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Fundação Telefônica Vivo, UNICEF e OIT lançam campanha sobre trabalho infantil e adolescente

Focada nas redes sociais e com ações presenciais em sete cidades até o final do ano, a campanha terá participação de artistas e gibi da Turma da Mônica

Apesar de atingir mais de 3,6 milhões de crianças e adolescentes, o problema tornou-se “invisível” no Brasil

São Paulo, 9 de outubro de 2012 – A Fundação Telefônica Vivo, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) apresentaram hoje, em São Paulo, a campanha colaborativa É da nossa conta! Trabalho Infantil e Adolescente. O objetivo é dar visibilidade ao tema, para que a sociedade civil possa reconhecer situações de trabalho infantil e adolescente e saber como enfrentar o problema, que ainda atinge mais de 3,6 milhões de meninas e meninos no País.

A campanha pretende sensibilizar e potencializar a ação para diversos públicos, incluindo crianças, adolescentes, jovens e especialistas no assunto. A estratégia é propor aos cidadãos que se tornem agentes multiplicadores, produzindo e compartilhando informações nas redes sociais. “O mote É da nossa conta! chama atenção para o aspecto da corresponsabilização da sociedade civil e do Estado na garantia dos direitos da infância e adolescência, destacando um problema que se tornou opaco e culturalmente aceito, mas que de fato atinge milhares de crianças”, explica Françoise Trapenard, presidente da Fundação Telefônica Vivo.

A embaixadora do UNICEF Daniela Mercury e o fundador e coordenador-geral da ONG Doutores da Alegria, Wellington Nogueira, engajaram-se na campanha e gravaram vídeos que serão veiculados nas mídias sociais, enquanto a Mauricio de Sousa Produções fez uma edição especial do gibi da Turma da Mônica sobre a temática.

Estruturada a partir da Rede Promenino (portal de notícias e rede social da Fundação Telefônica que discute o tema do trabalho infantil e adolescente), por meio de seus perfis nas redes sociais, plataforma e novo site, a campanha tem a internet como principal meio, mas prevê ainda intervenções de rua em sete cidades até o final do ano.

Os eventos estão concentrados em outubro, devido ao Dia das Crianças, nas seguintes capitais: São Paulo (SP) – 11/10; Brasília (DF) – 14 a 17/10; Belém (PA) 21 a 24/10; Curitiba (PR) e Fortaleza (CE) – 28 a 31/10. Em novembro, será a vez de Teresina (PI) – 4 a 7/11 e Salvador (BA) – 18 a 21/11. Durante essas intervenções, haverá conversa com os transeuntes e distribuição de gibis da Turma da Mônica; 3.500 adesivos, 50 mil encartes para adolescentes; e 50 mil cartilhas, além de fitinhas para o pulso. A campanha também terá outras peças, como banner humano, cartaz pirulito e camisetas.

Mobilização nas redes sociais
A organização não governamental Viração Educomunicação – que trabalha desde 2003 com o público adolescente e jovem e tem experiência em campanhas de mobilização social – fará a coordenação executiva da campanha. A ONG vai auxiliar a Fundação Telefônica Vivo a realizar a articulação de parceiros que produzirão conteúdo – como vídeos e notícias – para ser compartilhado via redes sociais.

As ONGs Cidade Escola Aprendiz, idealizada pelo jornalista Gilberto Dimenstein, e a Repórter Brasil, referência no combate ao trabalho escravo, participarão ativamente da campanha. E o Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor (Ceats), gestor da Rede Promenino, também será parceiro de conteúdo.

"Estamos apostando em criatividade e em meios mais interativos que permitam que a sociedade participe, opine e ajude a construir a campanha", afirma Gabriella Bighetti, diretora de Ação Social da Fundação Telefônica Vivo. A rede Promenino (www.promenino.org.br) terá um hotsite com informações, vídeos-pílulas com celebridades e conteúdos regionalizados sobre as iniciativas programadas. Será criado, ainda, um canal exclusivo para adolescentes.

Protagonismo Juvenil
Trinta adolescentes paulistanos receberão formação sobre trabalho infantil e adolescente. Deste total, 15 serão acompanhados pela equipe de educomunicadores da Viração na produção de um encarte para outros adolescentes que serão distribuídos nas cidades onde haverá os lançamentos. Eles também produzirão conteúdo para a Agência Jovem de Notícias (www.agenciajovem.org).

Aos filhos dos colaboradores da Telefônica Vivo na cidade de São Paulo serão oferecidas oficinas focadas na afirmação dos direitos da criança e do adolescente. As crianças poderão confeccionar jornal mural, grafite e estêncil, além de produzir vídeos de bolso sobre o tema.

"Enquanto o País tiver crianças trabalhando para sobreviver ou adolescentes se submetendo a trabalhos que comprometem seu pleno desenvolvimento como cidadãos, todo esforço por transformar esta indignação em ações concretas de proteção integral deve obter a solidariedade da comunidade nacional e internacional", diz Renato Mendes, coordenador nacional do Projeto Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil (Ipec, pela sigla em inglês) da OIT.

"Precisamos de uma mobilização nacional e compromisso de cada um para a erradicação do trabalho infantil em todo o País. É necessário mudar a cultura, práticas sociais e o nosso olhar e sentido crítico sobre a garantia dos direitos da infância e adolescência. A educação e sensibilização são estratégias fundamentais para a criação de um ambiente mais protetor, razão pela qual esta campanha é importante e estratégica", completa Gary Stahl, representante do UNICEF no Brasil.

Dados sobre situações de trabalho infantil e adolescente

  • No Brasil, trabalho infantil e adolescente é qualquer trabalho exercido por criança e adolescente com menos de 16 anos, exceto na condição de aprendiz a partir dos 14 anos, e é proibido por lei.
  • O envolvimento de criança e adolescente em atividades ilegais, como a exploração sexual e o tráfico de drogas, é considerado como uma das piores formas de trabalho infantil.
  • A presença de atores mirins nas novelas, comerciais, filmes também são formas de trabalho infantil.
  • Segundo dados da Pnad/IBGE 2011, mais de 3,6 milhões de crianças e adolescentes ainda trabalham no Brasil.
  • A situação é mais grave nas regiões Norte e Nordeste, que concentram 2 milhões de crianças e adolescentes trabalhadores.
  • O trabalho é permitido para adolescentes de 16 a 18 anos, mas há restrições legais quanto às atividades que podem ser realizadas. Por exemplo, o trabalho não pode ser executado em horário noturno ou em períodos que comprometam a frequência escolar, não pode ser perigoso, insalubre ou penoso, e nem pode ser exercido em locais prejudiciais ao desenvolvimento físico, psíquico, moral e social.
  • Muita gente não sabe, mas o trabalho como empregado doméstico é proibido até 18 anos.

Mais informações:
Fundação Telefônica Vivo
Assessoria de Imprensa
Marli Romanini
Telefone: (11) 3035 1971
E-mail: marli.romanini@grupomaquina.com

 

 
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