionais devem certificar-se que o aconselhamento e assistência que prestam aos países estão de acordo com a Convenção sobre os Direitos da Criança e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Essas agências devem promover uma agenda de pesquisa global concertada sobre a deficiência para gerar dados e análises que vão orientar a planificação e alocação de recursos, diz o relatório.

O relatório enfatiza a importância de envolver crianças e adolescentes com deficiência consultando-as na concepção e avaliação de programas e serviços para elas próprias.

E todos se beneficiarão quando abordagens inclusivas incluam a acessibilidade e desenho universal de ambientes para ser usado por todos, na medida do possível, sem a necessidade de adaptação.

"O caminho à frente é um desafio", disse Lake em Da Nang, no Vietname, durante o lançamento do relatório. "Mas as crianças não aceitam limites desnecessários. Também não devemos."

Em Moçambique, no âmbito das iniciativas de sensibilização sobre os direitos das crianças com deficiência, o Governo de Moçambique, sob a liderança do Ministério da Mulher e da Acção Social, vai lançar em Junho deste ano, a primeira fase da campanha de comunicação sobre os direitos das crianças com deficiência, no seio das suas famílias, na sociedade e na escola. Esta iniciativa conta com a participação do Ministério da Educação e outros ministérios-chave, em parceria com as organizações da sociedade civil e o sistema das Nações Unidas.

Para mais informações, favor contactar:

Patricia Nakell, UNICEF Moçambique, tel: (+258) 21 481 100;
email: pnakell@unicef.org;

Gabriel Pereira, UNICEF Moçambique, tel: (+258) 21 481 100;
e-mail: gpereira@unicef.org

 

 
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