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Adolescentes e jovens indígenas de todo o País discutem os seus direitos

Brasília, 17 de setembro – Adolescentes e jovens indígenas de todo o País terão um momento importante para discutir a sua realidade. São cerca de 50 jovens de diversas etnias e referências culturais, que falam diferentes línguas maternas, reunidos em torno de um mesmo objetivo: garantir que seus direitos sejam cumpridos. Eles participarão do evento Adolescentes e Jovens Indígenas no II Encontro Nacional dos Povos das Florestas, entre 18 e 20 de setembro, no Centro de Convenções de Brasília.

De acordo com os números do Censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), 71% das crianças e jovens indígenas são pobres (vivem em famílias com renda per capita de até meio salário mínimo). Segundo a pesquisa, 15% dos indígenas de 12 a 17 anos são analfabetos, número mais de três vezes maior do que a média nacional. Além disso, quase a metade das mortes registradas em aldeias, de acordo com a Fundação Nacional da Saúde (Funasa), é de crianças com menos de 5 anos de idade, causadas por desnutrição, infecções respiratórias e parasitoses.

“O que queremos é promover a interação e o diálogo dos adolescentes e jovens indígenas e, assim, ajudá-los a construir maneiras de participar ativamente da sociedade”, explica Marie-Pierre Poirier, representante do UNICEF no Brasil. Foram convidados para o encontro jovens que já realizam ações de protagonismo em seus municípios e Estados. Quando retornarem para suas comunidades, eles vão tornar-se multiplicadores e dar continuidade à experiência iniciada em Brasília.

A agenda do encontro prevê uma série de atividades de debates e integração. Entre elas, está a Mesa de Diálogo – Crianças, Adolescentes e Jovens das Florestas, que será realizada no dia 19, a partir das 14h. Nessa oportunidade, jovens indígenas e especialistas discutirão temas como educação, saúde e cultura indígena.

O evento Adolescentes e Jovens Indígenas é resultado de uma parceria entre o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), o Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) e o Movimento de Estudantes Indígenas do Amazonas (Meiam).

Educomunicação – Os adolescentes indígenas também participarão de atividades de educomunicação, que serão coordenadas pela Agência ViraJovem de Notícias. Esses jovens vão se apropriar de ferramentas de comunicação para realizar a cobertura do que acontece no II Encontro Nacional dos Povos das Florestas. Vão contar as histórias de seus povos sob sua própria ótica. A formação acontecerá de forma contínua, com encontros para despertar o olhar crítico em relação à comunicação, além das oficinas que possibilitarão um conhecimento técnico da mídia.

Declaração – O encontro dos adolescentes acontece pouco depois da aprovação, no último dia 13, da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. Esse documento garante direitos fundamentais, como o respeito às tradições culturais, a participação política, o direito à terra e à proteção do conhecimento tradicional.

A diretora executiva do UNICEF, Ann Veneman, comemorou a aprovação do documento. “Há aproximadamente 370 milhões de indígenas no mundo. Crianças e adolescentes são a maioria. Em muitos casos, eles são os mais vulneráveis e marginalizados de suas sociedades. Na América Latina, por exemplo, os indicadores sociais e econômicos relativos às populações indígenas encontram-se entre os piores das médias nacionais”, explica.

II Encontro Nacional dos Povos das Florestas – O encontro reunirá índios, seringueiros, ribeirinhos, pescadores e organizações da sociedade civil. A primeira edição aconteceu quase 20 anos atrás, sob a influência do líder seringueiro Chico Mendes. O desafio colocado é a unificação dos interesses comuns dos povos que vivem na Amazônia e nos biomas: Caatinga, Mata Atlântica, Cerrado, Pampa e Pantanal. Além da conservação da floresta e da distribuição de renda, as discussões enfocarão temas que estão na ordem do dia, como mudanças climáticas e grandes obras de infra-estrutura. O II Encontro Nacional dos Povos das Florestas vai estender-se ainda até o dia 23 e reunirá mais de 3 mil pessoas.

Mais informações
Gilberto Nascimento – Tel.: (61) 3035 1994
Pedro Ivo Alcantara – Tel.: (61) 3035 1983

 

 
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