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Evaluation report

2012 Angola: Fazeres, Pensares y Sentires sobre a vacinação contra a Pólio e a doença.Estudo qualitativo com os responsáveis das crianças de 0 até 5 anos de idade não vacinadas contra a Pólio nos municípios de maior risco da Angola.



Author: Ana Sánchez Quisbert

Executive summary

Background:

Esta pesquisa diagnostica de caráter qualitativo e formativo sobre os comportamentos individuais, familiares e comunais na vacinação de crianças menores de 5 anos contra a Pólio, constitui-se na base essencial para a elaboração da Estratégia de Comunicação para o Desenvolvimento de Erradicação da Poliomielite.
A pesquisa foi realizada em parceria com a Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto e teve o apoio técnico e financeiro da Fundação Bill e Mellinda Gates por meio do Fundo das Nações Unidas para a Infância, UNICEF, na Angola.
Participaram três segmentos espaço – populacionais, um primeiro de interlocutores principais, outro dos secundários ou operadores e o terceiro dos aliados. No grupo principal tem se incluído mães, país de crianças de 0 até 5 anos ou qualquer responsável da criança NÂO vacinada, assim como grávidas primigestas com seis meses ou mais de gestação. No segundo segmento estiveram professores e estudantes das escolas, pessoas de grupos organizados como igrejas, jovens, ONG, pessoal de saúde, considerando médicos, enfermeiros, vacinadores ou agentes comunitários e outros. Já no terceiro tem se trabalhado com Líderes locais: Sobas, Pastores de Igrejas, Regedores e também com Tomadores de decisão: Governadores Provinciais e Administradores.

Purpose/ Objective:

O objetivo geral foi conhecer imediatamente após da campanha de vacinação efetuada no mês de novembro – 2011, os Fazeres, Pensares y Sentires (FPS) dos e das responsáveis das crianças de 0 até 5 anos de idade NÃO VACINADAS contra a Pólio, dos municípios das Províncias de maior risco da Angola: Uige, Zaire, Cabinda e Luanda, assim como de outros atores sociais sobre a Poliomielite e a vacina.
Os objetivos específicos procuraram conhecer:

• Os motivos pelos quais as crianças de 0 até 5 anos de idade não  são vacinadas  durante as campanhas

• Os FPS dos responsáveis das crianças de 0 até 5 anos de idade sobre a vacinação de rotina contra a Pólio para  completar o cartão de vacinação contra essa doença antes do primeiro ano de vida da criança

• Os conhecimentos e a valoração das mulheres grávidas pela primeira vez, sobre a Pólio e a vacina

• Quais são as práticas de prevenção da Pólio que a família tem, ou não

• As práticas do pessoal de saúde com relação à doença da Pólio e a vacinação de rotina e durante as campanhas

• A participação e mobilização dos diferentes atores sociais das comunas ou bairros na promoção das medidas de prevenção e erradicação da Pólio.
• O papel que desenvolvem os líderes de opinião nas comunidades e bairros dos municípios selecionados sobre a prevenção e erradicação da Pólio.

• O compromisso e as responsabilidades que as autoridades tomadores de decisão das Províncias e Municípios assumem frente à Pólio e a vacina.

• As formas, os meios de comunicação e os líderes de opinião mais aceitos e de preferência para desenvolver as ações da Estratégia de C4D de erradicação da Pólio.

Methodology:

Nesta pesquisa tem se utilizado o enfoque metodológico de “Fazeres, Pensares e Sentires, FPS”, que permite devassar nos comportamentos atuais dos interlocutores selecionados, fornecendo uma compreensão das razões sociais das praticas investigadas. Facilita o conhecimento e, de alguma maneira, outorga profundidade sobre os aspetos contextuais e emocionais dos comportamentos já que focaliza a sua atenção no universo dos sentimentos que motiva ou impedem a ação.

