Adolescentes e lideranças comunitárias do Rio de Janeiro falam das mudanças em suas comunidades com a embaixadora do UNICEF Sabine Christiansen
Rio de Janeiro, 12 de março de 2013 – Na última sexta-feira, dia 8 de março, a jornalista alemã Sabine Christiansen, embaixadora do UNICEF em seu país, visitou a comunidade do Morro dos Prazeres, no Rio de Janeiro, onde encontrou adolescentes e lideranças comunitárias que contaram sobre os desafios e as mudanças que estão construindo em suas comunidades para a garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes. O enfrentamento da violência contra meninas e mulheres foi o primeiro assunto do encontro. "Fizemos um diagnóstico participativo dos vários tipos de violência que enfrentamos no dia a dia, e agora estamos fazendo um plano de ação em cada comunidade", relatou a líder comunitária Cris dos Prazeres, participante do projeto Safe and Friendly Cities for All (Cidades Seguras e Amigas para Todos), realizado pelo UNICEF em conjunto com ONU Mulheres e ONU-Habitat e parceria técnica do Cedaps. Uma das ferramentas utilizadas na iniciativa foi o mapeamento digital de áreas de risco por meio de telefones celulares. A mesma tecnologia foi experimentada por meninos e meninas durante o projeto Mapeamento Digital de Áreas de Riscos Ambientais liderado por jovens em dez comunidades cariocas. “Usando telefones celulares, mapeamos áreas de riscos e fizemos propostas de intervenção e conseguimos concretizar algumas no Poder Público”, conta Kelly Gregório, moradora do Morro do Alemão. O direito de participar do rumo da vida de suas comunidades também foi assunto com os adolescentes comunicadores da Plataforma dos Centros Urbanos, mobilizados pelo UNICEF em parceria com a ONG Bem-TV. "Temos a chance de produzir os nossos próprios vídeos e falar do nosso jeito dos assuntos que achamos importantes", conta Gustavo, 19 anos, da comunidade de Guaratiba. "Um dos vídeos foi sobre violência doméstica e exibimos numa escola pública. No começo, as crianças riram... Depois começaram a falar sobre a violência vivida por suas mães. Não sabiam que aquilo era uma violação de direitos, que a situação pode – e deve – ser diferente." Tendo visitado o Brasil em diferentes ocasiões, Sabine tem acompanhado importantes mudanças vividas pelo País ao longo das últimas décadas. "Mas, desta vez, me surpreendi com o otimismo das novas gerações. As mudanças estão sendo feitas pelos próprios adolescentes e comunidades." Ela observa que, em países como o Brasil, o papel do UNICEF não é realizar os projetos, mas sim de ser parceiro de quem está fazendo a mudança. "E a diferença é que, mesmo quando o assunto sai das luzes da mídia, a parceria do UNICEF permanece." Mais informações
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