Nota Geral Sobre os Dados

Os dados apresentados nas tabelas estatísticas a seguir foram calculados a partir de UNICEF Global Databases (Bancos de Dados Globais do UNICEF), que incluem apenas dados consistentes em termos estatísticos e comparáveis internacionalmente; esses dados estão acompanhados por definições, fontes e explicações dos símbolos. Sempre que possível, foram utilizados dados da agência das Nações Unidas responsável. Na ausência de tais estimativas internacionalmente padronizadas, as tabelas baseiam-se em outras fontes, principalmente em dados provenientes de levantamentos domiciliares nacionalmente representativos. Os dados apresentados neste relatório refletem informações disponíveis em 1º. de julho de 2008. Informações mais detalhadas sobre metodologia e fontes dos dados apresentados estão disponíveis no site www.childinfo.org.

Vários indicadores, tais como dados sobre expectativa de vida, taxas totais de fertilidade, taxas brutas de natalidade e mortalidade, fazem parte do trabalho regular sobre estimativas e projeções realizado pela Divisão de População das Nações Unidas. Essas e outras estimativas produzidas internacionalmente são periodicamente revisadas, o que explica o fato de alguns desses dados diferirem daqueles encontrados em publicações anteriores do UNICEF. Este relatório inclui as estimativas e projeções mais recentes extraídas de World Population Prospects 2006.

A qualidade dos dados pode ser afetada de modo adverso para os países que sofreram recentemente desastres naturais ou provocados pelo homem. Essa probabilidade é maior especialmente nos países onde a infra-estrutura básica foi fragmentada ou onde houve migrações importantes.

Estimativas sobre mortalidade

A cada ano, sempre que possível, o UNICEF inclui no relatório Situação Mundial da Infância estimativas sobre mortalidade, tais como taxa de mortalidade de bebês, taxa de mortalidade e mortes de menores de 5 anos, para no mínimo dois anos de referência. Esses valores representam as melhores estimativas disponíveis até o momento em que o relatório foi produzido, e estão baseados no trabalho do Grupo Interagências para Estimativas sobre Mortalidade Infantil, que inclui UNICEF, Organização Mundial da Saúde (OMS), Banco Mundial e Divisão de População da ONU. Esse grupo atualiza essas estimativas anualmente, realizando uma revisão detalhada de todos os novos dados disponíveis. Algumas vezes, essa revisão resulta em ajustes nas estimativas anteriormente relatadas. Portanto, as estimativas publicadas em edições consecutivas do relatório Situação Mundial da Infância talvez não sejam comparáveis, e não devem ser utilizadas para analisar tendências de mortalidade ao longo do tempo. É importante observar que estimativas comparáveis sobre mortalidade de menores de 5 anos para o período de 1970, 1990 e o ano mais recente estão disponíveis na Tabela 10. Além disso, a série temporal completa para todos os países pode ser encontrada em www.childinfo.org, o site do Grupo Interagências para Estimativas sobre Mortalidade Infantil. Essa série está baseada nas estimativas mais recentes produzidas pelo Grupo Interagências para Estimativas sobre Mortalidade Infantil.

Pesquisas por Agrupamento de Indicadores Múltiplos (MICS)

Por meio das Pesquisas por Agrupamento de Indicadores Múltiplos (MICS), há mais de uma década, o UNICEF vem apoiando os países na coleta de dados consistentes em termos estatísticos e comparáveis internacionalmente. Desde 1995, foram realizadas aproximadamente 200 pesquisas em cerca de 100 países; e a última rodada das pesquisas MICS foi realizada em mais de 50 países em 2005 e 2006, permitindo uma avaliação nova e mais abrangente da situação da criança e da mulher em todos os lugares do mundo. A próxima rodada de pesquisas MICS está planejada pra 2009-2010.

