Resposta humanitária

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Cheias 2008

 

Resposta humanitária

© UNICEF/MOZA06-0510/G.Pirozzi

 Uma espiral viciosa

Moçambique está sujeito a calamidades naturais incluindo ciclones, cheias, secas persistentes e terramotos. Estes eventos têm um impacto dramático na vida das crianças e das mulheres, muitas das quais já sofrem de vulnerabilidade crónica devido à insegurança alimentar, HIV e SIDA, epidemias de saúde e acesso inadequado à serviços sociais.

As emergências de início rápido tais como ciclones ou cheias danificam escolas, unidades sanitárias, estradas, pontes e casas, limitando ainda mais o acesso das pessoas à serviços básicos e, em alguns casos, levando à deslocação.

Todos os anos, milhares de crianças, mulheres e homens, em particular os que vivem em zonas afectadas pela seca no sul e centro de Moçambique, são afectados pela insegurança alimentar, o que causa mais fome e malnutrição.

Os mecanismos tradicionais de lidar com a situação confiando na família alargada durante a época das secas foram esticados pela pandemia do SIDA, criando uma espiral viciosa de doença, privação e insegurança alimentar. As raparigas e os jovens correm o risco de se envolver em actividades de sexo comercial para sobreviver, o que os expõe a doenças sexualmente transmissíveis tais como HIV e SIDA.

Durante os períodos de seca, a susceptibilidade a outras doenças infecciosas tais como a cólera e a diarreia aumenta quando os poços secam e as pessoas recorrem a água contaminada para consumo. Para os que vivem com HIV e SIDA, isto pode significar desastre uma vez que o sistema imunológico frágil das pessoas não aguenta e o declínio da saúde é acelerado.

Resposta a desastres

As actividades de resposta a emergências do UNICEF estão integradas nas diferentes componentes do Programa Nacional de Cooperação para abordar as necessidades das crianças cronicamente vulneráveis e das mulheres afectadas por secas persistentes. Estas incluem apoiar o Governo e outros parceiros a lidar com malnutrição crónica e grave, malária, doenças transmitidas pela água, surtos de cólera, actividades de educação de emergência, entre outras.

O UNICEF tem um plano interno de Preparação e Resposta a Emergências que foca a preparação e estratégias de resposta para emergências de início rápido; estes cenários de planeamento incluem a possibilidade de terramotos, ciclones e cheias. O UNICEF faz parte da Equipa de Gestão de Calamidades das Nações Unidas em Moçambique que trabalha com o Governo de Moçambique para reforçar a capacidade nacional de preparação para responder e mitigar os danos resultantes de situações de emergência de início rápido e às necessidades de emergência crónicas de início lento.

Do mesmo modo, o UNICEF e outros parceiros apoiam o Plano Estratégico Nacional para a Prevenção e Mitigação de Calamidades Naturais e trabalham com o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades para reforçar a capacidade nacional de preparação, resposta e mitigação do impacto das calamidades naturais.

Mecanismos como o Comité de Avaliação da Vulnerabilidade e o Inquérito de Segurança Alimentar e de Nutrição do Agregado ajudam a identificar populações cronicamente vulneráveis que serão particularmente afectadas quando as condições das calamidades naturais piorarem, permitindo ao Governo e aos seus parceiros planear, preparar e responder de forma adequada às necessidades das populações.

A nível provincial, distrital e da comunidade, a capacidade das autoridades e das comunidades foi reforçada para prestar ajuda de emergência quando outro desastre natural exacerba as condições de desenvolvimento já ténues.

 

 
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