Nota Geral Sobre os Dados

Os dados apresentados nas tabelas estatísticas a seguir foram extraídos dos bancos de dados globais do UNICEF, que incluem apenas dados consistentes em termos estatísticos e comparáveis internacionalmente; esses dados são acompanhados por definições, fontes e explicações dos símbolos. Sempre que possível, foram utilizados dados da agência da Organização das Nações Unidas responsável. Na ausência de tais estimativas internacionalmente padronizadas, as tabelas baseiam-se em outras fontes, principalmente em dados extraídos de pesquisas domiciliares nacionalmente representativas. De maneira geral, os dados apresentados nas tabelas estatísticas deste ano refletem informações disponíveis em julho de 2009. Informações mais detalhadas sobre metodologia e fontes de dados estão disponíveis em www.childinfo.org.

Vários indicadores, tais como dados sobre expectativa de vida, taxas totais de fertilidade, taxas brutas de natalidade e mortalidade, fazem parte do trabalho regular sobre estimativas e projeções realizado pela Divisão de População das Nações Unidas. Essas e outras estimativas produzidas internacionalmente são periodicamente revisadas, o que explica o fato de alguns desses dados diferirem daqueles encontrados em publicações anteriores do UNICEF. Este relatório inclui as estimativas e projeções mais recentes, extraídas do World Population Prospects: The 2008 Revision (United Nations Department of Economic and Social Affairs, Population Division). É possível que a qualidade dos dados seja afetada de modo adverso para os países que sofreram recentemente desastres naturais ou provocados pelo homem. Essa probabilidade é maior especialmente nos países onde a infraestrutura básica foi fragmentada ou onde houve migrações populacionais importantes.

Estimativas sobre mortalidade infantil

A cada ano, no relatório Situação Mundial da Infância, sua principal publicação , o UNICEF relata uma série de estimativas de mortalidade para crianças, incluindo taxa anual de mortalidade de bebês, taxa de mortalidade de menores de 5 anos e número de mortes de menores de 5 anos, para no mínimo dois anos de referência. Esses números representam as melhores estimativas disponíveis no momento da impressão do relatório, e estão baseados no trabalho do Grupo Interagências para Estimativas sobre Mortalidade Infantil (GIEM), que inclui UNICEF, Organização Mundial da Saúde (OMS), Divisão de População das Nações Unidas e Banco Mundial.

O GIEM atualiza essas estimativas de mortalidade anualmente, realizando uma revisão detalhada de todos os dados colocados à disposição recentemente. Frequentemente, essa revisão resulta em ajustes nas estimativas previamente relatadas. Portanto, as estimativas publicadas em edições consecutivas do relatório Situação Mundial da Infância talvez não sejam comparáveis e não devem ser utilizadas para analisar tendências de mortalidade ao longo do tempo. Estimativas comparáveis sobre mortalidade de menores de 5 anos para os períodos de 1970  a 2008 são apresentadas a seguir, de acordo com as Classificações do UNICEF para Regiões e Países.


Taxa de mortalidade de menores de 5 anos (por mil nascidos vivos)

Região 1970 1975 1980 1985 1990 1995 2000 2005 2007 2008
África 231 206 189 176 168 165 152 139 134 132
África ao sul do Saara 236 210 196 189 184 180 166 152 147 144
  África Oriental e Meridional 213 188 177 169 167 162 147 130 123 120
  África Ocidental e Central 261 237 220 214 206 202 188 176 171 169
Oriente Médio e Norte da África 193 162 130 97 77 66 56 47 44 43
Ásia 150 131 118 98 87 82 71 60 56 54
  Ásia Meridional 197 180 163 143 124 111 99 83 78 76
  Leste da Ásia e Pacífico 120 94 73 58 54 49 41 32 29 28
América Latina e Caribe 122 103 83 66 52 43 33 26 24 23
ECO/CEI 90 81 70 59 51 49 37 27 24 23
Países industrializados 24 19 15 12 10 8 7 6 6 6
Países em desenvolvimento 161 141 127 109 99 95 86 77 73 72
Países menos desenvolvidos 241 223 206 187 179 168 150 136 131 129
Mundo 142 125 113 98 90 87 78 70 66 65

Mortes de menores de 5 anos (milhões)