As técnicas qualitativas empregadas foram: 

• Entrevistas em profundidade, EP: principalmente para conhecer os FPS de informantes chave, como os responsáveis de crianças menores de 5 anos, num diálogo empático e por meio dum instrumento elaborado para este propósito.

• Grupos de discussão focalizados ou mini grupos, GF: Tomando em conta os estudantes das escolas, as mulheres grávidas e quando foi possivel responsáveis de crianças não vacinadas, para complementar a informação obtida nas EP. 

• Sessões de concertacões, SC: Aplicadas nos casos específicos com responsáveis de crianças ou mulheres grávidas. Trata – se de conversas, quando for necessário, sobre as limitações que estas pessoas podem perceber com relação aos comportamentos que pretendem ser desenvolvidos.

• Observações de verificação, OV: Somente para serem aplicadas com os responsáveis de crianças menores de 5 anos, com a finalidade de conferir a informação declarada com relação à vacinação (dedo sem marca), lavado de manos e outros assuntos da pesquisa. Esta técnica foi aplicada de forma complementaria e paralela às EP.

Findings and Conclusions:

No processo do planejamento e no trabalho conjunto à saúde identificou – se três práticas ideais genéricas e cinco sub comportamentos, assim como algumas ações essenciais para a erradicação da pólio que foram assumidos como insumo principal para iniciar a investigação ora entre os interlocutores principais como são as famílias, ora nos segmentos de operadores e aliados.
A seguir uma síntese general dos principais resultados obtidos entre os segmentos principais:
No nível do conhecimento:
Sobre a vacina:

• Acreditam que a vacina é importante para evitar doenças.
• Generalizam: todas as vacinas fazem o mesmo efeito, aquece e da dor de barriga
• A vacina é conhecida como estrelinha cuia em Luanda
• Duvidam sobre as idades e as doses que se precisa

Sobre a Pólio:

• Não sabem exatamente o que é a Pólio
• A doença é mais conhecida como paralisia
2. Vacinação das crianças contra a Pólio na rotina

A prática de levar à criança ao posto de saúde na rotina para que apanhe a vacina, parece ser que ainda não esta entendida, já que a visita ao centro de saúde está relacionada com os sintomas de alguma doença, neste caso da Pólio, para que seja curada. Assim também, embora um parte das participantes na pesquisa reconheçam as vantagens de ir no centro de saúde, assinalam que na casa, não se gasta dinheiro, não se perde o tempo, a criança não se incomoda o que poderia sugerir uma preferência implícita às campanhas de vacinação.

No caso das mulheres grávidas, a maioria grávidas não sabe o que é a Pólio, quais sãos as consequências nem como se evita. Sabem que é uma doença mas não sabem explicar.
Todas reconhecem que a vacina é boa para a saúde da criança e que beneficia o seu crescimento sadio. Pouco mais d metade das entrevistadas expressaram ter a intenção de fazer vacinar ao seu futuro filho quando nasça.

Recommendations:

Com base aos resultados da pesquisa  ¨Fazeres, Pensares e Sentires sobre a vacinação contra a Pólio e a doença de maneira geral pode-se concluir  que:

A. O contexto e a capacidade estabelecidos para a realização das campanhas e da rotina precisam ser reforçados. Sugere-se:

• Organizar melhor as campanhas de vacinação (garantir vacinadores locais, qualidade na vacinação, identificar áreas risco)

• Motivar aos vacinadores para um trabalho de qualidade

• Fortalecer as capacidades de comunicação interpessoal para trabalhar as rejeições ou razões da não vacinação

• Gerar instrumentos de apoio para as ações

• Fortalecer capacidades locais para a mobilização

B. As ações de Comunicação e Mobilização Social desenvolvidas para gerar comportamentos favoráveis com relação à prevenção da Pólio têm sido genéricas, dispersas e escassas, pelo que se recomenda no nível da Estratégia e do conteúdo:

• Focalizar as ações à mudança do comportamento – social integral – Não ficar só no conhecimento/informação



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