As crianças

Os primeiros anos

Idade escolar

Adolescentes e jovens

 

Os primeiros anos

© UNICEF/MOZA01457/G.Pirozzi

A sobrevivência de uma criança depende da saúde e da educação da mãe bem como das condições nas quais a criança nasce. Em Moçambique, o acesso melhorado ao planeamento familiar e a cuidados pré-natais em particular nas zonas rurais, está a ajudar a salvar a vida das mulheres e das suas crianças. A mortalidade materna baixou para 408 por 100.000 nados vivos e a mortalidade infantil para  152 por 1.000 nados vivos.

No entanto, muitas mulheres e crianças continuam vulneráveis. Apenas 48 por cento dos nascimentos contam com a presença  de um técnico de saúde qualificado e 70 por cento das mulheres grávidas estão anémicas, uma condição associada a bebés com baixo peso ao nascimento.  As mulheres constituem 58 por cento dos Moçambicanos que vivem com HIV e SIDA e apenas 6.7 por cento das mulheres grávidas seropositivas estão a receber medicamentos antiretrovirais para reduzir o risco de passar o vírus para os seus bebés.

Actualmente, as crianças Moçambicanas têm mais probabilidade de viver para além do seu quinto aniversário do que há vinte anos atrás, mas as taxas de mortalidade continuam altas. Todos os dias, 320 crianças com menos de cinco anos morrem vítimas de doenças preveníveis e curáveis tais como malária, infecções respiratórias e diarreia. As doenças relacionadas com o SIDA estão a marcar presença rapidamente.

A probabilidade de uma criança sobreviver a uma doença está relacionada com o nível de educação da mãe. Por exemplo, 97 por cento das crianças cujas mães têm educação secundária ou superior recebem terapia de rehidratação oral, um meio eficaz de tratar a desidratação resultante da diarreia, em comparação com 65 por cento das crianças cujas mães não foram à escola. A diarreia é outra das causas principais da mortalidade infantil e um resultado do fraco acesso da população à água e saneamento seguro e adequado.

A malnutrição é uma causa subjacente principal da mortalidade  infantil. Cerca de 41 por cento das crianças sofre de malnutrição crónica. Dois terços das crianças entre os 6-59 meses de idade têm uma deficiência de vitamina A, uma condição que as torna mais susceptíveis a doenças infecciosas.

 

 
Search:

 Email this article

unite for children