Região 1970 1975 1980 1985 1990 1995 2000 2005 2007 2008
África 3.7 3.7 3.9 4.1 4.3 4.5 4.5 4.5 4.5 4.5
África ao sul do Saara 3.1 3.1 3.3 3.7 4 4.3 4.3 4.4 4.4 4.4
  África Oriental e Meridional 1.3 1.3 1.4 1.5 1.7 1.8 1.8 1.7 1.7 1.6
  África Ocidental e Central 1.6 1.7 1.8 2 2.2 2.4 2.5 2.6 2.6 2.6
Oriente Médio e Norte da África 1.3 1.2 1.1 0.9 0.8 0.6 0.5 0.4 0.4 0.4
Ásia 10.4 8.9 7.6 7.2 6.7 5.8 5 4.1 3.8 3.7
  Ásia Meridional 5.4 5.3 5.4 5 4.6 4.2 3.7 3.2 2.9 2.8
  Leste da Ásia e Pacífico 5 3.5 2.3 2.2 2.2 1.6 1.3 1 0.9 0.8
América Latina e Caribe 1.2 1.1 0.9 0.8 0.6 0.5 0.4 0.3 0.3 0.2
ECO/CEI 0.6 0.6 0.5 0.5 0.4 0.3 0.2 0.1 0.1 0.1
Países industrializados 0.3 0.2 0.2 0.1 0.1 0.1 0.1 0.1 0.1 0.1
Países em desenvolvimento 16.3 14.6 13.2 12.7 12.2 11.3 10.3 9.2 8.9 8.7
Países menos desenvolvidos 3.3 3.5 3.6 3.6 3.8 3.9 3.7 3.6 3.5 3.5
Mundo 16.7 15 13.6 13 12.5 11.4 10.4 9.4 9 8.8

Indicadores de mortalidade específicos por país para 1970-2008, baseados nas estimativas mais recentes do GIEM, são apresentados na Tabela 10 (para 1970, 1990, 2000 e 2008) e estão disponíveis também no site <www.childinfo.org> e no site do GIEM <www.childmortality.org>.

Para estimativas de mortalidade infantil referentes a 2008, foram realizadas diversas mudanças importantes que incluem:

 

Pesquisas por Agrupamento de Indicadores Múltiplos: Por mais de uma década, o UNICEF vem apoiando os países na coleta de dados consistentes em termos estatísticos e comparáveis internacionalmente, por meio das Pesquisas por Agrupamento de Indicadores Múltiplos (MICS). Desde 1995, foram realizadas aproximadamente 200 pesquisas em cerca de 100 países e territórios; e a terceira rodada das pesquisas MICS foi realizada em mais de 50 países em 2005 e 2006, permitindo uma avaliação nova e mais abrangente da situação global da criança e da mulher. A quarta rodada de pesquisas MICS está em andamento e será aplicada até 2011.

As pesquisas MICS apoiadas pelo UNICEF situam-se entre as mais abrangentes pesquisas de dados para o acompanhamento dos progressos rumo aos objetivos de desenvolvimento para crianças, estabelecidos internacionalmente, incluindo os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Muitos dos indicadores MICS foram incorporados  às tabelas estatísticas apresentadas neste relatório. Outras informações sobre esses dados estão disponíveis no site www.childinfo.org.

Classificação Regional: A partir desta edição do relatório Situação Mundial da Infância, o UNICEF acrescenta dois novos agrupamentos regionais: África e Ásia. Além disso, o número de países classificados na região da África ao sul do Saara aumentou, com a inclusão de Djibuti e Sudão. Consequentemente, as estimativas regionais para a África ao sul do Saara publicadas em edições anteriores do relatório Situação Mundial da Infância talvez não sejam comparáveis àquelas publicadas nesta edição. Todas as demais regiões permanecem inalteradas.

Ver detalhes sobre os países incluídos em todas as regiões do UNICEF na Classificação Regional do UNICEF.

Revisões das Tabelas Estatísticas

Tabela 1. Indicadores Básicos:

Taxa de mortalidade neonatal: as taxas de mortalidade neonatal para 2004, conforme apresentadas nessa tabela, são produzidas pela Organização Mundial da Saúde e não foram avaliadas formalmente pelo Grupo Interagências para Estimativas sobre Mortalidade Infantil. Portanto, essas estimativas talvez não sejam consistentes com a estrutura etária de mortalidade infantil implícita nas estimativas de mortalidade de bebês e de menores de 5 anos para 2008.

