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Malária

© UNICEF/MOZA-01733/G.Pirozzi

A principal causa da mortalidade infantil 

A malária é a principal causa da mortalidade de crianças em Moçambique. Anualmente, cerca de 36.000 crianças morrem de malária e cerca de 40 por cento de todas as consultas externas e 60 por cento das consultas internas nas enfermarias de pediatria devem-se à malária.

A malária contribui para a mortalidade infantil de três formas principais: 

  • Primeiro, uma forte infecção aguda, que frequentemente manifesta em forma de ataques ou coma, pode matar rapida e directamente uma criança.

  • Segundo, as infecções repetidas de malária contribuem para o desenvolvimento da anemia severa, que aumenta sobremaneira o risco de morte.

  • Terceiro, o baixo peso à nascença – frequentemente consequência da infecção da malária em mulheres grávidas – é um grande factor de risco para a saúde no primeiro mês de vida.

Risco para as mães

A malária é também um risco para a saúde da mulher grávida, visto que tem efeitos adversos na mãe e na criança ainda não nascida, incluindo a anemia materna, perda fetal, parto prematuro e bebés com baixo peso à nascença. A malária contribui para a mortalidade materna quando ocorre ao mesmo tempo que condições como a tuberculose, infecção pelo HIV, malnutrição e deficiência de ferro.

A prevenção é melhor que a cura

Uma das melhores formas de prevenir a malária, juntamente com a pulverização doméstica com insecticidas, é o uso de redes mosquiteiras tratadas com insecticidas ou as mais recentes redes tratadas com insecticidades de longa duração, que não precisam de re-tratamento. Moçambique possui um programa alargado de distribuição e promoção de redes tratadas com insecticidas.

O que está sendo feito

Entre 2000 e 2009, o UNICEF apoiou a distribuição, em todo o país, de 2,9 milhões de redes mosquiteiras tratadas com insecticidas para mulheres grávidas, crianças com idade inferior a cinco anos, crianças órfãs e vulneráveis e pessoas vivendo com HIV, de um total de 5,7 milhões de redes distribuídas por vários parceiros.

Até 2009, as mulhers grávidas em todas as províncias, à excepção de Maputo, haviam recebido redes tratadas com insecticidas de longa duração através dos serviços pré-natais.

O programa apoiado pelo UNICEF complementa o programa de Pulverização Residual Intradomiciliária.

© UNICEF/MOZA01730/G.Pirozzi

As redes tratadas com insecticidas de longa duração são de distribuição gratuita para as mulheres grávidas, através dos serviços de cuidados pré-natais nas unidades sanitárias e às crianças com idade inferior a cinco anos através das campanhas de saúde.

O UNICEF trabalhou com o Ministério da Saúde e vários outros parceiros no desenvolvimento de uma estratégia custo-eficaz de distribuição das redes mosquiteiras ao nível dos distritos sob direcção das Equipas Distritais de Saúde.

De igual modo, o UNICEF apoia o Ministério da Saúde na aquisição de medicamentos anti-maláricos, através da iniciativa da UNITAID, e está a estudar, com o Ministério da Saúde, a possibilidade de se envolver nos serviços de aquisição de grandes quantidades de redes mosquiteiras tratadas com insecticidas de longa duração, em prol da cobertura universal.

Passos a seguir

Entre 2010 e 2011, o UNICEF continuará apoiando o Ministério da Saúde na expansão da cobertura com redes tratadas com insecticidas de longa duração e outros métodos de prevenção e tratamento da malária em duas áreas de intervenções.

Reforço da capacidade de planificação e prestação de serviços ao nível distrital 

  • Distribuir anualmente redes mosquiteiras tratadas com insecticidas de longa duração às mulheres grávidas, crianças com idade inferior a cinco anos e crianças órfãs e vulneráveis através das unidades sanitárias em colaboração com parceiros.

Apoiar o desenvolvimento de políticas nacionais, coordenação e definição de padrões e normas

  • Defender, junto de todos os ministérios e partes interessadas, e mobilizar recursos (incluindo redes mosquiteiras tratadas com insecticida de longa duração, kits para testes, medicamentos) para crianças com idade inferior a cinco anos e mulheres grávidas, com atenção especial sobre os grupos vulneráveis.

  • Apoiar, e reforçar a expansão das principais intervenções de controlo da malária (ex.: Terapias de combinação à base de artemisina, Tratamento Intermitente Preventivo, introdução do tratamento domiciliário, etc.)

  • Fornecer apoio técnico à prevenção e controlo da malária em Moçambique.

  • Apoiar a implementação da recém-formulada estratégia de comunicação nacional, através da utilização de uma combinação estratégica de iniciativas de comunicação integrada como as brigadas multimédia móveis, os teatros comunitários e redes de rádios comunitárias, criar um ambiente de apoio/protecção onde se promovem e sustentadas mudanças de comportamento.



 

 

 
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