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Países avançam na redução da mortalidade na infância, afirma relatório do UNICEF

Nova Iorque, 13 de setembro – Vários países ao redor do mundo estão diminuindo rapidamente a mortes de crianças, demonstrando que é possível reduzir de forma drástica a mortalidade infantil no espaço de duas décadas. O Relatório de Progresso 2012, intitulado O compromisso com a sobrevivência da criança: Uma promessa renovada, analisa as tendências nas estimativas de mortalidade de crianças pequenas, desde 1990, e mostra que, em todas as regiões do globo, as reduções mais significativas foram alcançados na mortalidade de crianças menores de 5 anos. Os dados divulgados hoje pelo UNICEF e pelo Grupo Interinstitucional de Estimativas sobre Mortalidade Infantil das Nações Unidas mostram que o número de crianças menores de 5 anos que morreram em todo o mundo caiu de quase 12 milhões, em 1990, para 6, 9 milhões, em 2011.

Veja o relatório (em inglês)

O relatório destaca que a região onde se localiza o país e sua situação econômica não são obstáculos para a redução da mortalidade na infância. Países de baixa renda, como Bangladesh, Libéria e Ruanda, de renda média, como Brasil, Mongólia e Turquia, e de renda alta, como Omã e Portugal, têm feito progressos impressionantes na redução das taxas de mortalidade de crianças menores de cinco anos, diminuindo este indicador em mais de dois terços, entre 1990 e 2011.

"O declínio global na mortalidade entre crianças menores de 5 anos é uma conquista significativa e uma prova do trabalho duro e da dedicação de muitos, incluindo governos, doadores, agências internacionais e as famílias", disse o Diretor Executivo do UNICEF, Anthony Lake . "Mas há tarefas inacabadas: milhões de crianças menores de cinco anos ainda morrem a cada ano de causas evitáveis para os quais existem intervenções comprovadas e acessíveis. Essas vidas poderiam ser salvas por meio de vacinas, nutrição adequada e cuidados básicos e de saúde materna. O mundo tem a tecnologia e o conhecimento para fazer isso. O desafio é torná-los disponíveis para todas as crianças", completou Lake.

O relatório combina estimativas de mortalidade com uma descrição das principais causas de mortalidade infantil e de estratégias que são necessárias para acelerar o progresso. As mortes de crianças com menos de cinco anos estão cada vez mais concentrados na África ao sul do Saara e no Sul da Ásia, que juntos representaram mais de 80% de todas as mortes de crianças menores de cinco anos em 2011. Em média, uma em nove crianças da África ao sul do Saara morre antes do seu quinto aniversário.

Mais da metade das mortes por pneumonia e diarreia, que juntas respondem por quase 30% das mortes de crianças menores de cinco em todo o mundo, ocorrem em apenas quatro países: Índia, Nigéria, Paquistão e República Democrática do Congo. As doenças infecciosas são caracterizadas por questões relacionadas às desigualdades que afetam desproporcionalmente as populações pobres e vulneráveis, sem acesso a serviços básicos e de prevenção. Essas mortes são evitáveis.

Sob o tema de uma promessa renovada está surgindo um movimento global para a sobrevivência da criança para revigorar, reorientar e alavancar duas décadas de progressos significativos. A oportunidade de conseguir uma profunda redução das mortes evitáveis de crianças nunca foi tão grande. Desde junho, mais da metade dos governos do mundo renovaram o seu compromisso com a questão. Entre as cinco ações prioritárias, os aliados da causa se comprometem a acelerar os progressos alcançados, concentrando-se em áreas onde o desafio da sobrevivência infantil é maior.

É necessário intensificar os esforços, em particular nos países mais populosos e que têm uma alta taxa de mortalidade. Além de fatores médicos e nutricionais, melhorias em outras áreas como a educação, o acesso à água potável e saneamento, a proteção da criança e empoderamento das mulheres, também aumentam as chances sobrevivência e desenvolvimento das crianças.

Mais informações:
Assessoria de Comunicação do UNICEF no Brasil
Pedro Ivo Alcantara – 61 30351983 / pialcantara@unicef.org
Estela Caparelli – 61 30351963 / mecaparelli@unicef.org

 

 
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