Mais de 500 mil redes mosquiteiras são distribuidas a crianças menores de 5 anos
Maputo, 9 de Novembro de 2007 – Uma ampla campanha para distribuição de mais de 500 mil redes mosquiteiras está em curso em Moçambique de Outubro a Dezembro, em cinco províncias do país. A campanha este ano coincide com o Dia da Malária na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que une os países da região na celebração dos esforços de luta contra a malária. A ditribuição das redes mosquiteiras complementa as campanhas de pulverização lideradas pelo Ministério da Saúde – que cobrem cerca de 42 por cento da população em todo o país– e prioriza as comunidades remotas das zonas rurais não abrangidas pela pulverização nas províncias do Niassa, Cabo Delgado, Tete, Zambézia, Inhambane e Gaza, com prioridade para crianças menores de 5 anos. Esta campanha conta com o apoio financeiro da Iniciativa do Presidente dos Estados Unidos de Luta contra a Malária, do Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Reino Unido (DFID) e do UNICEF. Conta também com o apoio técnico da Malaria Consortium, da Population Services International (PSI) e do UNICEF. Nas campanhas, as redes mosquiteiras são gratuitamente distribuidas às crianças menores de 5 anos, juntamente com outras intervenções de saúde como a administração de vitamina A, como parte da estratégia de gestão integrada das doenças da infância e neonatais. Para além disso, as redes mosquiteiras são distribuidas gratuitamente às mulheres grávidas durante as consultas pre-natais, em quase todas as províncias do país. São também disponibilizadas gratuitamente às crianças órfãs e vulneráveis e pessoas vivendo com HIV e SIDA, através de organizações baseadas na comunidade. A malária é a maior causa de morte em crianças em Moçambique. Com base nos dados disponíveis, estima-se que aproximadamente 36.000 crianças perdem a vida em cada ano por causa da malária, o equivalente a 4 crianças por hora. A malária é também responsável por 40 por cento das consultas externas e 60 por cento do internamento hospitalar de crianças menores de 5 anos, sendo também a causa de 30 por cento das mortes nos hospitais. Espera-se que até ao final de 2008 as redes mosquiteiras alcançem todas as crianças menores de cinco anos nas áreas não pulverizadas no país, o que perfaz um total de cerca de dois milhões das crianças. Espera-se também que até final de 2008 todas as mulheres grávidas em Moçambique recebam gratuitamente uma rede mosquiteira impregnada de longa duração. O UNICEF apoia também actividades de mobilização social para a prevenção da malária nas comunidades – uma componente importante do programa nacional de controlo da malária implementado pelo Ministério da Saúde – para a qual os media têm um papel fudamental. Neste contexto, e como parte das celebrações do Dia da Malária ao nível da SADC, o UNICEF organizou no início desta semana um encontro com jornalistas moçambicanos membros da African Media and Malaria Research Network, recentemente criada. Com base numa análise feita pelo UNICEF sobre as tendências e lacunas na cobertura da malária pela imprensa, foi no encontro debatido como os media podem melhor colaborar no apoio às intervenções de resposta à esta doença endémica, na educação das comunidades sobre as melhores práticas de higiene e de prevenção, e sobre as opções de tratamento disponíveis.
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