As pesquisas MICS apoiadas pelo UNICEF e as Pesquisas de Demografia e Saúde situam-se entre as mais abrangentes pesquisas de dados para o acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, e podem ser utilizadas para relatar 21 dos 53 indicadores dos ODM. Esses dados também são utilizados para acompanhar outros compromissos internacionais, tais como o Plano de ação de Um mundo para as crianças e os objetivos globais sobre aids e malária. Foram incorporados às Tabelas Estatísticas deste relatório e também foram utilizados como informações para as análises aqui apresentadas. Ver outras informações sobre esses dados no site www.childinfo.org.

Revisões

As revisões a seguir foram realizadas em relação a indicadores incluídos nas Tabelas Estatísticas deste ano.

Tabela 1. Indicadores básicos: a Tabela 1 apresenta estimativas sobre mortalidade infantil desenvolvidas pelo Grupo Interagências para Estimativas sobre Mortalidade Infantil. É importante observar que as taxas de mortalidade neonatal para 2004, conforme apresentadas nesta tabela, são produzidas pela OMS e não foram avaliadas formalmente pelo Grupo Interagências para Estimativas sobre Mortalidade Infantil. Portanto, essas estimativas talvez não sejam necessariamente consistentes com a estrutura etária de mortalidade infantil implícita nas estimativas de mortalidade de bebês e de menores de 5 anos de idade para 2007. Além disso, estimativas sobre mortalidade infantil para 12 países na África Oriental e Meridional – África do Sul, Botsuana, Lesoto, Malaui, Moçambique, Namíbia, Ruanda, Suazilândia, Uganda, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue – foram revisadas para refletir as estimativas da Unaids sobre mortes infantis causadas pela aids. Essas estimativas da Unaids são produzidas com base em informações relatadas não apenas para prevalência de HIV, mas também para os esforços recentes em relação à prevenção e ao tratamento de HIV e aids. Ver explicação mais detalhada sobre esses métodos de estimativas em www.childmortality.org.

Tabela 2. Nutrição: A prevalência de baixo peso, marasmo e retardo de crescimento entre crianças menores de 5 anos de idade é estimada por meio da comparação de medidas reais e uma população referência de padrão internacional. Em abril de 2006, a Organização Mundial da Saúde publicou o WHO Child Growth Standards (Padrão Internacional de Crescimento Infantil) em substituição à amplamente utilizada população referência do Centro Nacional para Estatísticas de Saúde/OMS, que se baseava em uma amostra limitada de crianças dos Estados Unidos. Os novos padrões são resultado de um projeto de estudos intensivos, envolvendo mais de oito mil crianças do Brasil, dos Estados Unidos, de Gana, da Índia, da Noruega e de Omã. Superando os reveses técnicos e biológicos da referência etária, os novos padrões confirmam que crianças nascidas em qualquer lugar do mundo, e que têm um início de vida favorável, têm potencial para se desenvolver dentro da mesma faixa de peso e altura. Em outras palavras, as diferenças no crescimento da criança aos 5 anos são mais influenciáveis por nutrição, práticas de alimentação, ambiente e cuidados de saúde do que por genética e etnia.

Este é o primeiro ano que a Tabela 2 inclui estimativas de baixo peso de acordo com o novo "Padrão Internacional de Crescimento Infantil da OMS". É importante observar que devido às diferenças entre a população referência utilizada anteriormente e os novos padrões, as estimativas de prevalência de indicadores de antropometria infantil com base nessas duas referências não são comparáveis de imediato.

Tabela 4. HIV e aids: Em agosto de 2008, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/aids (Unaids) e a OMS publicaram novas estimativas globais sobre HIV e aids para 2007, calculadas utilizando uma metodologia mais refinada e que refletem a disponibilidade de dados mais confiáveis provenientes de pesquisas baseadas na população e em sistemas ampliados de vigilância nacional existentes em inúmeros países.

Diferenças entre as novas estimativas da Unaids e da OMS para prevalência de HIV entre adultos, adultos e crianças que vivem com HIV e crianças órfãs devido à aids para 2007 são, em sua maioria, menos acentuadas do que as estimativas publicadas em relatórios anteriores. Os valores publicados neste relatório não são comparáveis às estimativas anteriores e, portanto, não refletem tendências ao longo do tempo. A Unaids publicou estimativas comparáveis por meio da aplicação dos novos métodos às estimativas anteriores sobre HIV e aids, que podem ser acessadas no site www.unaids.org.