Tabela 2. Nutrição:

Baixo peso, retardo de crescimento e marasmo: a prevalência de baixo peso, retardo de crescimento e marasmo entre crianças menores de 5 anos é estimada por meio da comparação de medidas reais e uma população de referência de padrão internacional. Em abril de 2006, a Organização Mundial da Saúde publicou o documento WHO Child Growth Standards (Padrões da OMS para Crescimento Infantil) em substituição à amplamente utilizada população de referência do Centro Nacional para Estatísticas sobre Saúde/Organização Mundial da Saúde (CNES/OMS), que se baseava em uma amostra limitada de crianças dos Estados Unidos. Os novos padrões são resultado de um projeto de estudo intensivo envolvendo mais de oito mil crianças de Brasil, Estados Unidos, Gana, Índia, Noruega e Omã.

Superando os reveses técnicos e biológicos da população de referência utilizada anteriormente, os novos padrões confirmam que crianças nascidas em qualquer lugar do mundo, e às quais são garantidas as condições mais favoráveis para o começo de vida, têm potencial para se desenvolver dentro da mesma faixa de peso e altura. As diferenças no crescimento da criança aos 5 anos são mais influenciáveis por nutrição, práticas de alimentação, ambiente e cuidados de saúde do que por genética e etnia. 

No relatório Situação Mundial da Infância 2009, os indicadores antropométricos baseavam-se amplamente no padrão CNES/OMS, com uma coluna adicional para prevalência de baixo peso (moderado e grave) baseada nos Padrões da OMS para Crescimento Infantil. Este ano, esta apresentação está invertida: todos os principais indicadores para prevalência de baixo peso, retardo de crescimento e marasmo são apresentados de acordo com os Padrões da OMS para Crescimento Infantil, e uma coluna adicional mostra a prevalência de baixo peso (moderado e grave) com base no padrão CNES/OMS. Devido às diferenças entre a população de referência utilizada anteriormente e os novos padrões, estimativas de prevalência de indicadores de antropometria infantil publicados em edições consecutivas do relatório Situação Mundial da Infância talvez não sejam totalmente comparáveis.

Iniciação precoce de aleitamento materno: o UNICEF e a OMS recomendam a iniciação precoce do aleitamento materno, ou seja, colocar um recém-nascido ao peito dentro de uma hora após o parto. Esta é a primeira vez que o indicador de iniciação precoce de aleitamento materno é apresentado nas tabelas estatísticas.

Suplementação de vitamina A: Anteriormente, dois dados eram relatados para a cobertura de suplementação de vitamina A: no mínimo uma dose e cobertura completa (duas ou mais doses). Os dois indicadores foram extraídos da cobertura relatada para o período de janeiro-junho (primeira rodada) e de julho-dezembro (segunda rodada). Na maioria dos casos, o indicador para a cobertura de no mínimo uma dose relatou a cobertura da segunda rodada.

A partir deste ano, apenas a cobertura completa de suplementação de vitamina A é relatada, enfatizando a importância de ministrar à criança duas doses anuais de vitamina A, com espaço de quatro a seis meses entre elas. Na ausência de um método direto para medir este indicador, a cobertura completa é relatada como a menor estimativa de cobertura para a primeira e a segunda rodadas de determinado ano.

Tabela 3. Saúde:

Mosquiteiros tratados com inseticida: O indicador para menores de 5 anos que dormem sob mosquiteiro foi substituído por famílias que possuem mosquiteiros tratados com inseticida (MTI). O relatório deste ano apresenta dois indicadores para MTI: famílias que dispõem de MTI e crianças que dormem sob MTI. Em conjunto, esses dois indicadores fornecem uma imagem instantânea importante da disponibilidade e do uso de MTI. Devido à sua comprovada eficácia, os Mosquiteiros Tratados com Inseticida constituem a maioria dos mosquiteiros distribuídos aos países; consequentemente, aumenta a importância do acompanhamento do uso do MTI, mais do que da disponibilidade e do uso de qualquer tipo de mosquiteiro.

Tabela 4. HIV e aids:

As estimativas mais recentes de 2008 sobre HIV e aids, geradas pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) estavam em revisão em meados de 2009, no momento em que essas tabelas eram produzidas, e está previsto que sejam liberadas  no final de 2009, no documento 2009 AIDS Epidemic Update. Outras informações e atualizações estão disponíveis nos sites <www.unaids.org> ou <www.childinfo.org>

Estimativas sobre HIV e aids para 2007, apresentadas neste relatório, foram divulgadas em agosto de 2008 pela Unaids e pela OMS. Essas estimativas foram calculadas utilizando metodologia mais refinada do que as estimativas anteriores, e refletem a disponibilidade de dados mais confiáveis provenientes de pesquisas baseadas na população e sistemas nacionais ampliados de supervisão de vigilância, em inúmeros países. As diferenças entre estimativas do Unaids e da OMS para prevalência de HIV em adultos, adultos e crianças que vivem com HIV, e crianças órfãs devido à aids para 2007 são, em sua maioria, menos acentuadas do que as estimativas publicadas em relatórios anteriores. Os números publicados neste relatório não são comparáveis a estimativas anteriores e, portanto, não refletem tendências ao longo do tempo. A Unaids publicou estimativas comparáveis por meio da aplicação de novos métodos a estimativas sobre HIV e aids anteriores, que podem ser acessadas no site <www.unaids.org>.

