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Nações Unidas juntam esforços com o Governo de Moçambique no apoio às vítimas das cheias

Maputo, 13 de Fevereiro de 2007 – As Nações Unidas estão a incrementar a sua resposta de emergência na região central de Moçambique, uma vez que o número de pessoas procurando refúgio em centros de acomodação temporários ao longo do vale do rio Zambeze está a aumentar devido às severas cheias. Mais de 26.000 pessoas estão actualmente abrigadas em 53 centros de acomodação ao longo de quatro províncias. O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades Naturais (INGC) estima que 142.000 pessoas poderão necessitar de assistência humanitária em poucas semanas.

As Nações Unidas enviaram uma equipa de emergência para avaliar o impacto das cheias em vários sectores chave – água e saneamento, saúde, educação e protecção da criança. A equipa, composta por várias agências, irá fazer uma rápida avaliação da área afectada e formular uma resposta apropriada sob a coordenação do Governo.

“As Nações Unidas estão a trabalhar juntamente com o Governo para assegurar que as necessidades de emergência dos afectados pelas cheias seja pontualmente satisfeita” disse Ndolam Ngokwey, Coordenador Residente das Nações Unidas em Moçambique.

As cheias têm sido causadas pelas persistentes chuvas torrenciais que caem nos países vizinhos e nalgumas províncias de Moçambique nas últimas semanas. Esta situação levou as autoridades a aumentarem gradualmente as descargas de água da barragem de Cahora Bassa, de cerca de 2.500 metros cúbicos por segundo em Janeiro para cerca de 8.000 na semana passada.

O aumento do volume de águas descarregada da barragem de Cahora Bassa para o rio Zambeze, combinado com as chuvas torrenciais, resultaram numa cheia severa à jusante da barragem. Os níveis de água nos principais afluentes do rio Zambeze ultrapassaram o nível de alerta dias atrás, ameaçando cerca de 285.000 pessoas vivendo em 16 distritos ao longo do vale do rio, nas províncias de Tete, Manica, Sofala e Zambézia.

A região central de Moçambique tem também sido severamente afectada pela pandemia do SIDA, que tornou as famílias e comunidades menos capazes de fazer face à eclosão de  desastres naturais como este. As províncias de Sofala e Manica têm os maiores índices de prevalência do país e o maior número de crianças tornadas órfãs e vulneráveis.

Toda a equipa das Nações Unidas em Moçambique está mobilizada para responder à situação de emergência. As Nações Unidas têm estado a trabalhar juntamente com o INGC, o Ministério da Saúde, e a Direcção Nacional de Águas (DNA) em planos de contingência para assegurar que cerca de 285.000 pessoas no vale do rio Zambeze possam ser evacuadas a tempo caso a situação se deteriore.

“A situação está a evoluir muito rapidamente”, disse a Representante do UNICEF em Moçambique, Leila Pakkala. “Crianças e mulheres são as mais afectadas neste tipo de desastres e a nossa primeira prioridade é salvar vidas. A maior preocupação do UNICEF nesta altura é o alastramento de doenças transmitidas pela água – cólera e diarreias – que podem matar muito rapidamente nestas condições precárias”.

O UNICEF enviou um carregamento de artigos de emergência na semana passada – tanques de água flexíveis, baldes, recipientes de água, cobertores e rolos de plástico – para o Centro Nacional Operacional de Emergência baseado no distrito de Caia (província de Sofala).

Um segundo carregamento de artigos de emergência deverá chegar esta semana para ajudar a suprir as reservas da DNA. As provisões incluem purificadores de água adicionais, cloro e tanques de água flexíveis para cerca de 50.000 pessoas ou 10.000 famílias, bem como tendas, redes mosquiteiras e comida suplementar para as crianças.

As tendas serão usadas principalmente como escolas temporárias para crianças que foram deslocadas e para o estabelecimento de postos de saúde e centros de tratamento da cólera em caso de uma eclosão.

O PMA enviou 25 pessoas para as áreas mais afectadas e tem um helicóptero baseado em Caia para  transporte de provisões de comida e outra ajuda alimentar, bem como para apoiar nas acções de salvamento, se necessário. Até agora, o PMA iniciou a distribuição de 300 toneladas de alimentos pré-posicionados para pessoas que foram já evacuadas das áreas mais baixas.

“Vitimas de calamidades naturais precisam sempre de comida, abrigo e água potável”, disse Ken Davies, Director do PMA em Moçambique. “Felizmente temos uma pequena quantidade de comida disponível em stock mas não será suficiente para todos os que precisarão de ajuda nas próximas semanas.”
 
O PNUD providenciou apoio para o aluguer de um helicóptero usado para as missões de avaliação, pelo Governo, das áreas afectadas. Esta agência está também a apoiar o INGC na planificação e preparação de um apelo de emergência caso a situação se deteriore. 
 
Para mais informação, por favor queira contactar:

Luis Zaqueu, Oficial de Comunicação das Nações Unidas, Escritório do Coordenador Residente, Tel : (+258) 21 48 51 58/59,  Telemóvel : (+258) 82  308 2470

Thierry Delvigne-Jean, UNICEF, Tel: (+258) 21 481 121; Telemóvel: (+258) 82 312 1820; tdelvignejean@unicef.org

Michael Huggins, WFP, Mobile: +27-82-908-1448; michael.huggins@wfp.org

 

 
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