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Muitas crianças morrem diariamente devido à água, ao saneamento e à higiene que são deficientes, diz o UNICEF

UNICEF Mocambique
© UNICEF Moçambique/2011/Tommaso Rada
A nível mundial, cerca de 2.000 crianças menores de cinco anos morrem diariamente devido a doenças diarreicas e cerca de 1.800 dessas mortes estão ligadas à água, ao saneamento e à higiene.

Nova Iorque, 22 de Março de 2013 − Quando o mundo celebra hoje o Dia Mundial da Água, o UNICEF exorta aos governos, à sociedade civil e aos cidadãos comuns para se lembrarem que as estatísticas ocultam os rostos de crianças reais.

A nível mundial, cerca de 2.000 crianças menores de cinco anos morrem diariamente devido a doenças diarreicas e cerca de 1.800 dessas mortes estão ligadas à água, ao saneamento e à higiene.

"Às vezes nos concentramos tanto em grandes números, que deixamos de ver as tragédias humanas que estão por trás de cada estatística", diz Sanjay Wijesekera, chefe global do programa do UNICEF de água, saneamento e higiene.

"Se 90 autocarros escolares cheios de crianças tivessem que sofrer acidentes cada dia, sem nenhum sobrevivente, o mundo havia de notar o acontecimento. Todavia, é precisamente isso o que acontece todos os dias devido à água, ao saneamento e à higiene que são deficientes."

Quase 90 por cento das mortes de crianças por doenças diarreicas estão directamente ligadas à água contaminada, falta de saneamento, ou higiene inadequada. Apesar de uma crescente população global, essas mortes têm estado a reduzir-se significativamente durante a última década, de 1,2 milhões por ano em 2000 para cerca de 760 mil por ano em 2011. UNICEF diz que ainda assim é demais.

Dados sobre a mortalidade infantil do UNICEF mostram que cerca de metade dos casos de mortes entre os menores de cinco anos ocorre em cinco países: Índia, Nigéria, República Democrática do Congo, Paquistão e China. Dois países - Índia (24 por cento) e Nigéria (11 por cento) - representam juntos, mais de um terço de todas as mortes de menores de cinco. Esses mesmos países também têm populações significativas sem acesso à água e ao saneamento melhorados.

Dos 783 milhões de pessoas no mundo sem acesso a água potável melhorada, 119 milhões vivem na China; 97 milhões vivem na Índia, 66 milhões na Nigéria; 36 milhões na República Democrática do Congo, e 15 milhões no Paquistão.

Os dados relativos ao saneamento são ainda mais desoladores. Pessoas sem saneamento básico nesses países são: Índia 814 milhões; China 477 milhões, Nigéria 109 milhões; Paquistão 91 milhões, e República Democrática do Congo 50 milhões. A melhoria no abastecimento de água e adequado saneamento, muito contribuiria para a redução da mortalidade infantil nestes países.

"Os números podem ser abstractos, mas representam vidas reais, de crianças reais", diz Wijesekera. "Cada criança é importante. Toda criança tem o direito à saúde, o direito de sobreviver, o direito a um futuro que é tão bom conforme podermos fazer isso.

"Se, na comunidade de desenvolvimento, não estamos a olhar diariamente os rostos de crianças pequenas, vamos perder a evidência por uma margem considerável."

Wijesekera diz que o progresso já alcançado desde 1990, mostra que, com vontade política necessária, com o investimento, com foco na equidade e concentrando-nos em alcançar as populações mais remotas, cada criança deve poder ter acesso à água potável e ao saneamento melhorado, talvez dentro de uma geração.

Para mais informações, favor contactar:

Patricia Nakell, UNICEF Moçambique, tel: (+258) 21 481 100;
email: pnakell@unicef.org;

Gabriel Pereira, UNICEF Moçambique, tel: (+258) 21 481 100;
e-mail: gpereira@unicef.org

 

 

 

 

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