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BEMFAM, UNICEF E SESAI juntos para diminuir a mortalidade infantil indígena

© UNICEF/BRZ/João Ripper

Belém, 5 de abril de 2013 – Entre os próximos dias 8 e 13 de abril será realizada em Altamira a oficina sobre Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI) para profissionais de equipes multidisciplinares de saúde indígena. O evento visa desenvolver a autonomia das equipes com o objetivo de melhorar o atendimento às crianças indígenas no Pará, mais especificamente, nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) de Altamira e Kaiapó.

Com essa ação, BENFAM, UNICEF, Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), do Ministério da Saúde, e DSEI esperam diminuir a mortalidade infantil, com o enfrentamento às doenças prevalentes na infância. Esperam ainda desenvolver as capacidades dos profissionais das equipes multidisciplinares de saúde indígena, buscando aumentar a sua autonomia para atuar de forma simultânea e integrada, respeitando a cultura e a crença de cada etnia. Voltada à saúde de crianças pequenas, a oficina espera melhorar o atendimento às 1.600 crianças de até 6 anos, melhorando a vida de cerca de 1.600 famílias. 

A priorização dos distritos foi feita pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), do Ministério da Saúde, em diálogo com a organização não governamental BEMFAM e UNICEF, que vão realizar a oficina. Serão 16 etnias beneficiadas com essa ação, que vivem nos municípios de Altamira, São Felix do Xingu, Senador José Porfírio, Vitória do Xingu, Banach, Cumaru do Norte, Ourilândia do Norte e Pau D’Arco, todos no Estado do Pará.

A BEMFAM e o UNICEF articulam gestores públicos locais e equipes multiprofissionais de saúde indígena para garantir a implementação da AIDPI. Foram selecionados os profissionais, que desenvolvem práticas cotidianas em comunidades indígenas, para participação nas oficinas de capacitação em AIDPI. Para a oficina da AIDPI, são utilizados os instrumentos definidos e preconizados pelo Ministério da Saúde. Os conteúdos das capacitações foram definidos por meio de diálogo com a coordenação da SESAI e outras instituições ligadas às populações indígenas, que de maneira articulada, definiram as prioridades para que os temas locais mais relevantes sejam incorporados às capacitações.

Sobre os povos indígenas
Segundo o Censo IBGE 2010, vivem em aldeias hoje no Brasil cerca de 800 mil índios, distribuídos em 611 terras indígenas e centros urbanos. A população de mulheres indígenas é de aproximadamente 408 mil e de crianças indígenas de até 9 anos é de 101 mil, distribuídas por todas as Unidades Federativas, exceto Piauí, Rio Grande do Norte e Distrito Federal. Na Amazônia Legal Brasileira, encontramos 49% das 230 etnias, falantes de mais de 180 línguas diferentes. 

Os povos indígenas vivem experiências desiguais, quando comparados com a população branca, ao nascer, viver, adoecer e morrer, apesar da crescente melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano.

Esses povos enfrentam dilemas ultrassingulares, como altos índices de suicídio, obstáculos à promoção da identidade e da tradição de suas comunidades, dificuldade de acesso e cobertura à saúde, impasses linguísticos, escassez de meios de sobrevivência, como a caça e a pesca, inadequação de saneamento básico, cooptação por gangues que se organizam ao redor das aldeias, violência dentro das escolas e expansão vertiginosa do alcoolismo e da aids, além de extrema pobreza,  que afeta as crianças das aldeias.

No que diz respeito à saúde pública, apesar da significativa redução da mortalidade infantil no Brasil, os avanços registrados pelas médias nacionais não expressam iniquidades regionais por raça e etnia.  A taxa de mortalidade infantil para a população indígena é de 41,9 por mil nascidos vivos, enquanto a taxa nacional foi em torno de 19 por mil nascidos vivos, segundo dados do IBGE/Pnad/2009. Entre os anos de 2000 a 2009, foram registrados 6.754 óbitos de crianças menores de 1 ano de idade. O índice médio de mortalidade da criança indígena de até 9 anos é quase o dobro do índice médio de mortalidade da criança não indígena.

É importante registrar o perfil de morbidade das crianças indígenas: a desnutrição ainda é a principal doença nutricional; apresentam altas prevalências de doenças infectoparasitárias (helmintíase, diarreia, micose, pediculose e malária); a incidência da tuberculose chega a ser cinco vezes maior que a registrada entre a população não indígena; altas frequências de doenças do aparelho respiratório, como a IRA, pneumonia, bronquite e asma, como também doenças por causas externas (trauma simples e agressão). Ressalta-se que aos dados sobre as informações referidas podem estar subestimados, em decorrência principalmente da subnotificação na Região Norte.

Mais informações:
Ida Pietricovsky de Oliveira – UNICEF Belém
Telefones: (91) 3073 5700 e 8128 9022

 

 
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