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Jogos e brincadeiras ajudam a promover direitos da infância em comunidade popular de São Paulo

Amanda de Paula Martins tem a fala firme e determinada de uma jovem que, aos 19 anos, utiliza toda a sua energia para ajudar a melhorar a vida das crianças e dos adolescentes que moram na comunidade da Fazenda da Juta, na Zona Leste da cidade de São Paulo.

Desde 2009, Amanda participa, como membro do Grupo Articulador Local Cires, da Plataforma dos Centros Urbanos – iniciativa do UNICEF e parceiros para a promoção dos direitos das crianças e dos adolescentes e a redução das desigualdades que afetam meninos e meninas que vivem nas grandes cidades. Em 2011, tornou-se Adolescente Comunicadora. Ao contrário da maior parte dos adolescentes participantes da iniciativa, Amanda não mora na comunidade em que atua. “Quando eu conheci a Fazenda da Juta, vi a realidade da minha cidade, percebi que o mundo não era ‘cor de rosa’ como eu pensava que era. A partir daí, tomei aquela causa para mim, abracei com unhas e dentes”, conta.

Com seu Grupo Articulador, Amanda atua em parceria com as escolas públicas da comunidade, desenvolvendo atividades com meninos e meninas durante os horários de intervalo das aulas, promovendo a reflexão sobre ética e cidadania, por meio de jogos e brincadeiras. “Para mim, o maior desafio é que o núcleo familiar está totalmente desestabilizado, e isso é o maior causador de problemas na escola”, acredita.

Amanda conta que sua participação na Plataforma ajudou a mudar sua perspectiva sobre a sociedade, as pessoas, a cidade e a política. “Nosso grupo como um todo ganhou muito conhecimento, aprendemos que saber é poder. Faltou procurarmos algum parceiro que nos ajudasse a financiar os nossos projetos, mas isso nós ainda vamos achar e o trabalho vai decolar”, afirma confiante.

Enquanto desenvolve as ações na comunidade, Amanda traça planos para o futuro. “Talvez eu me candidate a algum cargo político, ou para conselheira tutelar, além de fazer a faculdade de história e começar a dar aula”, revela. “Meu maior sonho é ver os adolescentes com quem trabalho hoje terem sua vida mudada com o trabalho que eu faço, que a sementinha que plantei germine e dê muitos frutos de justiça”, finaliza.

 

 
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