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Mais de um bilião de pessoas sem acesso a fontes melhoradas de água potável

Moçambique entre os três países da Africa Oriental e Austral com melhor desempenho na expansão do acesso à àgua e saneamento 
 
Maputo, 28 de Setembro 2006 – A região da Africa Oriental e Austral enfrenta uma das mais baixas coberturas de água e saneamento do mundo, segundo o mais recente relatório do UNICEF Progresso para as Crianças: água, saneamento e os ODMs. Indica ainda o documento que Madagáscar, Malawi e Moçambique são os três países da região que registaram maior progresso na provisão de acesso a instalações melhoradas de saneamento entre 1990 e 2004.

Segundo o relatório, lançado hoje em Nova Iorque, mais de 1 bilião de pessoas em todo o mundo não tem acesso à fontes melhoradas de água potável, e cerca de 2.6 biliões estão sem saneamento básico.

As crianças são particularmente afectadas. Mais de 125 milhões de crianças com menos de cinco anos em todo o mundo vivem em lares sem acesso a uma fonte melhorada de água potável, e mais de 280 milhões de crianças com menos de cinco anos vivem em lares sem acesso a instalações de saneamento melhoradas.

A região da Africa Oriental e Austral enfrenta uma das mais baixas coberturas de água e saneamento do mundo. Em 2004, apenas 56 por cento das pessoas na região tinham acesso a fontes melhoradas de água potável (de cerca de 48 por cento em 1990) e 38 por cento tinham acesso a instalações de saneamento melhoradas (pouco acima dos 35 por cento em 1990).

Acrescenta o relatório que, embora 74 milhões de pessoas na Africa Oriental e Austral ganharam acesso à fontes melhoradas de água potável entre 1990 e 2004, o aumento na cobertura não acompanhou o crescimento populacional. Como resultado, o número de pessoas sem fontes melhoradas de água potável aumentou de 129 milhões para 154 milhões.

No saneamento, o aumento da cobertura não foi também suficiente para o crescimento populacional, e o número de pessoas sem acesso a saneamento na região Africa Oriental e Austral cresceu de 162 milhões para 215 milhões entre 1990 e 2004.

Os melhores desempenhos em saneamento na África Oriental e Austral entre 1990 e 2004 registaram-se em Madagáscar (que melhorou de 14 por cento para 34 por cento), Malawi (de 47 por cento para 61 por cento) e Moçambique ( de 20 por cento para 32 por cento), embora Malawi seja o único dos 22 países desta região no caminho certo para atingir os ODMs, observa o relatório.

As crianças mais novas são mais vulneráveis aos efeitos negativos da água não segura, quantidades insuficientes de água, saneamento pobre e falta de higiene.

Segundo o relatório, a água não potável, disponibilidade inadequada de água para higiene e a falta de acesso a saneamento contribuem conjuntamente, a nível global, para cerca de 88 por cento das mortes causadas por doenças diarreicas, ou mais de 1.5 milhões das 1.9 milhões de crianças menores de cinco anos que perecem devido à diarreia em cada ano. Isto totaliza 18 por cento de todas as mortes de menores de cinco anos e significa que mais de 5.000 crianças estão a morrer todos os dias como resultado de doenças diarreicas.

A água não segura e condições não higiénicas não só têm um efeito negativo na saúde das crianças menores de cinco anos, mas também têm um impacto no ingresso, atendimento e capacidades de aprendizagem de crianças em idade escolar.

Refere o relatório que a provisão de água e saneamento adequado nas escolas é essencial para aumento dos ingressos, aprendizagem e retenção das raparigas na escola. As raparigas às vezes não frequentam a escola durante a menstruação ou desistem durante a puberdade devido à falta de instalações de saneamento separados para raparigas e rapazes nas escolas.

A situação em Moçambique

Segundo os dados do relatório, apesar dos progressos verificados em Moçambique na expansão do acesso à água e saneamento, estes não são ainda suficientes para que se atinjam os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Dados de 2004 indicam que apenas 26 por cento da população nas zonas rurais tinha acesso à fontes melhoradas de água potável (comparado com 72 por cento nas zonas urbanas), sendo a cobertura total de apenas 43 por cento em todo o país. A meta dos ODMs estabelecida para Moçambique é de 68 por cento de cobertura de fontes melhoradas de água potável até 2015.

Apesar das notáveis melhorias no acesso às instalações melhoradas de saneamento, em relação a outros países da região, indica o relatório que em 2004 apenas 19 por cento da população nas zonas rurais em Moçambique tinha acesso a instalações melhoradas de saneamento, comparado com 53 por cento nas zonas urbanas, totalizando apenas 32 por cento. A meta dos ODMs estabelecida para Moçambique é de 60 por cento de acesso a instalações melhoradas de saneamento até 2015. *

Dados do Inquérito Demográfico e de Saúde (IDS) de 2003, apontam que o baixo acesso ao abastecimento de água e ao saneamento básico é o factor-chave que contribui para a prevalência elevada de doenças diarreicas em Moçambique, que tem ainda uma das taxas mais elevadas de mortalidade infantil no mundo. Cento e setenta e oito crianças (178) de 1.000 de nados vivos morrem no país antes de atingir os 5 anos de idade devido à malária, infecções respiratórias agudas, SIDA, malnutrição, doenças diarreicas e sarampo, sendo muitas destas situações preveníveis por vacinação ou por outras medidas profilácticas simples.

* Nota: Os dados sobre o acesso à fontes melhoradas de água e instalações melhoradas de saneamento em Moçambique constantes na publicação anual global  “Progresso para a Criança” diferem dos dados oficiais do Instituto Nacional de Estatística e da Direcção Nacional de Águas por se basearem em metodologias diferentes.

Para mais informações queiram contactar:

Thierry Delvigne-Jean, Comunicação, UNICEF Maputo: (+258) 21 481121, tdelvignejean@unicef.org    

Gabriel Pereira, Comunicação, UNICEF Maputo: (+258) 82 3165390, gpereira@unicef.org

Emidio Machiana, Comunicação, UNICEF Maputo: (+258) 820305100, emachiana@unicef.org para obter uma cópia em inglês.

 

 

 

 

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