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Dia Mundial da Saúde: promovendo a sobrevivência da criança

© UNICEF/MOZA-01457/G.Pirozzi
Mulheres e crianças recebem cuidados de saúde na aldeia de Namurava, distrito de Maganja da Costa, província da Zambézia. Elas não tiveram de andar várias horas pois uma unidade de saúde móvel trouxe vários serviços de saúde até à comunidade.

Maputo, 6 de Abril de 2007- No dia 7 de Abril o mundo junta-se para celebrar o Dia Mundial da Saúde. O tema deste ano é a “segurança sanitária internacional”, e tem por objectivo chamar a atenção para a necessidade de reduzir a vulnerabilidade das pessoas em todo o mundo contra os novos, agudos e rapidamente transmissíveis riscos à saúde, particularmente os que ameaçam transpor as fronteiras internacionais.

Ao longo das últimas décadas, novas doenças começaram a surgir à um ritmo sem precedentes de cerca de uma ou mais por ano. É estimado que de 1973 a 2000, cerca de 39 novos agentes infecciosos capazes de causar doença humana foram identificados. Cada vez mais, questões ligadas à saúde apresentam novos desafios que vão para além de fronteiras nacionais. O rápido alastramento da pandemia do HIV/SIDA, por exemplo, está a ameaçar a estabilidade de regiões e nações inteiras, demonstrando o potencial impacto de uma questão de saúde pública sobre a segurança. Somente em 2006, estimava-se que 39.5 milhões de pessoas no mundo viviam com HIV/SIDA.

Também em Moçambique, doenças relacionadas com a SIDA estão a emergir como uma causa principal de mortalidade entre crianças. Cerca de 17 por cento das mortes de crianças em 2006 resultaram de doenças relacionadas com o HIV/SIDA, e cerca de 99.000 crianças vivem ainda com HIV e SIDA.

Mas as doenças relacionadas com o SIDA não são a única ameaça à sobrevivência da criança no país. A malária e as doenças respiratórias agudas continuam a ser as duas causas principais de morte em crianças pequenas, e doenças com origem na água como a cólera e a diarreia representam também uma ameaça significativa devido ao fraco acesso à água potável e ao saneamento adequado.

Nas duas últimas décadas, a taxa de mortalidade de crianças menores de cinco anos decresceu de 219 para 152 por 1.000 nados-vivos. Contudo, os ganhos obtidos no bem estar das crianças e das mães não têm sido proporcionais em todo o país, havendo elevados números de crianças e mulheres, especialmente as que vivem nas áreas rurais remotas, que ainda se encontram em risco. Cerca de 320 crianças menores de 5 anos morrem todos os dias principalmente devido a doenças preveníveis e tratáveis.

Como parte da resposta, o UNICEF apoia o Governo e trabalha com parceiros na provisão de formação a técnicos de saúde primários e trabalhadores de saúde comunitária no atendimento integrado de doenças infantis, cuidados de obstetrícia de emergência e cuidados neonatais. O UNICEF apoia também na imunização de crianças contra doenças preveníveis através da vacinação e na distribuição de redes mosquiteiras tratadas com insecticida a agregados com crianças vulneráveis.

Por forma a garantir que crianças vivendo em zonas remotas são alcançadas, o UNICEF e parceiros apoiam o Ministério da Saúde a implementar a abordagem “Atingir Todos os Distritos” (RED), que inclui serviços de extensão através de unidades de saúde móveis.

O UNICEF e parceiros apoiam também o Governo na reabilitação e construção de instalações de água e saneamento de baixo custo nas comunidades, unidades sanitárias e escolas. Os facilitadores e activistas comunitários recebem formação na consciencialização da comunidade sobre boas práticas de higiene e importância da água limpa e do saneamento para combater doenças oportunistas relacionadas com a infecção pelo HIV.

 

 
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