Tabela 5. Educação: A taxa de sobrevivência até a 5ª série (porcentagem de ingressantes na escola primária que chegam à 5ª série) foi substituída pela taxa de sobrevivência até a última série da escola primária (porcentagem de crianças que ingressam na primeira série da escola primária que devem chegar à última série). A taxa de sobrevivência até a última série substituiu a taxa de sobrevivência até a 5ª série e, em janeiro de 2008, tornouse um indicador oficial para o segundo Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (educação primária universal).

Tabela 7. Indicadores Econômicos: O Banco Mundial anunciou recentemente uma nova linha de pobreza, baseada em estimativas revisadas dos índices de preços em relação à Paridade de Poder de Compra (PPC) em todo o mundo. A Tabela 7 reflete essa linha de pobreza atualizada, relatando, desse modo, a proporção da população que vive com menos de US$1,25 por dia, a preços de 2005, ajustados por paridade de poder de compra. O novo limite de pobreza reflete revisões nas taxas de câmbio relativas à paridade de poder de compra, baseadas nos resultados do Programa de Comparações Internacionais de 2005. As revisões revelam que o custo de vida é mais alto nos países em desenvolvimento do que previamente estimado. Como resultado dessas revisões, as taxas de pobreza para países em termos individuais não podem ser comparadas com taxas de pobreza relatadas em edições anteriores deste relatório. Ver informações mais detalhadas sobre definição, metodologia e fontes dos dados apresentados no site www.worldbank.org.

Tabela 8. Mulheres: Além de apresentar a proporção de mulheres atendidas por agente de saúde capacitado no mínimo uma vez durante a gestação, a tabela deste ano apresenta a proporção de mulheres atendidas no mínimo quatro vezes por algum provedor. Os dois indicadores de atendimento pré-natal fazem parte de uma estrutura revisada de acompanhamento elaborada para o ODM 5, que entrou em vigor em janeiro de 2008 sob uma nova meta: alcançar o acesso universal à saúde reprodutiva.

Tabela 9. Proteção Infantil: dados sobre deficiência infantil são calculados a partir de levantamentos domiciliares, e o indicador é definido como a proporção de crianças entre 2 e 9 anos de idade que apresentaram resultados positivos para no mínimo um tipo de deficiência (por exemplo, cognitiva, motora, visual, auditiva ou que tenham convulsões). Questões sobre deficiência infantil são dirigidas aos progenitores ou ao cuidador da criança, que devem fornecer uma avaliação do desenvolvimento físico e mental da criança e seu funcionamento. Em junho de 2008, foi modificada a metodologia utilizada para calcular essas estimativas utilizada pelas pesquisas MICS. Anteriormente, as estimativas eram calculadas com base em 9 das 10 questões sobre deficiência, apresentadas pelo MICS.

Explicação dos símbolos

Uma vez que o objetivo destas Tabelas Estatísticas é fornecer um quadro amplo da situação da criança e da mulher em todas as partes do mundo, a inclusão de dados específicos e de notas de rodapé foi considerada inadequada para esta seção. Fontes e anos relativos a dados específicos incluídos nas tabelas estatísticas estão disponíveis em www.childinfo.org.

Símbolos específicos para uma tabela em particular estão incluídos nas notas de rodapé da própria tabela. Os símbolos apresentados a seguir são comuns a todas as tabelas:

- Indica dados não disponíveis.
xDados referem-se a anos ou períodos que não os especificados no título da coluna, que diferem da definição padrão ou que se referem a apenas uma parte de um país. Esses dados não estão incluídos nos cálculos das médias regionais ou globais.
*Dados referem-se ao ano mais recente com dados disponíveis durante o período especificado no título da coluna.
§ Inclui territórios dentro de cada categoria de país ou grupo regional de países. Os países e territórios em cada categoria de país ou grupo regional de países são apresentados na seção Resumo de Indicadores.