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Aracaju sedia oficina sobre trabalho infantil para comunicadores e atores sociais

A oficina, que faz parte da campanha nacional "É da Nossa Conta! Sem Trabalho Infantil e pelo Trabalho Adolescente Protegido", será realizada nesta sexta-feira, 20 de setembro

São Paulo, 19 de setembro de 2013 – Comunicadores, formadores de opinião e atores sociais de cinco capitais do Nordeste (Aracaju, Maceió, Recife, Salvador e São Luís) estão sendo capacitados para contribuir no combate ao trabalho infantil e proteção do trabalho adolescente, tendo a comunicação como estratégia. A ação é realizada pela ONG baiana CIPÓ Comunicação Interativa e integra a campanha colaborativa nacional "É da Nossa Conta! Sem Trabalho Infantil e pelo Trabalho Adolescente Protegido", encabeçada pela Fundação Telefônica Vivo, e prevê um conjunto de estratégias para contribuir com a erradicação do trabalho infantil no País.

Em Aracaju, a oficina será realizada nesta sexta-feira (20/9), das 8h às 12h, no auditório do Jatobá Praia Hotel, localizado na Av. Santos Dumont, 478, Atalaia, Aracaju, SE. As inscrições estão sendo efetuadas pelo endereço http://goo.gl/WKDNvz.

As capacitações visam sensibilizar tanto comunicadores quanto atores sociais vinculados ao Sistema de Garantia dos Direitos das Crianças e Adolescentes para a noção de que a comunicação é decisiva no combate às formas exploratórias de trabalho. Segundo dados do IBGE, no Brasil há 3,4 milhões de crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos em situação de trabalho, alguns deles enquadrados nas piores formas. A situação é bastante crítica nas Regiões Norte e Nordeste, onde vivem 1,4 milhão desses meninos e meninas.

As ações de mobilização têm como objetivo contribuir diretamente para diminuição dos índices nas duas regiões brasileiras. Durante o mês de agosto, as cidades de Rio Branco, Manaus, Porto Velho e Belém também receberam a capacitação, sensibilizando profissionais da área dos direitos das crianças e adolescentes, além de jornalistas, assessores de imprensa e gestores. Para mobilizar a sociedade em torno do tema, a campanha pretende envolver diversos públicos, incluindo adolescentes, jovens, especialistas no assunto, comunicadores, operadores do sistema de garantia de direitos, pais e responsáveis.

A campanha
Esta é a segunda edição da Campanha É da nossa conta, lançada no dia 13 de junho, contando com a sensibilidade e apoio de artistas e formadores de opinião. Realizado em parceria com o UNICEF e a OIT, o projeto, que mobilizou mais de 25 milhões de pessoas em 2012, inicia nova fase para garantir os direitos das crianças e adolescentes. Desta vez, as ações de comunicação e mobilização social visam ao enfrentamento do trabalho infantil e ao esclarecimento das condições para a contratação legal de adolescentes para o mercado de trabalho.

A estratégia é propor aos cidadãos que se tornem agentes multiplicadores, produzindo e compartilhando informações nas redes sociais. Os atores Lázaro Ramos, que também é embaixador do UNICEF, Priscila Fantin, Ângelo Paes Leme e Francisco Cuoco apoiam a causa e gravaram vídeos para a campanha.

"Neste ano, direcionaremos os esforços para o Norte e o Nordeste, áreas historicamente com os maiores índices de trabalho infantil. Por isso, escolhemos como palco para o lançamento da campanha a cidade de Salvador", diz Françoise Trapenard, presidente da Fundação Telefônica Vivo. "Queremos mobilizar a sociedade quanto ao tema do trabalho infantil e garantir aos adolescentes um trabalho protegido, de forma que possam aprender uma profissão sem correr riscos ou prejudicar os estudos."

Estruturada a partir da Rede Promenino (portal de notícias e rede social da Fundação Telefônica focado na discussão do tema do trabalho infantil e adolescente), por meio de seus perfis nas redes sociais, plataforma e site, a campanha tem a internet como principal plataforma.

O mote "É da Nossa Conta", lançado na edição passada da campanha, foi mantido pela grande identificação e associação do público para com o projeto, além de chamar a atenção para o aspecto da corresponsabilização da sociedade civil e do Estado. "Destacamos um problema que se tornou opaco e culturalmente aceito, mas que de fato atinge milhares de crianças. É da minha conta, da sua e da conta de todos os brasileiros", completa Françoise.

"Essa campanha é muito importante e oportuna. Os governos e a sociedade precisam estar fortemente envolvidos no enfrentamento do trabalho infantil e percebê-lo como um obstáculo para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes, principalmente do direito à educação", afirma Gary Stahl, representante do UNICEF no Brasil. "O trabalho infantil ainda é uma das causas que impedem a frequência escolar e a aprendizagem de milhares de meninas e meninos. Muitas crianças acabam deixando a escola para trabalhar e ajudar na renda familiar ou mesmo para cuidar dos serviços domésticos," finaliza.

Sobre o Trabalho Infantil
No período de 2000 a 2010, a Região Nordeste foi a única que registrou redução em todos os Estados do número de crianças de 10 a 13 anos (14,96%) e de 10 a 17 anos trabalhando (23,28%), segundo dados do IBGE. Até então considerada uma das regiões mais críticas do País, esse resultado se deve tanto a campanhas realizadas pelo Sistema de Garantia de Direitos quanto à eficácia da política pública de transferência de renda – o Bolsa Família.

Já o Norte do Brasil teve um aumento de 12,7 mil crianças e adolescentes de 10 a 17 anos trabalhando no mesmo período. Segundo Renato Mendes, ex-coordenador do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil da OIT no Brasil, o novo índice da região se deve à dificuldade de acesso dos instrumentos da política pública federal, aos municípios longínquos, à distância entre escolas e domicílios e também aos períodos de chuva e transporte difícil.

Calendário das próximas capacitações
Aracaju – Sexta-feira 20 de setembro – Auditório do Jatobá Praia Hotel – Av. Santos Dumont, 478. Jardim Atalaia.
Salvador – Quarta-feira 25 de setembro – Auditório da Cipó – Rua da Paciência, 3784, Rio Vermelho.

A oficina em Maceió foi realizada no dia 18 de setembro.

Mais informações:
CIPÓ – Comunicação Interativa
Nilton Lopes, Coordenador do Núcleo de Incidência Política
Telefone: (71) 81817331

Fundação Telefônica Vivo
Aline Boniolo, Assessoria de Imprensa – Máquina PublicRelations
Telefones: (11) 3430 5955 e (11) 9 9650 4757
E-mail: aline.boniolo@grupomaquina.com

UNICEF
Estela Caparelli, Assessoria de Comunicação
Telefones: (61) 3035 1963 e (61) 8166 1648
E-mail: mecaparelli@unicef.org

 

 
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