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Prevenção da transmissão de mãe para filho

© UNICEF/MOZA-01638/G.Pirozzi

Progresso e desafios

Em Moçambique, há cerca de 149.000 mulheres grávidas vivendo com HIV ou SIDA e aproximadamente 85 bebés são infectados diariamente pelas suas mães. As mulheres seropositivas podem transmitir o virus durante a gravidez, parto ou amamentação.  

O HIV também pode ser transmitido quando o sangue materno entra na circulação do feto, ou devido à exposiçao à mucosa e ao sangue materno durante o trabalho de parto e parto.  

O HIV pode ser igualmente transmitido por uma mãe lactante ao seu filho. Nos países em desenvimento, como Moçambique, onde tradicionalmente as mulheres amamentam até os 18 ou 24 meses, estima-se que o risco de transmissão do HIV seja de 15 por cento através da amamentação.  

Este risco pode ser reduzido a pequenas percentagens se a amamentação for feita exclusivamente quando o sistema imunológico da mãe for forte, quando ela não tem problemas da mama e quando ela amamenta apenas durante 6 meses.  

Nas sessões de aconselhamento às mães seropositivas, estas são aconselhadas a amamentar exclusivamente os filhos, ou a dar exclusivamente substitutos do leite materno, desde que o possam fazer de uma forma aceitável, viável,acessível, segura e sustentável.  

Mortes que podem ser evitadas

Quase metade das crianças que contraem o HIV das suas mães morrem antes do seu 2º aniversário. Porém, estas mortes podem ser evitadas. A profilaxia anti-retroviral administrada à mulher durante a gravidez e parto - e ao bebé imediatamente após o nascimento – provou reduzir drasticamente a probabilidade de uma mãe transmitir o HIV ao seu bebé, sendo igualmente um tratamento para a mãe.  

Em 2002, o Ministério da Saúde lançou um Programa Nacional de Prevenção da Transmissão Vertical.  

Para assegurar que o programa abranja o maior número possível de mulheres grávidas, ele foi integrado nas unidades sanitárias existentes para mulheres e crianças e ligado a outros serviços, tais como serviços de nutrição, tratamento pediátrico e controlo da malária.  

As mães e crianças de todo o país estão agora a receber um pacote holístico de cuidados de saúde cruciais, incluindo a prevenção e tratamento do HIV, e todos os serviços de PTV prestados são gratuitos.

© UNICEF Moçambique/Emidio Machiana

O que está sendo feito

O programa nacional de prevenção da transmissão vertical cresceu rapidamente desde a sua introdução. O número de centros de PTV em todo o país cresceu rapidamente para 744 e Outubro de 2009, de 500 em 2008. Em 2007 havia 386 PTVs, em 2006 cerca de 222 e apenas 8 em 2002.  

Como resultado, o número de mulheres recebendo aconselhamento e teste através dos serviços de prevenção vertical aumentou de 4.641 em 2002 para 194.117 em 2006 e 366.281 em 2007 – de um total médio de 800.000 mulheres grávidas por ano.  

Mais de 300.000 mulheres grávidas foram aconselhadas e testadas nos primeiros 8 meses  de 2008 – um aumento significativo em relação ao ano anterior.  

O Ministério da Saude pretende expandir os serviços de prevenção da transmissão vertical a todas as unidades sanitárias do país com cuidados pré-natais e maternidades. A meta é de abranger 861 unidades sanitárias – quase 90 por cento de todas as unidades sanitárias do país – até 2011.  

Passos a seguir

Entre 2010 e 2011, o UNICEF continuará dando apoio ao MISAU e outros parceiros para expandir o programa de PTV e melhorar a qualidade dos serviços prestados às mulheres grávidas.  

O Ministério da Saúde iniciou uma nova abordagem “opt out” para o teste do HIV, isto é, o teste do HIV é feito de forma rotineira à todas as mulheres grávidas, em vez da abordagem “opt in” em que as mulheres têm que dizer especificamente que querem fazer o teste do HIV. Estudos demonstraram que a abordagem ‘opt-out’ aumenta as taxas de testagem.

A mulher que participa nos programas de prevenção vertical tipicamente beneficia-se dos seguintes serviços:

  • Aconselhamento e teste do HIV. No âmbito da abordagem “opt-out,” o teste de HIV é feito de forma rotineira a todas as mulheres grávidas.

  • Referência das mulheres grávidas cujo resultado ao teste é positivo à um centro para o teste de contagem de CD4 e início da terapia antiretroviral, se ela for elegível.

  • Cuidados pré-natais e aconselhamento contínuos.

  • Distribuição de ARVs de acordo com as normas nacionais actualizadas.

  • Promoção de parto numa maternidade, para que se prestem cuidados e tratamento profiláctico óptimos às mães e aos bebés recém nascidos.

  • Aconselhamento pós-parto, incluindo o aconselhamento sobre as opções de  alimentação do bebé. As directivas recomendam que as mães HIV-positivas optem pela alimentação exclusiva com substitutos do leite materno se o puderem fazer de uma maneira aceitável, viável, sustentável e segura. Caso não satisfaçam estes critérios, recomenda-se a amamentação exclusiva até seis meses, com um desmame precoce e rápido nessa idade.

  • Referência e ligação a um Grupo de Mães Positivas, que é um grupo de apoio e partilha de informação dentro dos centros de PTV. O grupo está aberto à todas as mães grávidas e mulheres com filhos abaixo de 18 anos que vivem com HIV.

  • Referência da criança à consultas regulares de acompanhamento para crianças de alto risco. Este programa inclui serviços de saúde de rotina tais como vacinação e controlo do crescimento, bem como cuidados específicos para crianças de alto risco, incluindo a administração de clotrimaxozole tratamento de infecções oportunistas.

  • Diagnóstico Precoce da Criança, dos 4 aos 6 meses de vida, através do teste polymerase-chain-reaction (PCR) que é extremamente importante para cuidados imediatos para crianças expostas ao HIV. Actualmente, o teste PCR está apenas disponível em  pequena escala mas o  Ministério da Saúde pretende expandí-lo. Caso não seja possível fazer o teste precoce às crianças, então elas são testadas através do teste de anticorpos  aos 18 meses de idade.

 

 
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