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Adolescentes de toda a Amazônia Legal vão se reunir em Belém e propor políticas para a juventude

Durante o encontro, será produzida a Carta dos Adolescentes e Jovens da Amazônia Legal. Documento vai falar sobre assassinato de adolescentes e jovens, criminalização da juventude e como os jovens estão participando da formulação de políticas públicas. O objetivo é que governadores e secretários de Segurança Pública dos Estados recebam a carta em mãos no último dia do evento.

Belém, 5 de abril de 2013 – Eles são quase um terço da população brasileira, mas estão sendo mortos, recebem uma educação de baixa qualidade, sofrem discriminação e impactos negativos de grandes obras e projetos e são ignorados na formulação de políticas públicas que podem melhorar sua vida.

Esses e outros desafios de crescer na Amazônia estão nas pautas do Encontro Amazônico de Adolescentes e do Colóquio Amazônico de Adolescentes, que será realizado em Belém no período de 8 a 11 de abril de 2013. Os Estados da Amazônia Legal são Maranhão, Pará, Amapá, Tocantins, Amazonas, Roraima, Rondônia, Acre e Mato Grosso. O encontro vai reunir quase 200 adolescentes dos nove Estados da Amazônia Legal, que, ao final do encontro, vão entregar a Carta de Princípios dos Adolescentes da Amazônia Legal aos representantes dos governos dos Estados envolvidos.

O evento é organizado pelo Centro de Defesa de Crianças e Adolescentes – CEDECA Emaús, em articulação com o UNICEF e o Governo do Estado do Pará, com o apoio da Celpa.

Os adolescentes vão pedir que sejam tomadas providências para reduzir os alarmantes índices de morte de adolescentes e para incluir o direito à participação nas agendas dos governos estaduais e municipais. “A vida dos adolescentes na Amazônia está em risco por causa da discriminação, da violência urbana e da falta de oportunidades de educação e emprego. Apesar disso, ninguém nos ouve”, disse Mairã Soares (17 anos), uma das organizadoras do evento.

Segundo o Mapa da Violência 2012, desde 2002, 6.662 adolescentes e jovens foram mortos só no Pará, Estado campeão em mortes na Amazônia. Destes, 3.212 eram negros.
O Pará é o 6º Estado brasileiro mais perigoso para os adolescentes.
Ananindeua e Marabá estão entre as 20 mais perigosas; a primeira em 17º e a segunda em 5º lugar.

As violações a que Mairã se refere podem ser confirmadas por índices oficiais como o Mapa da Violência, que mostra que, somente em 2010, 3.471 adolescentes e jovens com idades entre 12 e 21 anos de idade foram assassinados no Pará. Outro indicador, o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), aponta uma projeção de mais de 3 mil adolescentes mortos de forma violenta na Região Norte até 2015 se nada for mudado.

Uma prova concreta de que os assassinatos são resultados da discriminação é que, entre os 3.471 adolescentes mortos em 2010, 259 eram brancos e 3.212 eram negros.

Educação, Participação e acesso à informação
Os índices de educação dos jovens na Região Norte só se igualam no Brasil aos do Nordeste. O índice de crianças e adolescentes que estão atrasados na escola é de 89% na Região Norte, contra 76% do índice nacional.

Participar da vida política, opinar sobre políticas públicas e ser ouvidos em suas reivindicações são direitos já consagrados de crianças, adolescentes e jovens, porém essa é outra área em que os jovens estão invisíveis. Entre os nove Estados da Amazônia Legal, nem todos possuem conselhos da juventude, e os que possuem enfrentam problemas como falta de interesse, recursos escassos e falta de estrutura para funcionamento.

O índice de crianças e adolescentes que estão atrasados na escola é de 89% na Região Norte, contra 76% do índice nacional.

O acesso à informação é outro déficit que compromete a participação, segundo dados do IBGE. Enquanto nas demais regiões brasileiras cerca de 50% da população acessa a internet, na Região Norte esse número é de 34%.

Com educação precária, falta de acesso à informação e participação nula, sobram problemas típicos da ausência de desenvolvimento. Isso pode ser visto nos índices de gravidez na adolescência: na Região Norte quase 10% das adolescentes entre 15 e 17 anos já têm pelo menos um filho. A taxa nacional é de 6% e algumas regiões registram 5%.

Serviço
O quê: Encontro Amazônico de Adolescentes
Quando: De 8 a 10 de abril
Onde: Auditório da Cidade de Emaús (Rua Yamada, 17 – Bengui)

O quê: Colóquio e entrega da Carta dos Adolescentes às autoridades
Quando: 11 de abril
Onde: Centro de Memória da Amazônia – Travessa Rui Barbosa, 491 (esquina com Ó de Almeida) – Reduto

Mais informações
Mairã Soares/Renata Trindade/Celina Hamoy (comissão organizadora)
Telefone: (91) 3241 7007

Jaqueline Almeida (assessora de Comunicação do Movimento de Emaús)
Telefones: (91) 3241 7007 e 8242 0434

Ida Pietricovsky (assessora de Comunicação do UNICEF)
Telefones: (91) 3073 5700 e 8128 9022

 

 
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