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No Dia Universal da Criança, o UNICEF pede que olhemos para o futuro

© UNICEF/NYHQ2011-0721/Asselin

Nova Iorque, 20 de novembro de 2012 – No Dia Universal da Crianças, o UNICEF publicou uma pesquisa prevendo as mudanças demográficas globais que afetarão a próxima geração de crianças. Tais mudanças representam um grande desafio para os planejadores e formuladores de políticas.

O documento, por exemplo, afirma que até o ano de 2050 um em cada três nascimentos mundiais ocorrerá na África, ao mesmo tempo em que quase uma criança em cada três terá menos de 18 anos. Cem anos antes, essa relação era de apenas um nascimento em cada dez na África ao sul do Saara.

A pesquisa Geração 2025 e além: a importância fundamental de compreender as tendências demográficas da infância no século XXI prevê que a taxa de mortalidade de crianças menores de 5 anos continuará a aumentar, concentrando-se na África ao sul do Saara , em bolsões de pobreza e marginalidade, em países populosos de baixa renda e nas nações menos desenvolvidas.

“O que importa é saber se o mundo, ao se preparar para a agenda pós-2015, está levando em conta essa mudança fundamental e inédita”, declarou o coautor do estudo David Anthony, do UNICEF. “Devemos fazer todo o possível para que essas crianças tenham uma chance igual de sobreviver, desenvolver-se e atingir plenamente seu potencial.”

Em outubro de 2011, a população mundial era de 7 bilhões e, de acordo com as atuais projeções, atingirá 8 bilhões até 2025. A pesquisa ora divulgada afirma que até 2025 o próximo bilhão de habitantes globais ainda será composto por crianças, 90% das quais terão nascido nas regiões menos desenvolvidas.

Prevê, ademais, um aumento de apenas 4% na população infantil global até 2025, sendo que o crescimento populacional se concentrará fortemente nos países do Hemisfério Sul.

Ainda de acordo com as projeções, os 49 países classificados como os menos desenvolvidos responderão por cerca de 455 milhões dos 2 bilhões de nascimentos que ocorrerão em todo o mundo entre 2010 e 2025. No mesmo período, cerca de 859 milhões de nascimentos terão lugar em cinco populosos países de renda média: China, Índia, Indonésia, Paquistão e Nigéria.

O único país de alta renda onde deverá haver um aumento na proporção de crianças até 2025 são os Estados Unidos, entre os cinco principais países no que se refere ao número de nascimentos ao longo dos próximos 15 anos.
 
Apesar de a China e a Índia continuarem a abrigar a maior parte da população mundial, em termos absolutos a Nigéria, mais do que qualquer outro país, sofrerá o maior aumento na população abaixo de 18 anos. Isso equivale a um acréscimo de 31 milhões de crianças – um aumento de 41% – entre 2010 e 2025. Ao mesmo tempo, porém, na Nigéria ocorrerá uma em cada oito mortes de menores de 18 anos.

A pesquisa afirma que as mudanças que afetarão os números da população infantil e da mortalidade infantil nos países mais populosos e mais pobres do mundo também acarretarão implicações importantes no que se refere a políticas. Nos países menos desenvolvidos, os esforços devem ser concentrados nas formas de atender às necessidades das crianças, especialmente no que concerne sua saúde e educação.

O estudo, que é baseado em projeções feitas pela Divisão de População das Nações Unidas, diz que o envelhecimento da população em termos globais aumentará a pressão para reorientar os recursos, retirando-os da assistência à infância.

“As crianças não votam e a opinião delas quase nunca é levada em consideração quando os governos tomam decisões sobre financiamento”, declarou o coautor Danzhen You, do UNICEF. “Portanto, torna-se mais importante do que nunca protegê-las para que seus direitos sejam confirmados e respeitados.”

As recomendações apresentadas pela pesquisa incluem: orientar os investimentos para as áreas onde nascerão as crianças; enfatizar os grupos negligenciados, especialmente nos países populosos de renda média; alcançar os domicílios mais pobres e mais isolados; e dar atenção urgente ao problema da dependência dos idosos.

Leia a pesquisa Geração 2025 e além: a importância fundamental de compreender as tendências demográficas da infância no século XXI, na íntegra, em inglês.

Dia Universal das Crianças
A Assembleia Geral das Nações Unidas recomendou em 1954 [resolução 836 (IX)] que todos os países instituíssem um Dia Universal das Crianças, para ser observado como um dia global de fraternidade e entendimento entre as crianças e de atividades promovendo o bem-estar de meninas e meninos em todo o mundo. Sugeriu-se aos governos que esse Dia fosse observado na data que cada país considerasse apropriada. A data de 20 de novembro marca o dia no qual a Assembleia Geral da ONU adotou a Declaração dos Direitos da Criança, em 1959, e a Convenção sobre os Direitos da Criança, em 1989.

No Brasil, o Dia das Crianças é celebrado em 12 de outubro. A lei brasileira que instituiu o Dia das Crianças é de 30 anos antes da resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas. O Dia das Crianças no Brasil foi criado pelo Decreto Federal nº. 4.867, de 5 de novembro de 1924. A escolha do dia 12 de outubro foi feita no encerramento do 3º Congresso Americano da Criança e do 1º Congresso Brasileiro de Proteção à Infância no Rio de Janeiro em 1922.

 

 
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