É preciso garantir às mães condições para amamentar seus filhos, afirma UNICEFNova Iorque, 1º de agosto – No 20 º aniversário da Semana Mundial da Amamentação, o UNICEF afirma as que políticas nacionais consistentes de apoio à amamentação podem evitar as mortes de cerca de 1 milhão de crianças menores de cinco anos no mundo em desenvolvimento a cada ano. A iniciativa, que acontece em 170 países, começa hoje e será encerrada no dia 7 de agosto. Mesmo com as fortes evidências de que o aleitamento materno exclusivo previne doenças que matam milhões de crianças todos os anos, como diarreia e pneumonia, as taxas globais de amamentação mantiveram-se relativamente estagnadas no mundo em desenvolvimento, com crescimento de 32% em 1995 para 39% em 2010. "Se a amamentação fosse promovida de forma mais efetiva e as mulheres fossem protegidas contra o marketing agressivo dos substitutos do leite materno, veríamos que mais crianças sobrevivem e se desenvolvem, com menor incidência de doenças e menores taxas de desnutrição e atraso no crescimento", disse o Diretor Executivo do UNICEF, Anthony Lake. No mundo, alguns dos obstáculos para melhorar as taxas de amamentação são o marketing antiético dos fabricantes de substitutos do leite materno, políticas nacionais que não apoiam a licença-maternidade, e uma falta de compreensão sobre os riscos de não amamentar. Em junho, líderes mundiais que se reuniram em Washington como parte do "Compromisso com a sobrevivência infantil: uma promessa renovada" comprometeram-se acabar com as mortes preveníveis de crianças. A Semana Mundial da Amamentação oferece uma oportunidade para reafirmar o papel crítico do aleitamento materno na redução da mortalidade infantil. A série de nutrição da Lancet 2008 destacou o fato de que uma criança não amamentada tem 14 vezes mais chances de morrer nos primeiros seis meses do que uma criança alimentada exclusivamente com o leite materno. O leite materno atende todas as necessidades nutricionais do bebê e é um dos melhores investimentos na sobrevivência infantil, uma vez que o custo principal é a nutrição da mãe. "O aleitamento materno precisa ser valorizado como um benefício que não é bom apenas para os bebês, as mães e suas famílias, mas que também pode gerar economia para os governos no longo prazo", disse Lake. Mais informações Estela Caparelli Pedro Ivo Alcantara
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