Imprensa

Notícias

Notícias de 2013

Notícias de 2012

Notícias de 2011

Notícias de 2010

Notícias sobre o Haiti

Notícias de 2009

Notícias de 2008

Notícias de 2007

Concurso Adobe Youth Voices Aspire Awards UNICEF Challenge

Concurso infanto-juvenil de vídeos de um minuto

Materiais para radialistas

Dia Internacional da Criança no Rádio e na TV

Discursos do Representante do UNICEF no Brasil

Artigos

Outros discursos

Expresso 227

Contatos

 

Bem-estar das crianças nos países ricos: uma visão comparativa

© UNICEF Innocenti Research Centre

Florença/Dublin, 10 de abril de 2013 – O Centro de Pesquisas Innocenti, do UNICEF, lançou hoje estudo da série Report Card sobre o bem-estar das crianças nos países ricos. O relatório revela que Holanda e quatro países nórdicos – Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia – surgem uma vez mais no topo de uma tabela sobre o bem-estar das crianças, enquanto quatro países do sul da Europa – Espanha, Grécia, Itália e Portugal – encontram-se na metade inferior da mesma tabela.

Num momento em que o debate sobre as medidas de austeridade e os cortes nos gastos sociais dominam a ordem do dia, o Report Card 11 compara os resultados alcançados nas 29 economias mais avançadas do mundo em consequência das políticas e medidas tomadas para garantir o bem-estar das suas crianças ao longo da primeira década deste século. Segundo o estudo, essa comparação internacional demonstra que a pobreza infantil nesses países não é inevitável, mas sensível às políticas, e que alguns países protegem muito melhor as crianças mais vulneráveis do que outros.

"Tanto em tempo de crise econômica, como o que vivemos atualmente, como em períodos mais favoráveis em termos financeiros, o UNICEF apela aos governos e parceiros sociais para que coloquem as crianças, os adolescentes e os jovens no centro dos seus processos de decisão", declarou Gordon Alexander, diretor do Centro de Pesquisas do UNICEF. "Cada vez que consideram ou adotam uma nova medida política, os governos devem analisar as suas consequências concretas para as crianças, para as famílias com filhos, os adolescentes e os jovens. Esses grupos não participam nos processos políticos e a sua voz raramente é escutada".

O "Report Card 11: O bem-estar das crianças nos países ricos" mede o os progressos conseguidos em cinco dimensões da vida das crianças: bem-estar material, saúde e segurança, educação, comportamentos e riscos, habitação e meio ambiente.

Segundo o estudo, não existe uma relação direta entre o PIB per capita e o bem-estar geral das crianças. Por exemplo, a Eslovénia está mais bem classificada do que o Canadá; a República Checa, melhor do que a Áustria; e Portugal, melhor do que os Estados Unidos.

Apesar de alguns retrocessos em determinados países e em indicadores concretos na primeira década do século XXI, verifica-se uma melhoria generalizada e constante dos diversos aspectos do bem-estar infantil no mundo industrializado. Em todos os países sobre os quais se dispõem de dados, reduziram-se a mortalidade infantil e a percentagem de famílias com baixo poder de compra, ao mesmo tempo em que a taxa de matrícula em graus de ensino secundário aumentou.

Contudo, devido à persistente falta de dados atualizados e comparáveis à escala internacional sobre a vida das crianças – a maior parte dos dados do relatório é de 2010, pois é a informação comparativa disponível mais recente, reportando-se, portanto, a um período anterior à crise – não estão refletidas no estudo as consequências da austeridade que, especialmente em países do sul da Europa, como Portugal, tem marcado fortemente os últimos três anos. (ver nota sobre os dados no final deste texto)

Não obstante, os dados refletem majoritariamente tendências resultantes de investimentos em longo prazo na vida das crianças. Por exemplo, é pouco provável que o nível médio dos resultados educacionais, as taxas de imunização ou a prevalência de comportamentos de risco mudem de forma significativa a curto prazo devido à recessão dos últimos três anos.

Por outro lado, a dimensão "comportamentos e riscos" apresenta algumas boas notícias. Por exemplo, entre as crianças de 11 a 15 anos nos 29 países abrangidos pelo estudo, apenas 8% declaram fumar cigarros pelo menos uma vez por semana; 15% confessam ter-se embriagado pelo menos duas vezes na vida; 99% das meninas não engravidam durante a adolescência; e cerca de dois terços das crianças não foram vítimas de bullying escolar nem participaram em brigas.

Pelo lado negativo, o nível de atividade física continua baixo. Os Estados Unidos e a Irlanda são os únicos países onde mais de 25% das crianças praticam exercício físico pelo menos uma hora por dia.

O Report Card 11 inclui também as opiniões das crianças sobre o seu nível de satisfação com a sua própria vida. As suas conclusões refletem-se na tabela respectiva e, em termos genéricos, estão em linha com as medidas do bem-estar com base nos dados, embora haja exceções: as crianças na Espanha, Estónia e Grécia concederam aos seus países uma classificação muito mais alta, enquanto as da Alemanha, de Luxemburgo e da Polônia pontuaram pior os seus.

"Precisamos conhecer melhor o modo como as crianças percebem e avaliam a sua vida, devemos saber o que é importante para elas e fazê-lo de forma mais sistemática", declarou Gordon Alexander. "A voz das crianças, mesmo das pequenas, é fundamental. Neste relatório, as crianças e adolescentes reiteram as suas mensagens incluídas em relatórios anteriores sobre o bem-estar da infância: os governos devem orientar as suas políticas de maneira a proteger o futuro em longo prazo das suas crianças e das suas economias. Hoje, mais do que nunca, esta é uma questão premente".

NOTA SOBRE OS DADOS – A medição do bem-estar das crianças é uma área de trabalho relativamente recente, por isso, a visão apresentada no estudo continua a ser um trabalho em evolução que deve ser aperfeiçoado.

A sua principal limitação resulta do fato de os dados internacionalmente comparáveis sobre o bem-estar das crianças não serem suficientemente atualizados. Entre a coleta de dados, a partir de diversas fontes dispersas, a sua verificação em termos qualitativos e a comparação internacional, decorrem habitualmente cerca de três anos, o que significa que a maior parte das estatísticas sobre o bem-estar das crianças nesse trabalho diz respeito ao período 2009-2010.

Um atraso desses, que seria frustrante no melhor dos períodos, tem agora um peso maior, pois não reflete o agravamento da situação econômica e social dos últimos três anos, com o aumento exponencial do desemprego, os cortes em gastos governamentais que afetam a vida de milhões de crianças.

Acesse a íntegra do relatório (disponível em espanhol e inglês) em http://www.unicef-irc.org/publications/pdf/rc11_spa.pdf e http://www.unicef-irc.org/publications/pdf/rc11_eng.pdf

 

 

 

 

Biblioteca

Acesse a íntegra do relatório (disponível em espanhol e em inglês).
unite for children