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UNICEF anuncia queda nas taxas mundiais de mortalidade na infância

Pela primeira vez mortes de crianças menores de 5 anos são inferiores a 10 milhões por ano

Nova Iorque, 13 de setembro – Os dados estatísticos mais recentes do UNICEF indicam que houve queda nas taxas de mortalidade entre crianças menores de 5 anos. O número global de mortes de meninos e meninas caiu a níveis inéditos, atingindo 9,7 milhões de mortes por ano. Em 1990, esse número chegou a quase 13 milhões.

Os dados estatísticos resultam de diversas fontes de dados dos países e de duas pesquisas: a de Indicadores Múltiplos Conglomerados (MICS) e a de Demografia e Saúde, ambas conduzidas pelo UNICEF. A série mais recente foi feita em mais de 50 países entre 2005 e 2006.  Juntamente com as Pesquisas de Demografia e Saúde patrocinadas pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), as de indicadores múltiplos constituem a mais importante fonte individual de informação sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e formam a base para trabalhos de avaliação a respeito da sobrevivência infantil.

“Vivemos um momento histórico”, afirmou a diretora executiva do UNICEF, Ann Veneman. “Mais crianças estão sobrevivendo hoje do que em qualquer outro momento. Devemos aproveitar o impulso deste êxito na área da saúde pública para conquistar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”.

De acordo com as metas estabelecidas pelas Nações Unidas e assinadas por vários países, incluindo o Brasil, o mundo deve reduzir em dois terços, até 2015, o número de crianças que morrem antes de completar o quinto aniversário.

Ann Veneman disse também que, apesar das boas notícias, a comunidade mundial não deve se contentar com essa redução. “Perder 9,7 milhões de vidas de crianças continua a ser um fato inaceitável. Essas mortes podem ser evitadas. Quando os meninos e meninas têm acesso aos serviços de atenção à saúde integrados e comunitários, com o respaldo de sistemas de notificação eficientes, é possível salvar muitas dessas vidas”.

Os resultados divulgados hoje em Nova Iorque confirmam o progresso obtido com a queda nas taxas de mortalidade por sarampo, observado desde 1999, com uma redução de cerca de 60% no número de mortes causadas por essa doença. Nos países da África ao sul do Saara, a proporção caiu cerca de 75%.

No Brasil, a taxa de mortalidade entre crianças menores de 5 anos caiu de 59,6 para 31,1 por mil nascidos vivos entre 1990 e 2005, com base nos números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Isso representa uma redução de 48%. Nos últimos cinco anos, essa redução na taxa significou que as mortes de mais de 20 mil crianças foram evitadas. O Brasil se comprometeu a diminuir a taxa de mortalidade de crianças com menos de 5 anos em dois terços de 1990 até 2015.

A região da América Latina e Caribe está próxima de conquistar o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio que diz respeito à mortalidade na infância, uma vez que das 55 mortes por 1.000 nascidos vivos registradas em 1990, essa região passou a apresentar 27 mortes por 1.000 nascidos vivos.

Em vários países, o progresso obtido com relação às pesquisas anteriores (de 1990 e 2000) também foi notável.  Marrocos, Vietnã e República Dominicana, por exemplo, reduziram em mais de um terço as taxas de mortalidade de menores de cinco anos. Em Madagascar, a taxa diminuiu 41%, enquanto, em São Tomé e Príncipe, registrou-se uma queda de 48%.

Dos 9,7 milhões de crianças que morrem todo ano, 3,1 milhões estão na Ásia Meridional e 4,8 milhões, na África ao sul do Saara. Nos países em desenvolvimento, em geral, as taxas de mortalidade na infância são consideravelmente mais altas entre os meninos e meninas que vivem em áreas rurais e cujas famílias são mais pobres. Nos países desenvolvidos, a taxa de mortalidade infantil é de apenas seis por 1.000 nascidos vivos.

As taxas mais elevadas de mortalidade na infância continuam a ser registradas nos países da África Ocidental e Central. Na África Meridional, entretanto, a propagação do HIV tem impedido o progresso em prol da sobrevivência dos meninos e meninas, que havia sido conquistado com grande esforço.

Grande parte dos avanços obtidos em diversas partes do mundo se deve à adoção generalizada de ações e políticas de saúde básica, como o aleitamento materno precoce e exclusivo, a vacinação contra o sarampo, a oferta de suplementos de vitamina A e o emprego de mosquiteiros impregnados com inseticida para evitar a malária.

“Os novos dados que temos demonstram que é possível avançar quando as medidas que já provaram ser eficazes são expandidas em caráter de urgência para toda a população ameaçada”, explicou a diretora executiva do UNICEF, Ann Veneman. “Na África e em outras partes do mundo, é necessário que se passe a agir em prol da sobrevivência dos meninos e das meninas”.

Para obter mais informações, entre em contato com:
Gilberto Nascimento, UNICEF Brasil, (61) 3035 1994
Alexandre Magno, UNICEF Brasil, (61) 3035 1947

 

 
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