Malária
Um assassino A malária mata cerca de uma em cada 20 crianças Moçambicanas com menos de 5 anos de idade. Apesar de ser uma doença prevenível e curável, a malária é a principal causa de morte infantil no país, em particular nas zonas rurais. O Ministério da Saúde atribuiu prioridade alta ao controlo da malária e fizeram-se progressos em termos de tratamento, controlo, prevenção e mobilização social. Em países como Moçambique onde a malária é endémica, é vital que qualquer estado febril numa criança seja tratado como se fosse malária e a criança receba uma dose completa de comprimidos anti-malária nas primeiras 24 horas após o início dos sintomas. Apesar da febre ser muito comum nas crianças, apenas 15 por cento recebem tratamento para a malária e oito por cento recebem tratamento em 24 horas. Para as crianças que não recebem tratamento anti- malária, o risco de morte aumenta de forma dramática. No caso das mulheres grávidas, a malária é também uma ameaça grave. A infecção da malária durante a gravidez pode causar efeitos adversos na mãe e no feto, incluindo anemia materna, aborto, parto prematuro e bebés com peso baixo. A malária contribui para a mortalidade materna quando aliada a outras doenças e condições tais como a tuberculose, HIV, malnutrição e deficiência de ferro. De forma a melhorar o tratamento, introduziu-se recentemente a Terapia Combinada de Artemisina como tratamento de primeira linha e prevêse que seja gradualmente alargado a todo o país.
Para o controlo e prevenção da malária, o Programa Nacional de Controlo da Malária está Acção e Impacto O Ministério da Saúde, com apoio do UNICEF e de outros parceiros, trabalha para prevenir e controlar a incidência da malária e fornecer tratamento para as pessoas vulneráveis. Todas as crianças com menos de cinco anos e mulheres grávidas que vivem nas províncias remotas e têm níveis elevados de pobreza e de prevalência do HIV são abrangidas por vários programas. O UNICEF mobiliza fundos para o aprovisionamento de RMTIs e Redes Impregnadas de Longa Duração e de medicamentos anti-malária e ajuda a promover o uso das redes através de campanhas de mobilização social. As redes são distribuídas gratuitamente às mulheres grávidas através de serviços pré-natais e a crianças com menos de cinco anos através de equipas móveis, onde a intervenção é aliada a outras tais como desparasitação, imunização contra a poliomielite, suplementação de vitamina A e tratamento de doenças comuns.
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