Provisão de tratamento pediátrico
Progressos e desafios As doenças associadas ao SIDA estão cada vez mais a tornar-se numa das principais causas da mortalidade de crianças em Moçambique. Uma proporção cada vez mais crescente de mortes de crianças é resultado de doenças associadas ao HIV. Em 2010, estima-se que cerca de 19 mil crianças menores de 5 anos morrerão como resultado da doença. O número de crianças recebendo o tratamento antiretroviral (TARV) aumentou significativamente nos últimos cinco anos, de 500 em 2004 para cerca de 12.647 crianças em 2009. Isto representa 27 por cento das crianças elegíveis que precisam de tratamento. As crianças têm uma taxa de evolução mais rápida de infecção do HIV para SIDA do que os adultos – meses em comparação com o tempo de evolução de anos para os adultos. Mais de 50 por cento as crianças infectadas com o HIV morrem antes de completar um ano de vida. Impacto na saúde das crianças Muitas crianças infectadas com o HIV não ganham peso e não crescem normalmente. A malnutrição aguda, especialmente o raquitismo, está intimamente associada ao HIV e as actuais taxas de mortalidade de doentes com malnutrição severa na maior parte dos hospitais de Moçambique são altas. As crianças vivendo com HIV sofrem das infecções bacterianas comuns na infância mais frequente e severamente do que as crianças não infectadas. As doenças podem causar ataques, febres, pneumonia, constipações recorrentes, diarreias, desidratação e outros problemas que necessitam de cuidados médicos urgentes. A insegurança alimentar e o escasso conhecimento sobre a nutrição assim como a fraca cobertura de serviços de água e de saneamento e o deficiente conhecimento de práticas de higiene colocam em risco acrescido a saúde das crianças infectadas pelo HIV. Nos países em desenvolvimento como Moçambique, as dificuldades no tratamento de crianças com HIV ou SIDA são agravadas pela falta de unidades sanitárias e tecnologias para o diagnóstico precoce de HIV, sistemas e infra-estruturas de cuidados de saúde precários, e falta de pessoal de saúde qualificado. A administração de xaropes anti-retrovirais em crianças requer habilidades específicas. Além disso, os pais ou provedores de cuidados a essas crianças estão eles próprios muitas vezes afectados pelo HIV e SIDA, o que reduz a sua capacidade de cuidar dos seus filhos. O que está sendo feito O Ministério da Saúde recebe o apoio do UNICEF e seus parceiros na expansão do tratamento, cuidados e apoio às crianças vivendo com HIV ao nível nacional. Ao longo dos últimos anos, o número de unidades que fornecem um ou mais elementos para cuidados, tratamento e pacote de nutrição necessários para as crianças expostas ou infectadas pelo HIV aumentou significativamente.
Em 2009, o UNICEF apoiava já 160 dos 209 centros de tratamento pediátrico que forneciam tratamento a crianças vivendo com HIV. Os centros de tratamento estão integrados nas unidades sanitárias para assegurar que as crianças possam receber todo o pacote de serviços, incluindo exames médicos, testagem e aconselhamento voluntário, tratamento de infecções oportunistas, aconselhamento e apoio nutricional e cuidados domiciliários. O Ministério da Saúde adoptou uma abordagem de saúde pública ao tratamento pediátrico, promovida através de ligações com as outras intervenções para a sobrevivência infantil , como suplementação da vitamina A, imunização, práticas seguras de alimentação de lactentes e crianças e redes mosquiteiras tratadas com insecticidas. Os passos a seguir Entre 2010 e 2011, o UNICEF e os seus parceiros continuarão a apoiar o Ministério da Saúde nos 146 centros existentes apoiados pelo UNICEF e irá apoiar a criação de 10 novos centros, aumentando o número de centros apoiados pelo UNICEF para 170. A estratégia para os próximos 3 anos é fortalecer a qualidade dos serviços existentes em todo o país e criar ligações fortes com os programas de prevenção da transmissão vertical, diagnóstico precoce em crianças e participar nas actividades comunitárias. O UNICEF irá centrar-se em 3 áreas principais, capacidade de formação do pessoal da saúde e comunidades para fortalecer os serviços de parto nos distritos para mobilizar a comunidade.
Apoio aos centros de tratamento através da provisão de tratamento pediátrico
Comunicação e mobilização social
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