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UNICEF e parceiros correm para evitar uma segunda onda de mortes no Chifre da África

Vacinação contra o sarampo já está sendo feita, com OMS, para imunizar 750 mil crianças em Mogadíscio

Nairóbi/Genebra, 28 de outubro – Cem dias depois de a fome ter sido declarada em partes do sul da Somália, o UNICEF e seus parceiros estão fazendo o máximo, num contexto de conflito, para evitar uma segunda e potencialmente mais devastadora onda de mortes por doenças.

"As chuvas atuais estão trazendo algum alívio para as áreas afetadas pela seca na Somália e nos países vizinhos. No entanto, as chuvas também aumentam o risco de surtos de doenças e dificultam a distribuição de ajuda", disse Elhadj As Sy, diretor regional do UNICEF para a África Oriental e Meridional.

"O aumento dos combates no sul da Somália também está tornando, para nossos parceiros, mais difícil e inseguro levar ajuda que salva vidas para as crianças e suas famílias."

Como disse Sy, esses fatores poderiam agravar ainda mais a crise humanitária na Somália e em outros países da região. "O UNICEF expandirá seus esforços para alcançar as crianças onde quer que elas estejam e minimizar o impacto da piora da situação. Fazemos um apelo para os nossos doadores para que aumentem seu inestimável apoio", acrescentou.

Em Mogadíscio, uma campanha de vacinação contra o sarampo, apoiada pelo UNICEF e a Organização Mundial da Saúde (OMS), começou nesta semana com o objetivo de vacinar 750 mil crianças entre 6 meses e 15 anos de idade. Desde que foi declarada situação de fome em julho, mais de 1 milhão de crianças foram vacinadas contra o sarampo na Somália.

"Através do país, dezenas de milhares de crianças morreram nos últimos meses, e centenas mais morrem a cada dia. Qualquer atraso ou interrupção na prestação de assistência é uma questão de vida ou morte", disse Sikander Khan, representante do UNICEF na Somália.

"Apelo a todas as partes do conflito para que cumpram com sua obrigação moral e legal de garantir segurança e proteção a todas as crianças e mulheres que já estão enfrentando um desastre", acrescentou o representante, que se encontra em Nairóbi.

As crianças gravemente desnutridas têm nove vezes mais chance de morrer de doenças infecciosas como sarampo, cólera e malária do que crianças saudáveis. Os casos de sarampo aumentaram dramaticamente neste ano – em julho, quando se declarou pela primeira vez o estado de fome, houve sete vezes mais casos de sarampo do que no mesmo mês em 2010.

Grande número de pessoas desabrigadas, campos de deslocados extremamente superlotados e serviços de água e saneamento deficientes são os maiores riscos. O princípio da temporada de chuvas eleva o número de pessoas que sofrem de doenças transmitidas pela água, como diarreia aguda e malária. O número de pessoas doentes no vizinho Quênia também é alto, onde há um surto de dengue.

Os combates e as medidas mais estritas de segurança nas zonas de fronteiras reduziram significantemente o número de refugiados somalis que entram no Quênia, para 100 pessoas entre os dias 17 e 23 de outubro, em comparação com 3.400 na semana anterior.

Apesar da suspensão temporária de todas as atividades humanitárias, exceto as imprescindíveis para salvar vidas, nos campos de refugiados de Daddab, no nordeste do Quênia, após o sequestro de dois trabalhadores humanitários, o UNICEF mantém seu compromisso de seguir prestando assistência às crianças severamente desnutridas e doentes, bem como providenciando água potável, educação e proteção por meio de suas organizações parceiras.

Desde a declaração da situação de fome no dia 20 de julho, quase 110 mil crianças severamente desnutridas foram tratadas nos centros apoiados pelo UNICEF na região. Mais de 2,6 milhões de pessoas tiveram acesso à agua potável e mais de 1,5 milhão de pessoas receberam materiais de higiene e de conscientização sobre a importância da higiene. Desde julho, foram enviados por via área, terrestre e marítima cerca de 8.700 toneladas de suprimentos de primeira necessidade para a população ameaçada no sul e no centro da Somália.

"A resposta da comunidade internacional desde a declaração da situação de fome foi notável", disse As Sy. "No entanto, a magnitude da crise é tal que nós ainda estamos longe de alcançar todas as crianças."

O apelo do UNICEF para suas operações no Chifre da África em 2011 foi de US$ 425 milhões. As necessidades para 2012 continuarão sendo na casa de centenas de milhões e as contribuições são urgentemente necessárias para que os programas de alimentação possam continuar assistindo crianças e suas famílias sem interrupções.

Somente para a Somália, o UNICEF precisará de US$ 300 milhões para assegurar, em 2012, o nível atual de apoio, e ampliar as atividades onde for necessário. "Necessitamos obter esses fundos quanto antes possível para garantir o fluxo ininterrupto dos suprimentos que mantêm as crianças vivas", disse Khan.

Para mais informações
Michael Klaus
Escritório Regional do UNICEF para a África Oriental e Meridional
Celular: +254 716 431 880
E-mail: mklaus@unicef.org

 

 
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