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Sobrevivência e Desenvolvimento Acelerado da Criança

© UNICEF/MOZA-02255/T.Delvigne-Jean

Progresso  e desafios

Actualmente, as crianças moçambicanas  são mais susceptíveis de ter uma vida inicial mais saudável do que há vinte anos. Nas últimas duas décadas, a taxa de mortalidade entre as crianças com idade inferior a cinco anos baixou de 219 para 138 por 1.000 nados vivos, taxa de mortalidade infantil de 147 para 90 por 1.000 nados vivos e o rácio de mortalidade materna baixou para 520 por 100.000 nados vivos.

Não obstante, Moçambique continua tendo uma das maiores taxas de mortalidade infantil do mundo. Os ganhos no bem-estar infantil e materno não foram iguais em todo o país, e muitas crianças e mulheres, especialmente as que vivem nas zonas rurais remotas, continuam em risco.

Todos os anos, cerca de 86.000 crianças recém nascidas morrem antes de completar o seu primeiro ano de vida e outras 38.000 morrem antes de atingir os cinco anos – quase 340 todos os dias.  

Ameaças à sobrevivência infantil

A malária, diarreia, infecções respiratórias agudas, e doenças preveníveis com vacinas são as principais causas da mortalidade infantil em Moçambique. E os progressos que foram registados na redução da mortalidade infantil estão agora sendo ameaçados pelo HIV e SIDA. Cerca de 410 pessoas ficaram infectadas todos os dias, das quais 85 são crianças infectadas através da transmissão vertical.

A malária é a principal causa da mortalidade infantil, contribuindo para cerca de 33 por cento de todas as mortes de crianças.

A cobertura da vacinação de rotina contra as principais doenças preveníveis por vacinas – a pólio, o sarampo, a tuberculose, a difteria, tosse convulsa e o tétano – está estimada em 71 por cento, mas esta percentagem esconde as enormes disparidades regionais entre as províncias.

A malnutrição e subnutrição continuam a afectar muitas crianças e suas mães. Quarenta e quatro por cento das crianças abaixo dos cinco anos são raquíticas, e a malnutrição é a principal causa de metade de todas as mortes infantis. As taxas de mortalidade por malnutrição severa continuam sendo muito altas nas unidades sanitárias e na comunidade.  

Acesso limitado aos serviços de saúde

A falta de infra-estruturas de saúde e conhecimentos sobre cuidados básicos de saúde entre os pais constitui uma ameaça adicional à sobrevivência infantil. Como resultado, muitas crianças na primeira infância morrem em casa antes de chegarem à unidade sanitária ou hospital porque os pais não estão informados ou não têm fácil acesso aos serviços médicos.

Os serviços de saúde são inadequados em termos de cobertura e qualidade. As unidades sanitárias são poucas e a distância entre elas é grande, com 60 por cento das famílias vivendo há mais de 30 minutos de distância da unidade sanitária mais próxima. Muitas vezes estas unidades estão pouco supridas de medicamentos e material, não possuem fontes de água potável e têm trabalhadores de saúde sobrecarregados e com formação insuficiente.  

Saúde materna e neonatal

Cerca de 40 por cento das mulheres moçambicanas ficaram grávidas antes dos 20 anos de idade. O risco de morte entre as adolescentes grávidas é quatro vezes maior que os das mulheres com idades superiores a 20 anos.

A provisão de cuidados obstétricos de emergência é a forma mais eficaz de reduzir a mortalidade materna. Todavia, as infra-estruturas de cuidados de saúde enfrentam desafios particulares – os serviços de maternidade estão concentrados nas zonas urbanas e há carência de profissionais de saúde formados, equipamento e material médico.

© UNICEF Mozambique/E.Machiana

O que está sendo feito

A chave para o progresso em prol do alcance das metas dos ODM relativos à sobrevivência infantil e saúde materna é alcançar cada criança e mãe em todos os distritos com a priorização de algumas intervenções de saúde.  

Estas intervenções incluem tecnologias de baixo custo e soluções de alto impacto tais como vacinas, antibióticos, suplementação com micronutrientes, redes tratadas com insecticidas, melhores práticas de amamentação e práticas seguras de higiene.  

As evidências demonstram que, se implementadas como um pacote e atingirem uma cobertura de 99 por cento, estas intervenções combinadas poderiam evitar 63% dos actuais níveis de mortalidade infantil.  

Os passos a seguir

O UNICEF desenvolveu uma Estratégia de Sobrevivência e Desenvolvimento Acelerado da Criança para orientar o trabalho de advocacia, formulação de políticas e planificação com o Governo e parceiros em Moçambique.  

A estratégia visa lidar com as actuais lacunas e oportunidades perdidas em áreas prioritárias:  

  • Cuidados aos recém-nascidos, tomando em conta a abordagem do ciclo de vida e o continuum dos cuidados.

  • Gestão de doenças neonatais e da infância comuns usando a Estratégia da Atenção Integrada de Doenças Neonatais e da Infância.

  • Alimentação de bebés e de crianças da primeira infância, incluindo a suplementação de micronutrientes e desparasitação.

  • Provisão de imunização materna e infantil e promoção de novas vacinas.

  • Prevenção da malária usando redes tratadas com insecticidas e tratamento preventivo intermitente da malária.

  • Prevenção da transmissão vertical do HIV.

  • Cuidados para crianças infectadas ou expostas ao HIV.
Modos de prestação de serviços

A fim de seguir uma abordagem coerente e estratégica à expansão destas intervenções, elas são agrupadas de acordo com três modos de prestação de serviços:  

Serviços orientados à família, baseados na comunidade que não requerem um trabalhador de saúde qualificado, mas que podem ser prestados diariamente por trabalhadores comunitários de saúde com supervisão periódica de pessoal de saúde qualificado.  

Serviços com prazos orientados à população, que requerem pessoal de saúde com determinadas habilidades e que podem ser prestados quer por brigadas de extensão ou nas unidades sanitárias de forma planificada.  

Serviços clínicos orientados individualmente que requerem a presença permanente de trabalhadores de saúde qualificados.  

Entre 2010 e 2011, o UNICEF dará enfoque às acções prioritárias necessárias para acelerar a expansão destas intervenções de alto impacto para a sobrevivência da criança em três principais áreas estratégicas.  

Reforço da capacidade dos provedores de cuidados

A estratégia coloca grande ênfase nas actividades comunitárias que visam melhorar a nutrição e práticas de cuidados infantis no seio das famílias e trabalhadores de saúde. Isto inclui equipar todos os trabalhadores da saúde com os conhecimentos que precisam para gerir holisticamente as doenças mais comuns.  

Reforço da planificação e prestação de serviços

A implementação da abordagem Reach Every District (Alcançar Cada Distrito)é a chave para aumentar e sustentar a cobertura das vacinações e conseguir erradicar, eliminar ou controlar as doenças preveníveis através de vacinas. Isto inclui reforçar a capacidade das equipas provinciais e distritais para promover metodologias participativas e acção comunitária.  

A abordagem Reach Every District visa trazer os serviços de vacinação às comunidades remotas e combin¬á-los com outras intervenções de saúde, tais como a nutrição, malária e saúde materna.  

Apoio ao desenvolvimento de políticas nacionais

Ao nível das políticas, o UNICEF trabalha com o governo e parceiros de desenvolvimento para defender o interesse superior da criança, mobilizando recursos e garantido que os padrões e normas são tecnicamente sólidos.

Embora as actividades de água e meio ambiente sejam parte integrante da estratégia, elas não foram incluídas nesta folha de dados sobre finaciamento visto que a componente já tem financiamentos adequados.

 

 
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