Mundo se une para acelerar o progresso na eliminação das mortes evitáveis de crianças
Washington, 14 de junho – Hoje, mais de 80 governos e uma infinidade de parceiros do setor privado, da sociedade civil e de organizações religiosas uniram-se na Chamada para a Ação pela Sobrevivência Infantil, um fórum convocado pelos governos da Etiópia, Índia e Estados Unidos, em colaboração com o UNICEF, para lançar um esforço sustentável e global para salvar a vida de crianças. Nos últimos 40 anos, novas vacinas, melhorias no atendimento à saúde, investimentos em educação e a dedicação dos governos, sociedade civil e outros parceiros contribuíram para reduzir o número de mortes de crianças em mais de 50%. Ainda assim, milhões de crianças – a maioria delas na África ao sul do Saara e no sul da Ásia – morrem anualmente de causas evitáveis antes de atingir o seu quinto aniversário. Em 2010, isso significou 57 crianças mortas a cada 1.000 nascidos vivos. A Chamada para a Ação desafia o mundo a reduzir a mortalidade infantil para 20 ou menos óbitos de crianças por 1.000 nascidos vivos em todos os países até 2035. O cumprimento dessa meta histórica salvará a vida de 45 milhões de crianças a mais até 2035, fazendo com que o mundo chegue mais perto da meta de acabar com as mortes evitáveis de crianças. As projeções demonstram que esse objetivo pode ser alcançado por meio de um esforço maior em cinco áreas fundamentais:
Na Chamada para a Ação, os governos e os parceiros estão sendo convidados a dar seu apoio a Uma Promessa Renovada, o compromisso de trabalhar juntos no aperfeiçoamento dos planos nacionais para a sobrevivência infantil, no monitoramento de resultados, e dando maior atenção às crianças mais desfavorecidas e vulneráveis. "Temos as ferramentas, os tratamentos e a tecnologia para salvar milhões de vidas todos os anos e não há desculpa para não usá-los", disse o Diretor Executivo do UNICEF, Anthony Lake. "Para renovar a nossa promessa para as crianças do mundo, temos de nos concentrar nas principais causas de mortalidade infantil, como diarreia, pneumonia e malária; na ampliação da cobertura de alto impacto e de tratamentos de baixo custo; na geração de uma maior inovação; e no incentivo de uma maior vontade política para alcançar as crianças mais inacessíveis. O grande objetivo de evitar mortes de crianças deve ser a nossa causa comum." "A Índia tem a honra de convocar conjuntamente esta chamada global para a ação. É uma grande oportunidade e temos de aproveitá-la. Embora tenha ocorrido um declínio nas taxas de mortalidade infantil na Índia nos últimos 10 anos, não há lugar para complacência", disse Ghulam Nabi Azad, Ministro da Saúde e do Bem-Estar da Família da Índia. "Reduzir a mortalidade neonatal, na infância e infantil continua a ser o objetivo prioritário da Missão Nacional de Saúde Rural da Índia. Com experiências na Índia nas intervenções na área da sobrevivência infantil, magnitude da escala de programação, o país está bem posicionado para fazer parte dos esforços de promover maior colaboração na execução de iniciativas para a sobrevivência infantil na região da Ásia e Pacífico", acrescentou. "No mundo, não existem dois países com as mesmas realidades. Por isso, cada um de nós precisa definir o nosso próprio roteiro para atingir esse objetivo. Na Etiópia, as taxas de mortalidade de crianças com menos de 5 anos foram reduzidas de 166 para 88 para cada 1.000 nascidos vivos apenas na última década", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, Ministro da Saúde da Etiópia. "O que podemos prometer ao mundo e às nossas crianças agora é que a Etiópia vai fazer o melhor, como fizemos no passado, para trazer a taxa para menos de 20 mortes a cada 1.000 nascidos vivos até 2035. Nós, então, seremos capazes de olhar para trás e dizer que fizemos justiça para os nossos filhos, escrevendo uma obra importante na história da humanidade", acrescentou. "O desenvolvimento pode estar repleto de problemas para os quais temos poucas soluções. Ajudar uma criança a completar seu quinto aniversário não é um deles. A questão não é se o mundo pode acabar com as mortes evitáveis de crianças. A questão é se vamos fazê-lo", disse o administrador da USAID, Rajiv Shah. Visite o site da campanha (somente em inglês). Mais informações Sarah Crowe
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