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Cai o número de meninas ameaçadas pela mutilação genital feminina

UNFPA e UNICEF defendem esforços acelerados para continuar com a redução dessa prática

© UNICEF/NYHQ2011-0259/Asselin
Adesivo pelo fim da mutilação/corte genital feminino (M/CGF) na porta de uma casa em Séguéla, Costa do Marfim.

Nações Unidas, Nova Iorque, 6 de fevereiro de 2013 — Menos meninas são submetidas atualmente à perigosa prática da mutilação/corte genital feminino (M/CGF), de acordo com os novos dados da Organização das Nações Unidas divulgados nesta terça-feira 6 de fevereiro, Dia Internacional da Tolerância Zero pela Mutilação Genital Feminina.

Os dados mostram que a M/CGF está se tornando menos prevalente e a geração mais jovem está menos vulnerável à prática.

Nos 29 países da África e do Oriente Médio, onde a prática de M/CGF está concentrada, 36% das meninas com idade entre 15 e 19 anos foram mutiladas, em média, comparadas com uma estimativa de 53% de mulheres com idade entre 45 e 49 anos. O declínio é particularmente acentuado em alguns países: no Quênia, por exemplo, as ocorrências de mutilação genital feminina em mulheres de 45 a 49 anos são três vezes maiores que entre meninas de 15 a 19 anos.

“Esse progresso revela a possibilidade de acabar com a M/CGF”, disse o diretor executivo do UNICEF, Anthony Lake. “A M/CGF não é apenas profundamente errada, nós podemos e devemos acabar com essa prática para ajudar milhares de meninas e mulheres a viver uma vida mais saudável”.

Esse recente estudo, produzido pelo UNICEF, mostrou que ao menos 120 milhões de meninas e mulheres sofreram M/CGF nesses 29 países. De acordo com as tendências atuais, cerca de 30 milhões de meninas com menos de 15 anos ainda podem estar em situação de risco. O Programa Conjunto do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) sobre M/CGF está fazendo progresso na prevenção da exposição dessas meninas e de futuras gerações à mutilação genital feminina.

As novas estimativas seguem a adoção unânime da Resolução da Assembleia Geral da ONU de dezembro de 2012, que convoca os Estados Membros a intensificar seus esforços para a completa eliminação da M/CGF.

Desde 2008, quando o Programa Conjunto do UNFPA e UNICEF para a M/CGF foi implantado, cerca de 10 mil comunidades em 15 países, representando cerca de 8 milhões de pessoas, renunciaram à prática. No ano passado, 1.775 comunidades espalhadas por toda a África declararam publicamente o compromisso em acabar com a M/CGF.

Mesmo em países de alta prevalência, as atitudes relacionadas à prática estão mudando. No Egito, por exemplo, onde cerca de 90% das meninas e mulheres foram mutiladas, a porcentagem daquelas entres 15 e 49 anos que se casaram, e que acreditam que a M/CGF deveria ter um fim, dobrou de 13% para 28% entres 1995 e 2008.

“Aumentar o poder de mulheres e meninas é a chave para quebrar o ciclo de discriminação e violência, promover e proteger os direitos humanos, incluindo a saúde sexual e reprodutiva e os direitos reprodutivos”, afirmou o diretor executivo do UNFPA, Dr. Babatunde Osotimehin. “Trabalhando com governos e sociedade civil, o UNFPA e o UNICEF têm implementado com sucesso uma abordagem culturalmente sensível baseada nos direitos humanos para por fim à M/CGF”.
 
Os diretores executivos do UNFPA e do UNICEF observaram que, se a vontade política expressa na Resolução da Assembleia Geral se traduzisse em investimentos concretos, a M/CGF – uma violação séria dos direitos das meninas e mulheres – poderia se tornar um vestígio do passado. Eles reforçaram o chamado ao cumprimento da Resolução com uma abordagem coordenada que promova mudanças sociais positivas em nível de comunidade, nacional, regional e global.

Uma compilação abrangente e uma análise dos dados nacionais representativos sobre M/CGF serão publicadas pelo UNICEF em meados de 2013. Os dados vão fornecer uma avaliação global dos níveis e tendências, bem como as estatísticas nacionais e regionais.

Para mais informações:
UNFPA
Omar Gharzeddine, UNFPA Nova Iorque
Telefone: +1 212 297 5028
E-mail: gharzeddine@unfpa.org 

Ulisses Lacava, UNFPA Brasil
Telefone: (61) 9181 1000
E-mail: bigaton@unfpa.org

UNICEF
John Brittain, UNICEF Nova Iorque
Telefone: +1 212 326 7452
E-mail: jbrittain@unicef.org

Sarah Crowe, porta-voz do diretor executivo
Telefone: +1 212 326 7206
E-mail: scrowe@unicef.org

 

 
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