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Novo olhar para minha comunidade

© Divulgação/Cedaps

Todos os dias, quando acorda na casa de seus pais, no Morro dos Urubus, Ariane Cristina Nazaré Gonçalves pensa em si e na sua comunidade de forma diferente. Com 19 anos de idade, ela está cursando o ensino técnico e decidiu tornar-se agente comunitária de saúde após participar do projeto Mapeamento Digital de Riscos Socioambientais Liderado por Jovens. Uma iniciativa do UNICEF, em parceria técnica com o Centro de Promoção da Saúde (Cedaps) e apoio da American Airlines e MSC, o projeto é realizado em 10 comunidades do município do Rio de Janeiro, envolvendo 240 adolescentes.

"Com o projeto, passei a interagir mais com os jovens e adolescentes da comunidade onde moro. Poder mapear os riscos a partir do nosso olhar foi muito importante. Ainda mais quando sentamos para discutir e buscar juntos soluções para os riscos que identificamos", conta Ariane, que vive com seus pais e mais dois irmãos de 5 e 12 anos de idade.

Após refletir sobre a temática social e ambiental, os participantes do projeto aprendem a usar uma tecnologia desenvolvida pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Os adolescentes saem às ruas com celulares com um aplicativo inovador que permite produzir fotos georreferenciadas, alimentando automaticamente um mapa digital on-line. Analisando os riscos mapeados, como pontos de desmoronamento, esgoto a céu aberto, passagens sem iluminação, o grupo passa a elaborar planos de ação para conseguir as mudanças necessárias.

Por não circular na parte alta da comunidade, Ariane não sabia, por exemplo, que existia uma área de lixão, que as crianças usavam para brincar. No Morro dos Urubus, o grupo decidiu realizar campanhas educativas usando as redes sociais, além de uma gincana ambiental envolvendo os moradores da comunidade.

"Essa experiência acendeu a chama de realizar mudanças no lugar onde vivo. Também me encorajou a fazer a prova para agente comunitária de saúde e estar mais perto da comunidade, para conhecer melhor as suas necessidades e poder fazer parte das soluções", completa Ariane, que está fazendo um curso técnico em Gestão em Saúde. Como agente de saúde, Ariane visita as famílias, conversa com as mães e gestantes, fazendo promoção básica de saúde.

"Acredito que os desafios podem ser superados e que a participação do jovem nessa mudança é extremamente importante. A gente não tem uma visão muito presa e nosso poder de convencimento é maior, assim como a vontade e a energia para realizar as mudanças", conclui Ariane.

Veja mais depoimentos sobre o projeto em https://www.youtube.com/watch?v=3sZSqMW-uTs

Para mais informações sobre as atividades realizadas, leia o boletim informativo.

 

 
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