Acções prioritárias
Acções prioritárias A campanha JUNTOS PELAS CRIANÇAS, JUNTOS CONTRA O SIDA está relacionada com acções concretas que podem fazer uma diferença real na vida de crianças afectadas pelo HIV/SIDA. Trata-se de como trabalhar de forma diferente para coordenar melhor as nossas acções e recursos. Trata-se de elevar a escala dos esforços em quatro áreas de acção que nos permitirão travar e reverter a propagação do HIV: prevenção da infecção por HIV nos jovens, prevenção da transmissão da mãe para o filho, expansão de cuidados e tratamento a crianças e seus pais a viver com HIV/SIDA, e prestação de cuidados e protecção a crianças órfãs e que o HIV/SIDA tornou vulneráveis. Prevenção de infecções entre jovens Em Moçambique, estima-se que em 2010 cerca de 95 mil adolescentes dos 15-19 anos vivem com HIV ou SIDA, tendo a maioria sido infectada por transmissão sexual. As raparigas adolescentes são particularmente vulneráveis, sendo a taxa de infecção três vezes maior que a dos rapazes. É necessário aumentar radicalmente os programas de prevenção, os quais devem começar pelo ensino primário e ter lugar num ambiente comunitário protector. Os jovens devem ter acesso a informação e habilidades para a vida, bem como a serviços amigos dos jovens e sensíveis a questões de género. Os programas devem incluir um forte enfoque sobre as raparigas, com vista a abordar a sua vulnerabilidade e a fortalecer a sua capacidade para terem poder sobre a sua sexualidade. Proporcionando testagem, aconselhamento e tratamento de HIV às mães Em Moçambique, 85 bebés são diariamente infectados pelo HIV/SIDA através da transmissão da mãe para o filho. As mulheres seropositivas podem passar o vírus para o filho durante a gravidez, o parto e através da amamentação, mas é possível estas mulheres reduzirem para metade as oportunidades de transmitir o HIV aos seus filhos se tiverem acesso a tratamento e serviços de prevenção. O aconselhamento e testagem de HIV devem ser introduzidos nos programas de cuidados pré-natais de rotina, devendo as mulheres ter possibilidade de optar por fazer o teste de HIV sem receio de estigma e discriminação. Aquelas cujos resultados forem positivos, deverão receber tratamento antiretroviral para se manterem saudáveis e serem capazes de cuidar do filho. Proporcionando acesso a tratamento a mais crianças As crianças nascidas com HIV/SIDA têm uma esperança de vida muito limitada. Metade delas morrem antes do seu primeiro aniversário e metade das restantes não sobrevivem para além do seu segundo ano de vida. Em Moçambique, apenas 27 por cento das crianças elegíveis que vivem com HIV recebem tratamento pediátrico. O tratamento pediátrico, como por exemplo, a terapia antiretroviral, combinado com uma nutrição e vacinação adequadas, pode ajudar as crianças infectadas com HIV a viver uma vida saudável e prolongada. Antibióticos como o cotrimoxazole protegem as crianças de infecções oportunistas, incluindo a malária e a pneumonia, tendo-se revelado capazes de reduzir a mortalidade de crianças seropositivas em cerca de 43 por cento. Ao preço de apenas 0,03 dólares por dia, o cotrimoxazole é uma intervenção viável de baixo custo, que pode fazer uma diferença real para as crianças expostas ao HIV. Prestando cuidados a crianças órfãs e vulneráveis Aproximadamente 350 mil crianças em Moçambique ficaram órfãs em consequência do HIV/SIDA, e muitas delas estão a cuidar de membros da família doentes. Estas crianças assumem a responsabilidade de balancear as receitas e as despesas, e em muitos casos abandonam a escola para ganhar um rendimento e cuidar dos irmãos mais novos, além de serem mais vulneráveis a malnutrição e exploração. As capacidades de famílias alargadas que tradicionalmente assumem a responsabilidade de cuidar das crianças órfãs estão a ser forçadas até ao limite. Todas as crianças órfãs e vulneráveis têm direito a serviços básicos como educação, abrigo, vestuário, nutrição e cuidados de saúde. Devemos também desenvolver as capacidades das famílias e comunidades para proteger as crianças órfãs e vulneráveis de todas as formas de abuso, exploração e perda de herança.
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