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Jovem cria programa de rádio para estimular debate sobre infância e adolescência

Todas as semanas, Artur Moreno solta sua voz e sua criatividade nas ondas da rádio comunitária do Cosmos, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, e fala em alto e bom som sobre temas de interesse das crianças e dos adolescentes, como educação, saúde e proteção. Ele mesmo montou o programa, estimulado por tudo o que viveu e aprendeu como Adolescente Comunicador da Plataforma dos Centros Urbanos – iniciativa do UNICEF e parceiros para a promoção dos direitos das crianças e dos adolescentes e a redução das desigualdades que afetam meninos e meninas que vivem nas grandes cidades.

Nos outros dias da semana, aprende a se comunicar sem usar a voz, levando os mesmos conhecimentos a um grupo de jovens surdos. A cada quinze dias, Moreno também reúne adolescentes e jovens de sua comunidade para uma roda de conversa sobre assuntos de seu interesse.

Quem vê Artur assim, tão engajado com a defesa dos direitos das populações mais jovens, não imagina que sua vida se transformou há apenas três anos, quando ainda cursava o ensino médio. Foi nessa época, aos 17 anos, que ele conheceu a Plataforma dos Centros Urbanos, por influência dos pais, que participavam do Grupo Articulador Local Cuidar é Crescer. “Não tenho vergonha de dizer que comecei porque estava sem ter o que fazer à tarde. Mas agora aliar o meu trabalho à área social é o que eu quero fazer para o resto da minha vida”, conta.

Atualmente, Moreno cursa o quarto período de Tecnologias de Sistemas de Computação e planeja alinhar seu trabalho social com a tecnologia. “Ainda não sei bem o que será, mas posso, por exemplo, desenvolver programas de computação que promovam a inclusão e ajudem os projetos sociais”, imagina.

A inspiração para o trabalho ele encontra na experiência que vem tendo com as crianças e os adolescentes, mas também em casa. A mãe fundou e hoje coordena uma organização não governamental que oferece reforço escolar, esporte, informática a crianças e adolescentes. O pai é diretor adjunto de uma escola pública.

No último mês de junho, o jovem teve a oportunidade de participar da Rio+20, a conferência da Organização das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável. Em sua fala, Moreno chamou atenção para as médias nacionais que medem o avanço dos países, em especial com relação aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. “Quando você olha para as médias nacionais, um país pode cumprir, por exemplo, a meta de saneamento básico, com 84% de cobertura. Mas eu sou parte dos 16% que ficaram de fora, que não têm escola, esgoto, asfalto ou rede de saúde na comunidade”, explicou.

Para Moreno, os adolescentes e jovens são importantes agentes de mudança na sociedade. “São eles que conhecem a realidade local, porque moram nas comunidades, sabem onde estão os problemas e o que precisa ser feito”, defende.

 

 
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