Diretor Executivo do UNICEF defende investimento na infância e na adolescência como legado da Rio+20
Rio de Janeiro, 21 de junho – O Diretor Executivo do UNICEF, Anthony Lake, destacou ontem, em seu discurso na Rio + 20, a importância do investimento na redução da iniquidade como caminho para o desenvolvimento sustentável. Lake lembrou que os mais afetados pelos poucos avanços no desenvolvimento sustentável são as crianças e os adolescentes. “Eles são os muitos milhões de meninas e mulheres que caminham quilômetros todos os dias para encontrar água para suas famílias. Eles são os milhões de crianças carentes de micronutrientes vitais. Elas são os milhões de famílias que não têm acesso a instalações sanitárias básicas e, portanto, mais vulneráveis à doença. Aqueles cujos meios e modos de vida são mais vulneráveis à devastação do aquecimento global”, destacou. O depoimento foi feito no debate Desenvolvimento Sustentável em um Mundo Desigual, em que o Diretor Executivo dividiu a mesa com a diretora executiva da ONU Mulheres e ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, a ex-presidente da Irlanda, Mary Robinson, a secretária-geral da Confederação Internacional Sindical, Sharan Burrow, entre outros. Para reverter o quadro de exclusão, Lake defendeu que as crianças sejam vistas como parte da solução para um mundo mais sustentável. Ele explicou que as evidências sugerem que o investimento na área social e nas crianças equitativamente – especialmente em sua saúde e sua educação – de fato ajuda a quebrar a transmissão intergeracional da pobreza, criar sociedades mais estáveis e promover o crescimento econômico. “Se pudermos aumentar a vacinação para que menos crianças morram de doenças que sabemos como prevenir, se pudermos fornecer mais micronutrientes para que os jovens possam crescer fortes, se pudermos dar uma educação de qualidade a mais meninas e meninos, vamos dar às crianças e aos adolescentes em toda parte – desta geração e da próxima – o começo de vida que eles merecem. E fazer o futuro sustentável com que eles sonham. Esse é o seu direito, a nossa responsabilidade e, espero, um legado da Rio+20”, completou. Para mais informações Pedro Ivo Alcantara
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