Declaração de Anthony Lake, Diretor Executivo do UNICEF, no Dia Mundial da PólioNova Iorque, 24 de outubro de 2012 – O Dia Mundial da Pólio é um comovente lembrete de tudo o que conseguimos fazer, juntos, na luta contra a pólio. Há muito a celebrar. Hoje, como nunca antes, crianças sofrem menos os efeitos debilitantes dessa doença cruel. Pela primeira vez em sua história, a Índia foi declarada livre da pólio. À nossa frente, já podemos ver a linha de chegada: a erradicação da pólio. Porém, o Dia Mundial da Pólio também é um incisivo lembrete de que, assim como nas corridas de longa distância, a última milha a ser percorrida é a mais difícil. As crianças do Paquistão, Afeganistão e Nigéria (os três países onde ainda ocorre a pólio endêmica) continuam a ser afetadas pela devastação causada por esse vírus. E as crianças que vivem nas áreas mais remotas nesses e em outros países são as que correm maior risco: as crianças com deficiências, as crianças pobres e aquelas que vivem em zonas de conflito. O exemplo da Índia mostra que podemos alcançá-las. E vamos alcançá-las – trabalhando juntos. Em setembro, na Assembleia Geral da ONU, os líderes do Paquistão, Afeganistão e Nigéria, bem como os governos dos países doadores, a sociedade civil e o setor privado reafirmaram seu compromisso de livrar o mundo da pólio. E os corajosos trabalhadores da saúde (que são os verdadeiros heróis deste esforço) vão ao campo, arriscando sua vida todos os dias para chegar até as crianças e imunizá-las, muitas vezes com grandes riscos pessoais. Já avançamos até aqui na luta para por fim à pólio. Temos os meios para terminar o trabalho. Podemos fazer história. Ou podemos simplesmente não aproveitar o momento. Para que a história não nos julgue severamente, deixemos um mundo livre da pólio como legado à próxima geração de crianças. Para mais informações, entre em contato com: Christian Moen, UNICEF Nova Iorque
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