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Adolescentes e jovens

 

Adolescentes e jovens

© UNICEF/MOZA-00025/G.Pirozzi

Existem mais de 4.2 milhões de adolescentes em Moçambique. Para muitos, a pobreza, o HIV e SIDA e as oportunidades de educação limitadas tornam a adolescência um período particularmente difícil. Não obstante, um número crescente de adolescentes está a envolver-se para encontrar soluções para os seus próprios problemas e criar novas oportunidades para expressar as suas preocupações através de programas dos media, associações juvenis ou teatro comunitário.

No entanto, o acesso ao ensino secundário é limitado e continua a ser um privilégio das crianças urbanas em particular. Apenas oito por cento das crianças em idade do ensino secundário frequentam o liceu. Não existem escolas secundárias suficientes no país e a maioria está localizada nas cidades. Para lidar com a sobrelotação, as escolas introduziram turnos da manhã, da tarde e nocturnos nas escolas secundárias e primárias. Não é invulgar ver estudantes nas aulas às 10 da noite.

A pressão para desistir da escola, em particular para as raparigas, vem de diferentes fontes. As raparigas  frequentemente desistem para tomar conta de irmãos mais novos ou de familiares doentes. Muitas desistem também quando se casam ainda jovens – cerca de 18 por cento das mulheres entre os 20 a 24 anos de idade casou antes dos 15 anos.

A adolescência acarreta também outros riscos. Aos 14 anos, um terço das crianças Moçambicanas tornamse sexualmente activas mas o conhecimento sobre métodos de prevenção do HIV é baixo. Doze  por cento das raparigas e 27 por cento dos rapazes com idades entre os 15–24 anos declarou utilizar preservativos na sua última relação sexual. As raparigas têm uma  probabilidade três vezes maior de serem seropositivas do que os rapazes.

 

 
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