UNICEF e Flamengo realizam primeira oficina sobre direitos da infância e da adolescência para o corpo técnico e profissionais do clubeBrasília, 26 de junho – A oficina sobre proteção, promoção e garantia dos direitos da infância e da adolescência reuniu cerca de 50 profissionais e técnicos do Flamengo, na sede do Clube. Os participantes tiveram a oportunidade de discutir, aprender e trocar conhecimentos sobre o tema. A atividade teve como objetivo fortalecer medidas de proteção dos direitos de crianças e adolescentes que praticam esportes no clube e nas escolinhas de futebol ou nos de projetos sociais do Flamengo. O representante do UNICF no Brasil, Gary Stahl, destacou que os profissionais e técnicos do clube são o coração da parceria entre o UNICEF e o Flamengo. "O que mais importa para nós é a atitude e o comportamento de vocês para que essa parceria tenha força e o Flamengo seja o Time Nota 10 na defesa dos direitos da infância." O desembargador Siro Darlan, flamenguista e conselheiro do Clube, falou para os participantes sobre como funciona e qual o papel das instâncias que compõem o Sistema de Garantia de Direitos na Infância. O desembargador enalteceu a parceria com o UNICEF. "Como flamenguista e defensor e ativista dos direitos da infância, eu me sinto orgulhoso por ver o meu time fechar essa parceria para ser um clube nota 10 na defesa dos direitos a infância. O Flamengo, que instintivamente já fazia um trabalho social, e por ser tão amado por milhares de crianças e adolescentes, tem a obrigação de fazer com que o maior número de crianças tenham seus direitos respeitados". A presidente do clube, Patrícia Amorim, explicou aos participantes que, ao fazer a parceria, o clube se comprometeu a realizar um trabalho de formação diferenciado com seus atletas, dirigentes, professores e com as crianças. "Isso tem que ser posto em prática no trabalho de vocês a cada dia. O Flamengo do futuro não pode ser mais um clube que não tenha esse compromisso com a boa formação". Ela classificou a parceria com o UNICEF de inédita na história do clube e do mundo do futebol. Os profissionais do Flamengo também participaram de palestras e dinâmicas de grupo relacionadas aos direitos de crianças e adolescentes. A oficina contou com a participação da representante do Conselho Tutelar da Infância da Zona Sul do Rio de Janeiro, Marli de Souza, e da Consultora Cristina Salomão, que abordaram temas como legislação, formas de contribuir para o desenvolvimento pleno de meninas e meninos por meio do esporte seguro e inclusivo e prevenção de casos de abuso, exploração e violência. No final do evento, os participantes disseram estar satisfeitos com a oficina. "Queremos ver mudanças. Nunca fizemos um trabalho como esse em integração com os diversos departamentos do clube", disse Sonia Fernandes, do Departamento Médico do Clube. Os participantes terão agora a missão de ajudar a elaborar o código de conduta para os funcionários do Flamengo e realizar um mapeamento dos riscos contra crianças e adolescentes dentro do clube. Os documentos serão finalizados com o apoio do UNICEF e ajudarão a garantir que as meninas e meninos que praticam esportes no clube tenham seus direitos protegidos. Parceria – A atividade faz parte da parceria entre Flamengo e UNICEF lançada em novembro do ano passado com a assinatura do compromisso "Meu time é nota 10!" pela presidente do Flamengo, Patrícia Amorim. O documento é um conjunto de 10 princípios relacionados à proteção e à promoção de direitos de crianças e adolescentes – atletas e não atletas – dentro e fora do clube. Ao aderir ao compromisso, o Flamengo se comprometeu a fortalecer suas ações de responsabilidade social e a mobilizar seus atletas e seus torcedores por meio de um plano de ação monitorado pelo UNICEF. Treinadores, assistentes sociais, psicólogos que trabalham diretamente com crianças e adolescentes no Flamengo têm um papel fundamental nessas ações. A influência de cada um deles não se limita ao terreno de jogo. Durante as sessões de treinamento e as partidas, podem ensinar às crianças e aos adolescentes valores importantes como o respeito, o espírito de grupo e a tolerância. Podem também ajudar a combater os preconceitos e os comportamentos negativos que geram atos de violência física e maus-tratos. Para os próximos meses, estão previstas outras medidas como a adoção de códigos de conduta para funcionários, ações internas para prevenção de casos de abuso, violência e exploração na prática esportiva e participação de atletas nas ações do UNICEF em favor do direito ao esporte seguro e inclusivo. Mais informações: Estela Caparelli Assessoria de Comunicação do Flamengo
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