Preparação para emergências na prática
MAPUTO, Moçambique, 08 Fevereiro 2012 – Dada a frequência relativamente alta de desastres naturais em Moçambique, o UNICEF Moçambique, que tem uma função dedicada à resposta face a emergências e redução de riscos de desastres, tem sido capaz de desenvolver boas práticas e procedimentos para se preparar para e responder a emergências. "Quando somos alertados sobre a possível ocorrência de uma situação de emergência, os funcionários que podem ser destacados para o campo são submetidos à acções de treinamento e preparação, de modo que se disponibilizem e possam ser destacados imediatamente em resposta à chamamentos e avisos de curto prazo", afirma Hanoch Barlevi, Especialista para Emergência / Redução de Riscos de Desastres (DRR) no UNICEF. Ele acrescenta dizendo que “na fase inicial de mobilização de emergência, utilizam-se listas de verificação e controlo para garantir que todas as questões importantes e itens são cobertos. O escritório também mantém estoques de provimentos que são normalmente necessários em caso de emergência, e tem acordos permanentes com transportadores, de modo que os suprimentos possam ser distribuídos com rapidez e eficácia durante uma crise.” Adianta que "o UNICEF segue uma abordagem participativa para assistência humanitária o que significa que envolvemos as populações afectadas em um diálogo e incentivamos a sua participação nos processos de tomada de decisão na medida do possível." "Atribuímos grande importância à segurança e comunicações, razão pela qual todos os membros da equipe no campo possuem um rádio transmissor VHF de dois sentidos, bem como telefones celulares ou telefones via satélite, onde aqueles podem ser relevantes", explica Barlevi. Os motoristas utilizam os rádios HF instalados em todos os veículos do UNICEF para se comunicarem com um ponto focal a nível central em intervalos regulares. "O uso de veículos obedece a procedimentos especiais de segurança", explica Barlevi. "Esses procedimentos incluem a limitação de viagens rodoviárias até antes do anoitecer e compatibilizando os planos de viagem às condições das estradas locais e feedback do pessoal no terreno ou da população local." Outras medidas de segurança incluem limites sobre o número de horas que um condutor pode dirigir por dia e garantir que o motorista possa repousar o suficiente. "Estar preparado para intervir numa situação de emergência é em grande medida, impulsionada por dois factores: coordenação e prática", diz Barlevi. "Numa situação em que muitas entidades estão trabalhando numa situação complexa e muitas vezes pouco claras, é importante a permanente coordenação e possuir linhas claras de autoridade e prestação de contas, que normalmente é garantido pelo INGC Instituto Nacional de Gestão das Calamidades)."A prática é adquirida através da participação e implementação das actividades de preparação e resposta a situações de emergência.” "Nós preferiríamos, obviamente, que não tivéssemos desastres e emergências, mas isso não é possível, por isso estamos cada vez mais focados na redução de risco de desastres", afirmou Barlevi. Concretamente, a redução de risco de desastres (DRR) representa uma mudança de mentalidade quanto a resposta à situação de uma emergência para a preparação e mitigação dos efeitos de um desastre. "A redução de risco de desastres é cada vez mais o nosso principal foco", conclui Hanoch Barlevi, Especialista para Emergência / Redução de Riscos de Desastres (DRR) no UNICEF. Para mais informações, favor contactar Arild Drivdal, UNICEF Moçambique, tel. (+258) 21 481 100; email: maputo@unicef.org Gabriel Pereira, UNICEF Moçambique, tel. (+258) 21 481 100; email: maputo@unicef.org
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