Imprensa

Notícias

Notícias de 2013

Notícias de 2012

Notícias de 2011

Notícias de 2010

Notícias sobre o Haiti

Notícias de 2009

Notícias de 2008

Notícias de 2007

Concurso Adobe Youth Voices Aspire Awards UNICEF Challenge

Concurso infanto-juvenil de vídeos de um minuto

Materiais para radialistas

Dia Internacional da Criança no Rádio e na TV

Discursos do Representante do UNICEF no Brasil

Artigos

Outros discursos

Expresso 227

Contatos

 

UNICEF, SESAI e BEMFAM realizam oficinas para equipes de saúde indígena em Redenção/PA

O objetivo é fortalecer o SISVAN, incorporando-o às rotinas de atendimento da atenção básica à saúde

Belém, 29 de julho – O UNICEF, em parceria com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) do Ministério da Saúde e BEMFAM realiza em Redenção, no sul do Pará, entre os dias 31 de julho, 01 e 02 de agosto, a Oficina de Fortalecimento do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) Indígena, que tem por objetivo desenvolver capacidades dos profissionais das equipes multidisciplinares de saúde indígena para melhoria do atendimento às crianças indígenas do Distrito Sanitário Especial Indígena Kayapó (DSEI – Kayapó). 

O que se busca com estas oficinas é incorporar o Sistema às rotinas de atendimento da atenção básica à saúde. O SISVAN é uma ferramenta capaz de produzir informações de grande importância para a qualidade de vida das crianças e famílias brasileiras, como disponibilidade de alimentos, aspectos qualitativos e quantitativos da dieta consumida; práticas de alimentação e perfil da dieta complementar pós-desmame; e identificação da prevalência da desnutrição energético-proteica, entre outros fatores relacionados às enfermidades crônicas e transmissíveis. 

A oficina visa capacitar cerca de 40 enfermeiros, técnicos de enfermagem e nutricionistas do DSEI que atuam diretamente na atenção à saúde indígena. O que se espera é melhorar o serviço de acompanhamento do estado nutricional de cada criança, para detectar uma situação de risco, apontando para o desenvolvimento de ações que possibilitem a prevenção de seus efeitos e a garantia de reversão ao quadro de normalidade. 

A realização destas oficinas é parte das ações do UNICEF na garantia e promoção dos direitos de cada criança e cada adolescente da Amazônia. A ênfase no que se refere ao fortalecimento do SISVAN na região é no trabalho com as populações indígenas. Os indicadores de saúde indígena revelam que é grande a vulnerabilidade de suas crianças, exigindo que seja dada prioridade para capacitar e qualificar as equipes de saúde que atuam com estes grupos. 

Sobre o DSEI Kayapó
O DSEI Kayapó do Pará está localizado na região sul do Pará, fazendo divisa com o Mato Grosso e com o Tocantins. Neste distrito, a população é de 4.468 índios, em sua maioria Kayapó. Tanto Kayapós quanto Guajajaras vivem em seis municípios do sul do Pará: Bannach, Cumaru do Norte, Ourilândia do Norte, Pau D’Arco, Redenção e São Félix do Xingu.

Sobre os povos indígenas
Segundo censo IBGE 2010, vivem em aldeias hoje no Brasil cerca de 800.000 índios, distribuídos em 611 terras indígenas e centros urbanos. A população de mulheres indígenas é de aproximadamente 408.000 e de crianças indígenas entre 0 a 9 anos é de 101.000, distribuídas por todas as Unidades Federativas, exceto Piauí, Rio Grande do Norte e Distrito Federal. Na Amazônia Legal Brasileira encontramos 49% das 230 etnias, falantes de mais de 180 línguas diferentes.  

Os povos indígenas vivem experiências desiguais, quando comparados com a população branca, ao nascer, viver, adoecer e morrer, apesar da crescente melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano. 

Esses povos enfrentam dilemas ultra-singulares, como altos índices de suicídio, obstáculos à promoção da identidade e da tradição de suas comunidades, dificuldade de acesso e cobertura à saúde, impasses lingüísticos, escassez de meios de sobrevivência, como a caça e a pesca, inadequação de saneamento básico, cooptação por gangues que se organizam ao redor das aldeias, violência dentro das escolas e expansão vertiginosa do alcoolismo e da AIDS, além de extrema pobreza,  que afeta as crianças das aldeias.

No que diz respeito à saúde pública, apesar da significativa redução da mortalidade infantil no Brasil, os avanços registrados pelas médias nacionais não expressam iniquidades regionais por raça e etnia.  A taxa de mortalidade infantil para a população indígena é de 41,9 por mil nascidos vivos, enquanto a taxa nacional foi em torno de 19,0 por mil nascidos vivos, segundo dados do IBGE/Pnad/2009. No caso destes Caiapós, a mortalidade infantil está em 90 por mil nascidos, segundo dados do Sistema de Informação e Atenção à Saúde Indígena (SIASI/SESAI/MS), de 2012. Portanto, mais que o dobro da média dos demais povos indígenas.

Entre os anos de 2000 a 2009 foram registrados 6.754 óbitos de crianças menores de um ano de idade. O índice médio de mortalidade da criança indígena até 09 anos é quase o dobro do índice médio de mortalidade da criança não indígena. 

É importante registrar o perfil de morbidade das crianças indígenas: a desnutrição ainda é a principal doença nutricional; apresentam altas prevalências de doenças infecto-parasitárias (helmintíase, diarreia, micose, pediculose e malária); a incidência da tuberculose chega a ser cinco vezes maior que a registrada entre a população não indígena; altas frequências de doenças do aparelho respiratório, como a IRA, pneumonia, bronquite e asma, como também, doenças por causas externas (trauma simples e agressão). Ressalta-se que aos dados sobre as informações referidas podem estar subestimados, em decorrência principalmente da subnotificação na região Norte.

Serviço
O quê: 
Oficina de Fortalecimento do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) Indígena
Quando: 31 de julho, 01 e 02 de agosto
Hora: 8h às 18h
Onde: Auditório da Unidade de Saúde de Redenção (Av. Vilas Boas S/N. Setor Bela Vista)
Redenção/PA

Contato: Claudio Rodrigues
Coordenador Distrital
Telefone: (94) 9239-9246

Camila Dutra
Nutricionista
Telefone: (94) 9200-2029

 

 
unite for children