Tabela 5. Educação:

Taxa de sobrevivência até a última série do ensino primário: a taxa de sobrevivência até a 5a série (porcentagem de ingressantes no ensino primário que chegam à 5a série) foi substituída em 2008 pela taxa de sobrevivência até a última série do ensino primário (crianças que ingressam na primeira série do ensino primário que se espera que cheguem à última série, em porcentagem). A taxa de sobrevivência até a última série substituiu a taxa de sobrevivência até a 5a série e, em janeiro de 2008, tornou-se um indicador oficial para o segundo Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (Educação Primária Universal).

Tabela 6. Indicadores Demográficos:

Taxa de crescimento anual da população e taxa média anual de crescimento da população urbana: Estes indicadores foram ampliados para incluir dados para 1990-2000.

Tabela 7. Indicadores Econômicos:

Proporção da população que vive com menos de US$1,25 por dia: Em 2008, o Banco Mundial estabeleceu uma nova linha de pobreza que está baseada em estimativas revisadas de níveis de preço em Paridade de Poder de Compra (PPC), em todos os lugares do mundo. A Tabela 7 reflete essa linha de pobreza atualizada e relata a proporção da população que vive com menos de US$1,25 por dia, a preços de 2005, ajustados pela Paridade de Poder de Compra. O novo limiar da pobreza reflete revisões das taxas de câmbio de PPC baseadas nos resultados do Programa de Comparações Internacionais de 2005. As revisões revelam que o custo de vida é mais alto nos países em desenvolvimento do que foi previamente estimado. Como resultado dessas revisões, as taxas de pobreza para cada país não podem ser comparadas com taxas de pobreza relatadas em edições anteriores. Informações mais detalhadas sobre definição, metodologia e fontes de dados estão disponíveis no site <www.worldbank.org>.

Tabela 9. Proteção da Criança:

Pela primeira vez, a Tabela de Proteção da Criança inclui todos os países e territórios.

Mutilação/corte genital feminino: a tabela reflete apenas o total e não desagrega este indicador por incidência rural-urbana, como em edições anteriores.

Crianças com deficiência: Dados sobre crianças com deficiência são extraídos de pesquisas domiciliares, e o indicador é definido com a proporção de crianças de 2-9 anos de idade com no mínimo um tipo de deficiência declarada na pesquisa (por exemplo, cognitiva, motora, convulsiva, visual ou auditiva). Questões sobre crianças com deficiência são dirigidas aos pais ou àqueles que cuidam delas, que são solicitados a fornecer uma avaliação pessoal do desenvolvimento e das condições físicas e mentais da criança. Antes de junho de 2008, as estimativas eram calculadas com base em nove das dez questões do MICS sobre deficiência; desde então, os dados baseiam-se em um número maior de questões.

Explicação dos símbolos

Uma vez que o objetivo destas Tabelas Estatísticas é fornecer um quadro amplo da situação da criança e da mulher em todas as partes do mundo, a inclusão de qualificações de dados e de notas de rodapé mais detalhados é considerada inadequada para esta seção. Fontes e anos relativos a dados específicos incluídos nas tabelas estatísticas estão disponíveis no site www.childinfo.org.

Símbolos específicos para uma tabela em particular estão incluídos nas notas de rodapé da própria tabela. Os símbolos apresentados a seguir são comuns a todas as tabelas:

- Dados não disponíveis.
xDados referem-se a anos ou períodos que não os especificados no título da coluna, que diferem da definição padrão ou que se referem a apenas parte de um país. Esses dados não estão incluídos no cálculo das médias regionais ou globais.
y Dados referem-se a anos ou períodos que não os especificados no título da coluna, que diferem da definição padrão ou que se referem a apenas parte de um país. Esses dados estão incluídos no cálculo de médias regionais e globais.
*Dados referem-se ao ano mais recente com informações disponíveis durante o período especificado no título da coluna.
§ Inclui territórios e países dentro de cada categoria de país ou grupo regional. Os países e territórios em cada categoria de país ou grupo regional de países são apresentados no Resumo de Indicadores.


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