Imprensa

Notícias

Notícias de 2013

Notícias de 2012

Notícias de 2011

Notícias de 2010

Notícias sobre o Haiti

Notícias de 2009

Notícias de 2008

Notícias de 2007

Concurso Adobe Youth Voices Aspire Awards UNICEF Challenge

Concurso infanto-juvenil de vídeos de um minuto

Materiais para radialistas

Dia Internacional da Criança no Rádio e na TV

Discursos do Representante do UNICEF no Brasil

Artigos

Outros discursos

Expresso 227

Contatos

 

O trabalho infantil viola o direito de milhões de crianças à saúde, à educação e ao crescimento, diz UNICEF

© UNICEF/NYHQ2011-0769/Asselin
Crianças carregam pedras em uma pedreira perto da cidade de Makeni, em Serra Leoa.

Nova Iorque, 12 de junho de 2013 – No Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, o UNICEF chama a atenção para os milhões de crianças ao redor do mundo que estão envolvidas em alguma forma de trabalho perigoso ou explorador, geralmente à custa da sua saúde, sua educação, seu bem-estar geral e seu desenvolvimento.

Segundo a organização, milhões de crianças trabalham para sustentar suas famílias, mas o trabalho infantil torna-se inaceitável quando é realizado por crianças que são jovens demais e que deveriam estar na escola. Além disso, há muitas crianças que estão fazendo um trabalho inadequado para menores de 18 anos. Nas piores formas de trabalho infantil, as crianças são expostas a riscos para a saúde e para o perigo físico, o seu desenvolvimento é ameaçado, e elas são submetidas à exploração.

"Nós entendemos que muitas crianças trabalham para sustentar suas famílias", disse a diretora global de Proteção Infantil do UNICEF, Susan Bissell. "No entanto, quando as crianças são forçadas nas formas mais perigosas de trabalho, quando, então, faltam à escola, quando estão em risco e sua saúde e bem-estar são prejudicados, isso é inaceitável. Ações devem ser tomadas para resolver essa situação, incluindo, em primeiro lugar, o impedimento do trabalho."

O UNICEF estima que cerca de 150 milhões de crianças com idades entre 5 e 14 anos, ou quase uma em cada seis crianças nessa faixa etária, estejam envolvidas em trabalho infantil. De acordo com as últimas estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), 7,4 milhões de crianças na mesma faixa etária estão envolvidas no trabalho doméstico, que é desproporcionalmente realizado por meninas.

Os trabalhadores domésticos estão entre os trabalhadores mais explorados e abusados por uma série de razões, incluindo a discriminação, a exclusão das leis trabalhistas, isolamento, e sua natureza oculta. As crianças estão em risco ainda maior, devido à sua idade, à falta de consciência dos seus direitos, à separação de sua família e à dependência de seu empregador. Embora nem todas as crianças trabalhadoras domésticas sofram abuso ou exploração, as crianças que trabalham como empregadas domésticas estão particularmente vulneráveis ao tráfico, ao trabalho forçado e às piores formas de trabalho infantil, tornando o trabalho infantil doméstico uma das formas mais comuns e potencialmente exploradoras do trabalho infantil no mundo de hoje.

Em alguns países, o trabalho inovador na erradicação do trabalho infantil já está valendo a pena. Em Gujarat, na Índia, por exemplo, o UNICEF, em parceria com a Fundação IKEA, criou as Redes de Meninas Adolescentes (AGNs), que capacitam jovens sobre questões relacionadas a violações dos direitos das crianças, incluindo trabalho infantil e casamento infantil. As AGNs foram formadas em todas as 3.450 aldeias de Gujarat, com cerca de 35 mil membros que defendem os direitos das crianças envolvidas em trabalho infantil. Eles identificam outras crianças que trabalham – em campos de algodão, por exemplo – e, então, persuadem seus pais a enviá-las de volta para a escola. As AGNs identificaram 61.827 crianças fora da escola. Cerca de 20 mil crianças voltaram agora a frequentar as aulas.

O UNICEF diz que o trabalho mais duradouro deve ser realizado no nível governamental. A organização apoia a Convenção 189 da OIT sobre trabalhadores domésticos, aprovada em 2011, que atinge particularmente as mulheres e meninas no serviço doméstico, e felicitou Uruguai, Filipinas e Ilhas Maurício por serem os primeiros países a ratificar a Convenção. Outros 20 países começaram diálogos nacionais sobre a questão do trabalho doméstico em torno do processo de adoção da Convenção da OIT.

O UNICEF ajuda os países para que desenvolvam e implementem programas abrangentes que abordem o trabalho infantil, a partir do quadro jurídico e político, para aumentar a capacidade governamental, promover uma mudança social positiva e desafiar as normas culturais que sustentam o trabalho infantil.

Para mais informações
Rita Ann Wallace, UNICEF Nova Iorque
Telefone: + 1 212 326 7586 ou + 1 917 213 4034
E-mail: rwallace@unicef.org

 

 
unite for children