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Adolescente atua pela melhoria das condições de vida de meninos e meninas em comunidade popular de Itaquaquecetuba

© UNICEF/BRZ/Richard Stanley

A ausência de conforto, de saneamento básico e, algumas vezes, de alimentação, quase não se deixa perceber no diálogo com Raquel Aldenice Maciel, que participa do Grupo Articulador Nova Geração da Plataforma dos Centros Urbanos, em Itaquaquecetuba (SP). Por meio dessa iniciativa do UNICEF e seus parceiros, a adolescente de sorriso franco e sempre pronta para uma boa conversa participa ativamente, com outros jovens e adultos, das discussões e do planejamento de estratégias para promover avanços na garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes de sua comunidade.

Aos 15 anos, Raquel mora com os dois irmãos mais novos em uma casa improvisada, construída numa colina próxima à rodovia Ayrton Senna, no município de Itaquá. Ela não conheceu o pai, e a mãe, que trabalha em outra cidade, encontra os filhos a cada 15 dias. Nesse período, as crianças ficam sob a responsabilidade dos avós e do tio, que vivem ao lado. Mas é Raquel quem arca com todo o trabalho da casa.

Em meio à rotina puxada, ela encontra tempo para participar dos encontros e atividades da Plataforma. “Vejo muitos colegas fazendo coisa errada por aí. Acho que isso é sinal de acomodação, de falta de vontade de lutar. Eu acredito muito que nós podemos mudar as coisas se quisermos”, afirma a adolescente, que se preocupa especialmente com as crianças que sofrem violência doméstica. “Precisamos informar essas crianças que elas podem procurar ajuda! É para isso que existe o Estatuto da Criança e do Adolescente!”, defende.

A participação de meninos e meninas como Raquel é um dos diferenciais da Plataforma dos Centros Urbanos. Muitos atuam como Adolescentes Comunicadores e recebem bolsa – oferecida pela Secretaria Municipal do Trabalho, em São Paulo, e pela Secretaria Municipal de Saúde, no Rio de Janeiro – para desenvolver a função de mobilizadores sociais em suas comunidades. Outros, como Raquel, são voluntários, interessados em participar do processo de transformação social proposto pela iniciativa.

Vários são os exemplos de adolescentes envolvidos que, aos poucos, vêm ampliando seu espaço de atuação e o alcance na Plataforma. No entanto, a coragem e a resiliência de Raquel impressionam seus colegas de grupo. “O exemplo dela dá força pra gente”, reforça Midian da Silva Maciel, uma das Adolescentes Comunicadoras de Itaquaquecetuba.

Para Raquel, esse mérito está ao alcance de todos. Basta se esforçar para obtê-lo. Ela explica: “Eu quero ser professora de História e uma atleta de ponta um dia. É por isso que estudo e treino tanto. Eu sei que vou conseguir”.

 

 

 

 

Garantindo os direitos de meninas e meninos nas cidades brasileiras


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