Prevenção da transmissão de mãe para filho
Progresso e desafios Em Moçambique, há cerca de 149.000 mulheres grávidas vivendo com HIV ou SIDA e aproximadamente 85 bebés são infectados diariamente pelas suas mães. As mulheres seropositivas podem transmitir o virus durante a gravidez, parto ou amamentação. O HIV também pode ser transmitido quando o sangue materno entra na circulação do feto, ou devido à exposiçao à mucosa e ao sangue materno durante o trabalho de parto e parto. O HIV pode ser igualmente transmitido por uma mãe lactante ao seu filho. Nos países em desenvimento, como Moçambique, onde tradicionalmente as mulheres amamentam até os 18 ou 24 meses, estima-se que o risco de transmissão do HIV seja de 15 por cento através da amamentação. Este risco pode ser reduzido a pequenas percentagens se a amamentação for feita exclusivamente quando o sistema imunológico da mãe for forte, quando ela não tem problemas da mama e quando ela amamenta apenas durante 6 meses. Nas sessões de aconselhamento às mães seropositivas, estas são aconselhadas a amamentar exclusivamente os filhos, ou a dar exclusivamente substitutos do leite materno, desde que o possam fazer de uma forma aceitável, viável,acessível, segura e sustentável. Mortes que podem ser evitadas Quase metade das crianças que contraem o HIV das suas mães morrem antes do seu 2º aniversário. Porém, estas mortes podem ser evitadas. A profilaxia anti-retroviral administrada à mulher durante a gravidez e parto - e ao bebé imediatamente após o nascimento – provou reduzir drasticamente a probabilidade de uma mãe transmitir o HIV ao seu bebé, sendo igualmente um tratamento para a mãe. Em 2002, o Ministério da Saúde lançou um Programa Nacional de Prevenção da Transmissão Vertical. Para assegurar que o programa abranja o maior número possível de mulheres grávidas, ele foi integrado nas unidades sanitárias existentes para mulheres e crianças e ligado a outros serviços, tais como serviços de nutrição, tratamento pediátrico e controlo da malária. As mães e crianças de todo o país estão agora a receber um pacote holístico de cuidados de saúde cruciais, incluindo a prevenção e tratamento do HIV, e todos os serviços de PTV prestados são gratuitos.
O que está sendo feito O programa nacional de prevenção da transmissão vertical cresceu rapidamente desde a sua introdução. O número de centros de PTV em todo o país cresceu rapidamente para 744 e Outubro de 2009, de 500 em 2008. Em 2007 havia 386 PTVs, em 2006 cerca de 222 e apenas 8 em 2002. Como resultado, o número de mulheres recebendo aconselhamento e teste através dos serviços de prevenção vertical aumentou de 4.641 em 2002 para 194.117 em 2006 e 366.281 em 2007 – de um total médio de 800.000 mulheres grávidas por ano. Mais de 300.000 mulheres grávidas foram aconselhadas e testadas nos primeiros 8 meses de 2008 – um aumento significativo em relação ao ano anterior. O Ministério da Saude pretende expandir os serviços de prevenção da transmissão vertical a todas as unidades sanitárias do país com cuidados pré-natais e maternidades. A meta é de abranger 861 unidades sanitárias – quase 90 por cento de todas as unidades sanitárias do país – até 2011. Passos a seguir Entre 2010 e 2011, o UNICEF continuará dando apoio ao MISAU e outros parceiros para expandir o programa de PTV e melhorar a qualidade dos serviços prestados às mulheres grávidas. O Ministério da Saúde iniciou uma nova abordagem “opt out” para o teste do HIV, isto é, o teste do HIV é feito de forma rotineira à todas as mulheres grávidas, em vez da abordagem “opt in” em que as mulheres têm que dizer especificamente que querem fazer o teste do HIV. Estudos demonstraram que a abordagem ‘opt-out’ aumenta as taxas de testagem. A mulher que participa nos programas de prevenção vertical tipicamente beneficia-se dos seguintes serviços:
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